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Rosa's churrascaria

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Existem lugares que são considerados verdadeiros patrimônios gastronômicos de sua cidade. Podemos dizer isso, sem pensar muito, de lugares como o bar Estadão em SP, a rota do frango com polenta em SBC, o Pastel do Trevo em Bertioga, entre tantos outros. Mas existem também os restaurantes que se consideram parte desse grupo, e mesmo que cheguem muito próximos do título, pela tradição e longevidade, não o merecem: o Rosa's churrascaria, desde 1964 em Santo André, participa deste último.
Antes que você, que conhece o restaurante, comece a pensar besteira, vamos aos fatos: um restaurante que vive lotado, com filas de mais de 1h de espera diariamente, a fama de ter uma das melhores saladas do ABC (a tradicional salada Santa Felicidade), um churrasco impecável e um renomado filé a Parmegiana, deveria ser, no mínimo, ovacionado, mas não é o que ocorreu na nossa última visita, há duas semanas. Para começar, a espera. Com uma grande reforma, que ampliou o salão consideravelmente, o Rosa's poderia ter pensado mais no conforto de que aguarda a sua mesa, tempo este que passa dos 40 minutos diariamente. Além de um espaço mal planejado, bolsas e mochilas ocupam o espaço de espera no qual idosos e gestantes poderiam sentar, e apesar disso ser culpa da falta de educação das pessoas, a equipe do restaurante poderia orientar o público a não deixar objetos nos bancos.

O local de espera, pois o resto estava lotado
(créditos: divulgação)
Depois de 50 minutos de espera, enfim conseguimos uma mesa, e começamos a pensar em nosso pedido. Inusitadamente, o prato mais famoso da Rosa´s Churrascaria é uma salada! A Santa Felicidade (é um sacrilégio usar este nome, mas deixemos isso de lado), é uma salada de escarola com torresmo e vinho. Pedimos meia porção (que é suficiente para duas pessoas tranquilamente), como entrada, e nossas bebidas (a tradicional limonada e um refrigerante). O atendimento, absurdamente lento e despreparado, demorou muito para pegar nosso pedido de bebidas e da salada, que chegaram prontamente após o pedido. Para pratos principais, depois de muito rodarmos em cima de um cardápio pequeno (mas que serve, na maior parte das opçoes, 2 pessoas), escolhemos o conhecidíssimo filet à Parmegiana (meia porção) e 1/2 frango ao queijo. A partir desse momento, começa nosso calvário no restaurante.
A famosa salada de Escarola (créditos: divulgação)
Parmegiana (Créditos: divulgação)
Exatamente do momento do pedido dos pratos até a chegada deles, se passou 1 hora. foram 60 minutos em que vimos pessoas chegarem, serem atendidas, comerem, saírem; mesas que foram preenchidas depois da nossa serem atendidas mais prontamente e receberem os pratos antes, garçons que simplesmente não olhavam na nossa cara ou desviavam a atenção quando chamávamos, e nossa impaciência só aumentava. Quando decidimos por cancelar os pratos e pedir a conta para irmos embora, revoltados, eis que os pratos chegam. Jogados de qualquer maneira na mesa, estavam em tamanhos bem servidos, mas, para a Cá, o filet à parmegiana (que eu não como, por causa do molho de tomate) não estava nada mais do que OK, (até o mesmo prato na padaria Cidade da Criança, em São Bernardo, atraiu mais elogios). O frango ao queijo estava no ponto certo, suculento e coberto por uma camada fina e crocante de parmesão. Ao terminarmos de comer, mais um problema com os garçons: a demora ao trazer a conta e para pagarmos (visto que a máquina leitora de cartões nunca chegava, até porque antes de descobrir o caminho para a nossa mesa, passava por todas as mesas que haviam solicitado a conta depois da nossa); resultado: mais de 150 reais de conta por algo que não valeria 100.
1/2 frango ao queijo (créditos: divulgação)
Locais que são considerados patrimônio gastronômico de uma cidade não precisam se impor como tal, e é o que o Rosa´s faz (deixando claro isso em todos os cantos, desde o muro em frente ao restaurante até dentro do cardápio), e desnecessariamente. Quem deseja um reconhecimento destes o atinge por méritos, e não na marra (veja o caso do São Judas Tadeu, na rota do Frango do Polenta de SBC, por exemplo, que traz gente do Brasil todo para conhecer o restaurante, ou o Madalosso, em Santa Felicidade, Curitiba), e, por mais que o Rosa´s seja tradicional e possa ter sido um dos melhores restaurantes do ABC em um determinado tempo, já passou a época dele. Mesmo assim, atrai muitos visitantes que, nem sempre são bem atendidos, como foi o nosso caso. Nossa dica? Com muito menos você pode comer muito melhor em vários outros restaurantes da região, sem precisar se deslocar até o Rosa´s (que é tão distante para quem mora em outras cidades do ABC como ir para São Paulo). Por mais que a tradicional cozinha da churrascaria (que, novamente, tem como prato mais conhecido uma salada!) o atraia para visitá-lo, tente fugir da tentação: pode ser que você seja tão mal atendido como nós fomos, ou até pior. Fuja da tradição imposta e vá para a tradição espontânea.

Coco Bambu e os Camarões à Milanesa

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Depois de algum tempo de ostracismo, estamos de volta, e agora para falar sobre um dos grandes restaurantes nordestinos que aportou em SP: o Coco Bambu.
Bem localizado, no prédio que abrigava o fanfarrão e fujão T.G.I. Friday´s (que saiu do Brasil sem sequer dar alguma justificativa plausível), o Coco Bambu é um restaurante de grande sucesso em Fortaleza, e expandiu para outras cidades, como Brasília, Teresina e a Paulicéia Desvairada e chuvosa na qual nos encontramos.
Com uma reserva feita (apesar do restaurante estar vazio), fomos muito bem atendidos pela hostess, que nos indicou o caminho a seguir para nossa mesa. Acompanhados dos nossos habituais cúmplices nestas descobertas (que, inclusive nos sugeriram o restaurante), fomos ver o que o Coco Bambu tinha de bom para nos oferecer, e tudo se resume a um prato: Camarão à Milanesa.


Não, o cardápio não tem só este fruto do mar empanado, aliás, peca por ser um cardápio muito extenso, mas o garçom insistiu até o momento da sobremesa para que escolhessemos o coitado do crustáceo para nossa entrada. A cada pergunta para o garçom, vinha a resposta pronta: "Aceitam um Camarão à Milanesa?". Em dúvida sobre que entradas pediríamos, ouvimos pelo menos 15 vezes o garçom oferecer o mesmo prato, e já havíamos falado que não nos interessávamos por ele. Então ele nos deixou pensar um pouco, enquanto buscava as bebidas solicitadas (a Cá pediu uma ótima Caipifruta de Caju, enquanto nós três partimos para nossos pedidos não-alcoólicos habituais). Quando apareceu novamente, voltou a insistir (muito!) no tal camarão.

As ótimas entradas: Queijo Coalho e Lula à Dorê
Pedimos de entradas uma porção de lula à dorê (ótima, sequinha, bem empanada, soltinha e tenra), e espetos de queijo de coalho com melaço de cana (muito bons também), mas ouvimos mais algumas vezes do garçom que deveríamos pedir o camarão à milanesa, se já o conhecíamos (não, não tínhamos sido apresentados à ele, afinal, ele não veio na mesa conversar conosco).
Hora dos pratos principais, e fica um problema sério: Como 4 pessoas indecisas por natureza conseguem decidir pratos (que normalmente servem 2, 3 ou 4 pessoas) de forma rápida? Ainda mais em um cardápio tão extenso? Nossa demora para pedir o prato principal nos fez ouvir algumas vezes o mantra do garçom: camarão à milanesa?
Rede de Pescador
Depois de muita indecisão, chegamos a um ponto em comum: a Rede de Pescador. Um prato com diversos frutos do mar (lagostas, camarões, mariscos, lulas e peixe), acompanhados de arroz com açafrão; Na teoria, no cardápio, servia 4 pessoas, mas qual a nossa surpresa quando o garçom nos fala que "não serve tão bem assim 4 pessoas", e tenta nos empurrar novamente o camarão à milanesa. Falamos que pediríamos somente a Rede e, caso necessário, pediríamos algo depois. Todos os frutos grelhados à perfeição, da forma que você realmente espera em um restaurante deste tipo de culinária, e, ao contrário do que o insistente atendente deu a entender, o prato serviu 4 pessoas, ainda mais porque já havíamos comido as entradas e a atitude do garçom se torna um ponto absurdamente negativo (ele foi instruído a enfiar um camarão à milanesa goela abaixo dos clientes, a falar que os pratos não serviam muito bem o número de pessoas indicada no cardápio ou a inaptidão foi por conta dele?). o prato, com 4 caudas de lagosta, uma porção de camarões, lulas e mariscos, e duas grandes postas de peixe, era suficiente para a ocasião.
Satisfeitos com o prato principal, partimos para a sobremesa, e o garçom escolhe novamente o que devemos comer: Pudim de leite condensado. E a insistência habitual muda de prato, mas não de frase: "vocês conhecem o pudim de leite? É muito bom!"; quem me conhece sabe que eu adoro esta iguaria doce, mas queria experimentar outra coisa, e todos escolhemos sobremesas diferentes: uma torta cremosa de banana (que de cremosa não tinha nada, seca e com pouco sabor), uma torta de chocolate (ótima), uma cocada cremosa ao forno (talvez a melhor de todas as sobremesas que pedimos, e a primeira cocada que experimentei que não era absurdamente seca), e um suflê de goiaba com cobertura de requeijão. Neste ponto, e neste prato, começa novamente a insistência do garçom: " o suflê demora de 20 minutos à meia hora, não tem problema? Você não quer pedir outra coisa, um pudim de leite?". Me contive, pois na hora, minha vontade era de bater a cabeça do garçom na mesa, e falar para ele, enquanto ele dava de face na espessa madeira: "não, não, não! Não quero pudim de leite!"; mas, ao invés disso, incentivado por todos na mesa (que não se importaram em esperar um pouco mais), pedi o suflê.
Vai um pudim de leite????
Minha experiência com suflês de goiaba começou no Carlota, há alguns anos, e tudo era ótimo: a calda quente e cremosa de queijo, mas ainda assim líquida o suficiente para sair do pequeno bule em que ela é depositada, para um suflê aerado e macio; no Coco Bambu, apesar de ser um pouco doce demais, o suflê estava ótimo, mas a cobertura de queijo nada mais era que um pouco de requeijão, frio (e por isso, relativamente duro) em um mini bule, o que me fez tentar tirar de todas as formas (já que a colher mal cabia dentro da jarrinha) a calda para inserir no suflê.
Ao pedirmos nossos tradicionais cafés e a conta, duas surpresas: a primeira, o garçom, ao oferecer o café, não falou "pudim de leite" nem "camarão à milanesa", um milagre!!!! Mas, jogou tudo por terra ao nos oferecer um café "restrito" (Não seria Ristretto?????). A segunda, a conta: 460 reais para 4 pessoas, ou seja, mais de 110 reais por pessoa. Pelo que oferece, e principalmente pelo atendimento, talvez seja um restaurante para conhecer por curiosidade, e só isso; existem vários outros restaurantes em São Paulo (e na grande São Paulo) oferecendo frutos do mar tão bons a preços mais acessíveis, e não tentando te empurrar um camarão empanado. Descendo as escadas para ir embora, fiquei pensando se a troca da costelinha ao molho de Jack Daniel´s e a Oreo Madness pelo camarão à milanesa e o pudim de leite valeram a pena. Como eu quase não frequentei o Friday´s na vida mesmo (e aprendi a receita tanto do molho de Jack Daniel´s quanto da Oreo Madness), então o Coco Bambu pode ficar lá onde está, longe do meu bolso (que não pode pagar por isso o tempo todo).

Lirio Restaurante - Descoberta sem preconceito!

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Sei que andamos sumidos, mas além da correria de fim de ano, infelizmente tivemos alguns contratempos que nos tiraram dos eixos...

Mas, ano novo, vida nova, ou, pelo menos uma tentativa de vida nova, e este blog não poderia ficar abandonado...

Em casa, um novo levain tenta crescer, mas esse clima umido e frio não colabora muito... 20 dias e o "bichinho" ainda não rendeu um bolo. rs

Depois de muuuuuuuito tempo, lembramos e voltamos à um lugarzinho desses que se descobre por indicação, totalmente sem querer: Lirio Restaurante, então, anote aí no seu caderninho essa dica.


O Lirio Restaurante (uia, tem site! www.liriorestaurante.com.br ) é desses lugares que você só chega se indicado e só entra sem preconceito. Fica no Riacho Grande / S.B.Campo, é bem apertadinho, conta com poucas mesas e a churrasqueira de bafo fica dentro do recinto... Falado tudo isso, já sabe, chegue cedo; meio dia e quinze já é o horário limite para chegar, encontrar uma mesa e comer bem. 


Nunca pedimos nada do cardápio que não fosse o rodizio de cupim e costela no bafo, mas já vimos em outras mesas, belos pratos, como o bife à parmegiana, por exemplo.




O rodizio de cupim e costela no bafo é exatamente o que o nome diz... essas duas carnes vem direto da churrasqueira para a sua mesa numa travessinha, sem frescura; junto a isso, salada de alface e tomate, uma generosa porção de arroz branco, feijão e um delicioso feijão tropeiro, cheio de linguiça e torresminho crocante!!!



A carne? Tanto a costela quanto o cupim desmancham na boca, podendo ser cortados somente com o garfo de tão macios... uma textura, que acreditem, não encontramos na maioria das churrascarias que costumamos frequentar!

Ah, vc quer mais carne? Basta pedir sem nenhum custo adicional, e lá vem mais uma bandejinha cheia das duas carnes, ou só cupim, ou só costela, como preferir.



Por que chegar cedo? 
Porque acreditem, lota. Lota de formar uma longa fila de espera... Ali pelas 13hr a carne começa a acabar da churrasqueira de bafo e as peças que saem, já não estão mais tão macias.

O rodizio custa R$ 20,00/pax (!!!) e come-se muito bem!

Vale a pena, vale a "viagem", vale a descoberta!


Lirio Restaurante
Rua D´ Angelo Caputo, 54 SBC - SP - 4101-6802

Hawaii Kona: Os microlotes chegaram à Nespresso

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     Em um mundo onde cada vez mais o café se torna um artigo de luxo, com marcas premium, máquinas cada vez mais sofisticadas, produtos caríssimos (O Jacu Coffee e o Kopi Luwak estão aí para confirmar isso), e muitos "entendidos" no assunto brotando sei lá de onde (como os sommeliers há alguns anos), uma coisa é consenso: uma das grandes culpadas (no bom sentido) por essa popularização de ótimos cafés é a Nestlé, com sua incrível maquina de fazer dinheiro chamada Nespresso.

     Sim, de fazer dinheiro, porque café ela faz muito bem, mas você já conseguiu comprar outra cápsula para a máquina que não seja original? Não? Então já aproveito para dizer: não prestam. Com o fim da patente do formato da cápsula, várias empresas fizeram cartuchos "compatíveis com o sistema Nespresso", como a NeSul (ótima idéia - uma cápsula reutilizável para você colocar o café que quiser - mas muito mal executada, não funciona), ou a Brown Coffee (com blends diferentes, intensidades diferentes, mas cápsulas de plástico que quebram dentro da máquina e te dão um trabalhão para limpar tudo por dentro depois), mas até como é quase impossível encontrar essas coisas no Brasil, vá de cápsulas originais mesmo.
Com a baixa dos preços recente das cápsulas (que enfim chegaram em um preço equiparável a um espresso em um bom café de SP), surge uma edição especial, cheia de pompa e brilho, com um valor bem alto (R$ 5,00 a cápsula), e limitadíssima: a Hawaii Kona. A Nespresso entrou na onda dos Microlotes: pequenas produções, poucas sacas comercializadas, normalmente premiadas pelo mundo afora, com características que se destacam - e muito - em relação aos produtores de grande escala, devido ao cuidado maior de seus criadores, condições de terroir (sim, isso é coisa de vinhos, mas se aplica ao café também), e torras diferenciadas.

O Hawaii Kona: embalagem refinada para uma reserva especial

     O Hawaii Kona é tão exclusivo, segundo a Nespresso, que cada associado do Club (o programa virtual de relacionamento deles) só pode comprar dois Sleeves (embalagem de 10 cápsulas), e mesmo nas lojas físicas, a venda é limitada. Com tudo isso, vem o pensamento que deve valer muito a pena comprar para experimentar este café, e então a pergunta é: vale?
Antes de responder, um pouco de história, para você que sempre achou que as ilhas só tinham coqueiros, colares de flores e surfistas: os cafés do Havaí (ou Hawaii, se preferirem) são considerados como alguns dos melhores do mundo; Em uma visita do então governador de Honolulu (a principal ilha havaiana), ao Brasil, encantado com o visual dos cafezais, resolveu levar 20 plantas para sua residência, para servir como ornamento em seu jardim, em 1813. Em 1840, um cafeeiro guatemalteca (sempre quis escrever essa palavra em um texto, nunca havia conseguido!) foi importado para o Havaí que alguns nativos perceberam o potencial e a qualidade do café da região, e entraram de cabeça na produção. Limitados até pelo espaço (afinal, moram em uma ilha), as produções sempre foram pequenas, e por isso, se especializaram nos chamados Microlotes.

     Alguns cafés da ilha de Molokai são verdadeiramente cultuados por baristas e cafeeiros, e nessa onda, a Nespresso resolveu utilizar uma produção local (e selecionando apenas os grãos Extra Fancy - maiores e mais bonitos grãos - , colhidos manualmente), utilizar uma torra diferenciada (em duas fases diferentes), e colocar o resultado disso, já moído, em uma cápsula prata, chamando de Hawaii Kona e limitando a produção. É um Grand Cru de intensidade 5, com notas de frutas secas, pouco amargor (devido ao processo de torrefação) e sabores duradouros, de acordo com a Nepresso.

     É uma atitude um pouco diferente das séries limitadas da empresa, pois os cafés sazonais deles tem um intervalo determinado entre seus lançamentos (por exemplo, o Crealto - última série limitada deste ano até então - ainda está à venda), talvez pensando no mercado americano (que, além de enorme, tem nesta época de Ação de Graças seu pico em vendas);
"R$ 5,00 por cápsula? Não veja isso, garota, é quase
pornográfico!"

   Enfim, vamos ao que interessa: vale a pena pagar R$ 50,00 para 10 cápsulas de cor prata, com apresentação bonitinha, de média intensidade e corpo (na tabela deles), que não vem com uma mini dançarina de Hula - daquelas de madeira, iguais a que o Pinguim Skipper se apaixona no Madagascar 2 -  ou um colar de flores junto? A resposta é não.
 


    Não se trata de falar mal do café, ou ignorar toda a história e qualidade dessa reserva especial da Nespresso, mas estamos falando em um sleeve que custa mais que o dobro de um Grand Cru tradicional deles, que já é mais adaptado ao paladar brasileiro (e ao bolso também), para um público que gosta de café, quer gastar dinheiro em ter algo de qualidade superior, mas não tem o discernimento necessário para saber o que são as "notas de frutas secas", por exemplo. Por curiosidade, se você tiver dinheiro sobrando, compre. É um bom café, na minha opinião ainda inferior à edições especiais como a NaOra ou a Onirio, mas que não vale a compra pelo seu alto custo; se você não tem pretensões de ser um verdadeiro barista, definitivamente não é um gasto que valha a pena.
     O Hawaii Kona não é, sem sombra de dúvida, o último biscoito do pacote, e não precisava ser tratado como tal. Quer conhecer o tão famoso café havaiano? Entre no http://www.mauicoffee.com/, compre (por um preço menor que o das cápsulas - comparando as quantidades de café) por cerca de 30 dolares (mais o envio), 500g de café puro 100% Kona, da forma que você quiser (eles moem em todos os formatos ou enviam em grão), para preparar do seu jeito e sem precisar da máquina. Definitivamente, o Hawaii Kona não se trata de uma bola fora da Nespresso, mas não foi o maior acerto deles.

Bos BBQ - Um pedaço (bem pequeno) do Texas em São Paulo

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Uma das culinárias mais desprezadas por pessoas que efetivamente gostam de gastronomia é a norte-americana. Muita gente acredita que uma refeição, para o povo lá das terras do Tio Sam, é basicamente hamburguer, batatas fritas e, no máximo um cachorro quente. Não poderiam estar mais enganados. Pela extensão continental do país, os Estados Unidos, assim como o Brasil, tem muitas variações gastronômicas de acordo com cada região (por exemplo, a cozinha cajun, a culinária indígena, entre tantas outras), e talvez uma das mais conhecidas seja a sulista.


Além da famosa versão própria da culinária mexicana, o Tex-Mex, o sul dos EUA tem também uma forma muito particular de fazer os famosos barbecue: o chamado Churrasco Texano. Assim como o Chimichurri na Argentina, se você perguntar para dez pessoas desse estado como fazer um churrasco perfeito, você vai ter dez maneiras de prepará-lo, mas uma característica é comum a todos: carnes assando e defumando por horas e horas dentro de uma churrasqueira chamada de Barbecue Pit. Entre modelos de tijolos, aço e até buracos na terra, os texanos deixam seus cortes de carne, especialmente de porco, por horas a fio em baixa temperatura, garantindo assim um assado tenro e suculento. Mas, para experimentar tais iguarias, você teria de ir ao Texas, certo? Não mais, pois temos em São Paulo uma churrascaria texana: a BOS BBQ.

Um exemplo de Barbecue Pit
Com uma barbecue pit desenvolvida e importada especialmente para a casa (que eles não autorizam ninguém a conhecer), a BOS tem em seu cardápio pratos típicos de um churrasco texano, agregados ao gosto brasileiro: só em um lugar desse você pode imaginar uma costela de porco no pit acompanhada de cole slaw e feijão, por exemplo. Em nossa incursão, junto com nosso casal de amigos que volta e meia nos acompanha nestas expedições gastronômicas  uma surpresa agradável: a mesa, que estava reservada para às 20h00 (e chegamos por volta das 20h30), ainda estava disponível; um ótimo começo.

Na entrada, saquinhos de amendoim com casca (que me lembraram a balsa Santos-Guarujá) são oferecidos como cortesia para os clientes, assim como "água filtrada". 

Atendidos pela divertida garçonete Meg, que nos trouxe o cardápio simples e funcional - duas páginas, frente e verso - fomos informados que "talvez não houvessem mais costelinhas", que pediríamos para entradas, pois há a limitação de quantidade da iguaria devido ao tamanho do Pit. Enquanto escolhíamos os pratos principais, ela foi verificar a disponibilidade da costelinha e…. surpresa número 2: ainda existia a entrada (que, ao meu ver, deveria ser identificada no cardápio como algo em quantidade diária limitada). Pedimos os pratos e bebidas. Aí vem a surpresa número 3: a desagradável. A mesma atendente nos informa que, graças a um problema na fritadeira, não haviam batatas fritas... Por um lado, perdoável, pois eles estavam cuidando da imagem do produto deles, certificando-se que não haveriam porções de batatas encharcadas ou cruas, mas por outro…. Uma casa que acabou de abrir, com um investimento pesado, sobreviver com uma fritadeira só? Não nos agradou nem um pouco… no fim das contas, acabamos pedindo nossos pratos acompanhados de Cole Slaw, salada e feijões (sim, feijões.. opção da Cá);

Pedimos o tradicional Pulled Pork, um sanduíche de carne de porco desfiada depois de assada por horas a fio no Pit. Além dos lanches, também veio a Picanha Barbecue (assada no Pit também). Pouco antes dos pratos chegarem, a boa notícia: a fritadeira voltou a funcionar! Fritas para todos! E assim partimos para a segunda rodada (após a tenra e bem assada costelinha de porco de entrada) mais felizes.

Algo no local merece um capítulo a parte: Os molhos feitos especialmente para a casa. Com 3 variações de molhos Barbecue (chamados de Espresso – a base de café -, Honey – com mel -, Bos – levemente picante, um barbecue tradicional ), e o ótimo molho de pimenta Refresco – a base de Habanero fresca defumada por horas no Pit, os molhos fazem da visita ao Bos BBQ uma experiência bem mais agradável, independente da qualidade do resto.
As estrelas da casa: o Pulled Pork, a Picanha no Pit,
os molhos exclusivos e a costelinha em versão
entrada, com fritas (fotos: divulgação)

Mas, voltando aos pratos principais, o Pulled Pork veio com a carne macia, bem temperada e regada do molho clássico barbecue, bem ao estilo americano… exceto pelo tamanho! (Pois os originais americanos são muito maiores, a ponto do recheio mal caber dentro do pão), e a picanha, em ótimo tamanho e no ponto certo que foi pedida, deixava um pouco a desejar por não ser uma combinação tão boa assada no Pit como outras carnes. Em qualquer churrascaria de boa qualidade você encontraria picanhas tão boas ou melhores – até fazendo em casa. As lendárias batatas rústicas (lendárias porque quase não chegaram e virariam lenda mesmo) vieram no ponto certo, crocantes por fora e macias por dentro, e a Cole Slaw não comprometeu, bem montada e temperada, ao estilo texano.

Para finalizar, sobremesas: a famosa Key Lime Pie, torta de limão que é citada em 10 de 10 resenhas sobre o restaurante na internet, e a torta de chocolate da Dona Lynette (mãe de um dos sócios do Bos): ambas apenas corretas, e nada além disso. A Key Lime Pie decepcionou pela expectativa gerada antes da chegada da torta (pois existem tortas de limão infinitamente melhores nas confeitarias ao lado da sua casa, é só procurar!), enquanto a torta da Lynette não surtiu o efeito de felicidade em chocólatras assumidos.

Falando um pouco do ambiente, o Bos tem um visual bem despojado e intimista, parecendo restaurantes conhecidos como “neighborhood grill” (se você já foi em um Applebee´s, deve ter lido este termo já), locais relativamente pequenos, com iluminação baixa e amarela, vários enfeites de lugares diferentes do mundo (no caso, dos EUA), para dar a impressão de realmente ser um quintal onde as pessoas se encontram para fazer algum tipo de churrasco.
Fotos: divulgação

É uma pena que a administração do Bos não autorize os clientes a conhecerem o Pit deles, provavelmente com medo de copiarem a idéia (que é um temor relativamente idiota, pois você consegue projetar qualquer tipo de Pit só com informações da internet… e outra: onde está o respeito à lei 11.617, de 13/07/1994, onde se diz: “visite nossa cozinha”?), mas no geral, é uma experiência interessante para ir uma vez, e talvez uma única vez mesmo. O atendimento talvez seja a parte mais animadora do restaurante, pela simpatia e presteza da equipe, mas o cardápio ainda deixa a desejar. Existem muitas outras receitas tradicionais da culinária sulista norte-americana feitas no Pit que, ter desenvolvido uma peça dessas exclusivamente para o restaurante e fazer somente o Pulled Pork e a costela de porco vira um enorme pecado… quer uma idéia? Dê uma olhada em www.bbqpitboys.com e veja as possibilidades de cozimento nessa interessante churrasqueira, e tente adaptar ao nosso universo (churrasqueira, forno, etc…); garanto que você não vai se arrepender. 

D.

Compota de peras

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Outro dia achei umas mini peras num supermercado, aí, claro, comprei... só não fazia a menor ideia do que fazer com elas...

Aí me lembrei de umas micro peras incríveis que havia comprado no Chile, em conserva, lá, chamadas de wild pears, da marca Guallarauco.

Cada uma tinha cerca de 5cm e eram bem crocantes apesar da compota.

Então resolvi fazer uma compota de peras, mas, nunca tinha feito uma compota que precisasse durar algum tempo e ficasse fora da geladeira... muita pesquisa, muitos videos depois, cheguei a essa receita que passo para vocês:




Ingredientes:


- 1 kg de mini peras ou peras tradicionais cortadas ao meio. Independente do tipo de pera, elas devem estar maduras e firmes.
- 400gr de açucar
- 03 xic de água
- essencia de baunilha a gosto
- 02 colheres sopa de vinagre branco
- 01 colher chá de sal
- vidros com tampas de metal




Preparo:


Descasque as peras; conforme for descascando as frutas, para que estas não escureçam, coloque-as em um recipiente com bastante água, o vinagre e o sal. Reserve.



Hora de higienizar os vidros: em uma panela com bastante água, coloque os vidros (com água dentro) e quando começar a ferver, conte 20 minutos. Coloque as tampas para ferver junto somente nos ultimos 5 minutos. A panela que eu usei, os vidros ficavam "justos", caso eles fiquem muito soltos na panela, forre o fundo da mesma com um pano de prato limpo para que eles não fiquem batendo uns nos outros.  Depois deste tempo, retire com cuidado os vidros da panela, escorra a água e deixe os deixe com a boca p/ baixo, em um pano limpo.


Para a calda, apenas mistura e ferva o açucar, a baunilha e a água por cerca de 10 minutos.

Escorra as peras, lave em água corrente e coloque-as no vidro de forma que fiquem bem presas. Encha o vidro com a calda deixando cerca de meio centímetro antes de completa-lo.

Tampe bem.

Volte os vidros bem fechados para a panela com água, quando levantar fervura, conte 15 minutos. Com esse processo, iremos pasteurizar o conteudo, garantindo assim, mais validade à compota.

Dado o tempo, retire com cuidado e deixe os vidros esfriando de ponta cabeça.


Pronto!

Não é dificil, só um pouco chatinho pelos tempos de fervura... mas vale muuuuito a pena!!!

A minha ficou com essa pintinhas pretas, pois usei fava de baunilha, vc tb pode usar, e dará um sabor ainda mais especial!

Esta compota ficará saborosa já no outro dia e bem conservada (local fresco e escuro), dura até 3 meses.

Enjoy! 

Bolo de banana... Coisa boa!

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Eu não sou do tipo de pessoa que decora receita de doces/bolos... Sempre acabo recorrendo à internet e ao bom senso, claro, pois, graças alguma experiência adquirida com anos e prática, só de ler a gente sabe qdo algo vai ou não dar certo.

Esses dias estava afim de “comer algo gostoso”... e quando isso acontece é sempre um problema... coisa de gente gorda mesmo... Seria coxinha? Seria picanha grelhada? Seria sorvete?

Foi aí que senti um cheirinho de canela... huuuum... bolo de banana!!!

Cheguei em casa e fui fazer, e agora, atendendo à alguns pedidos, divido aqui a receita com vcs!


Bananas:

Use as da sua preferência, em rodinhas, cortadas no comprimento, em diagonal, como preferir, mas use bananas maduras.
(usei 04 unidades de banana nanica)


Para o caramelo:

- 1 ½ xic de açúcar
- 50 ml de água
- canela a gosto (cerca de 1 colher de sopa rasa)

Coloque a mistura numa panelinha e deixe ferver em fogo médio. Não mexa. Deixe dourar e logo despeje em uma forma redonda, grande, sem furo no meio.

CUIDADO!!! Não é só o caramelo que é quente... ele vai esquentar absurdamente a forma... manuseie com luva... rapidamente faça o caramelo escorrer por toda a forma, inclusive para as laterais; ele irá substituir o processo de untar a forma.

Conforme o caramelo vai esfriando, ele vai aderindo à forma... neste momento, vc já poderá colocar as bananas na disposição que achar melhor (somente no fundo).



Feito isso, vamos à massa!

Massa:

- 03 ovos
- ½ xic de óleo
- 1 xíc de leite
- 02 xic de açúcar
- 02 xíc de farinha
- 1 ½ colher de sopa de fermento
- essência de baunilha, se quiser

Ligue o forno em temperatura alta.

Bata as 03 claras em neve, reserve.

Junte todos os outros ingredientes e bata bem... Por volta de uns 5min. Junte as claras em neve, mas as misture delicadamente com uma colher.

Coloque a massa sobre as bananas que já estão colocadas na forma. Ah, lembre-se, se o caramelo escorreu bem pelas laterais da forma, não é necessário untar! Caso contrario, passe um pouquinho de óleo com auxilio de um papel toalha somente nos ‘buraquinhos’ onde o caramelo não pegou.

Pronto, leve ao forno médio por cerca de 40min - 1 hora. Quando for retirar, faça o teste do palito.

Desenforme sem medo ainda quente!
Se quiser mais gordices, sirva com uma bola de sorvete de creme com um pouquinho de canela por cima.



Delicia!