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Biyou'Z Resto Afro

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Sabe aqueles achados que a internet nos traz? Então... este simpático restaurante foi um deles! Não, não foi uma descoberta nossa, como é de costume, daquelas bibocas que costumamos entrar, ou ate um mais chiquezinho que temos curiosidade de ir, foi mesmo através de de matérias de blogs e afins.

Então que calhou de estarmos 'pernando' no centro de São Paulo (coisa que eu particularmente 'gosto pouco') daí juntamos o util ao agradável... demos uma esticadinha básica até o Biyou'Z Resto Afro.

Na Alameda Barão de Limeira, o lugar é fácil de achar, é colorido e convidativo, ao contrário dos vizinhos africanos, onde só o olhar da frequência te expulsa da calçada!

O Biyou é pequenininho e aos poucos vai enchendo, então, se possivel, chegue relativamente cedo. 

Sobre o menu, é bem sortido e diria que bem africano! Rs. Eu me encantei com todas as opções e achei o preço super justo!

Pedimos de entrada essa porção de banana da terra frita (missole), achei que era tipo um chips, mas não, são rodelas enormes, gordinhas e bem quentes. Claro, é uma cozinha tradicional, então aqui não cabe "pitaco", mas eu achei muito pesado, embora saborosas.


 



Então, maridón pediu este prato, o Ndole que tem como base banana da terra cozida, pasta de amendoim cozida com folhas de boldo e pedaços de carne. Hahahahaha, outra banana da terra, enorme! A essa altura, totalmente desnecessária, devido a entrada, mas fato, harmonizava hiperbem com a pasta de amendoim e boldo, que por incrivel que pareça, era realmente deliciosa e de sabor inusitado.

 

Vejam que o prato de cima, está bem diferente do debaixo, mas a toalhinha da mesa... continua a mesma rs! Eu arrisquei menos, pedi o Attieke, prato a base de peixe frito com molho. Ah, uma curiosidade, no cardápio não espere detalhes, carne é carne, peixe é peixe, frango é frango... nada de "carne - file mignon / contra filé; frango - peito / peixe - robalo, XYZ" hahahaha, encare sem medo. Claro que o meu prato era o de cima (até pela foto rs), estava tudo saborosissimo, essa farofinha misturada ao molho (muito mais ralo que da foto abaixo), nossa, incrivel. A saladinha de maionese tinha maçã, agridoce e fresca. O ponto fraco foi mesmo o peixe... basicamente uma carcaça sem carne e cheia de pele, sem nenhuma crocância.




 Anfam, vale muito a pena visitar o local e se deixar surpreender pelos sabores. É aconchegante, é caseiro, é amigável e acolhedor. Dá vontade de voltar lá até provar todos os itens do cardápio e quando terminar, começar tudo de novo!

Anotem aí - http://biyouzresto.com.br/
 55 11 3221 6806 ou + 55 11 98665 1166 | Alameda Barão de Limeira, 19A


Madalena e o Jetta branco

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       O que um café em Santo André, uma cervejaria e um restaurante em São Bernardo tem em comum? Simples: os três não existem mais, assim como uma série de coisas muito boas, sem a grife de uma franquia (ou ser indicados pelo absolutamente "imparcial" júri da Veja ABC).
Na região em que vivemos, famosa pelas indústrias automotivas, metalúrgicas, sindicatos e um certo ex-presidente (que nunca saberemos se faz um joinha ou um hang loose....), o crescimento demográfico absurdo e o aumento da renda da população criou uma série de novas oportunidades de entretenimento, seja gastronômico ou não. Em menos de 5 anos, vários shoppings (com suas praças de alimentação pasteurizadas) foram reformados e /ou construídos, para serem aproveitados por cidadãos que residem em verdadeiros clubes em forma de condomínios.
Vendo este panorama, nada mais certo que apostar na criação de algo de alto nível (um lugar de alto nível não significa um restaurante caro e cheio de frescuras), para satisfazer este público, certo? Não. Infelizmente, no túmulo do samba conhecido como ABC Paulista, o status de ir à algum lugar da moda ainda é muito mais importante que a qualidade dos serviços prestados por este local.
Citei 3 exemplos no começo do texto, que podem ilustrar muito bem essa idéia. Comecemos pelo mais antigo: O Madame Tussaud Microcervejaria. Um bar simples, com ótimos pratos/petiscos e que tinha como grande diferencial a excelente cerveja produzida lá mesmo, pelas simpáticas proprietárias, que estavam anos-luz à frente destas cervejas "artesanais" que se tornaram famosas nos últimos tempos. Bem localizado, ao lado da mais badalada avenida de SBC (a Av. Kennedy), o Madame durou quase 10 anos, sempre vazio, com uma frequência assídua de pessoas (poucas) que se tornaram amigas das proprietárias, e que faziam a propaganda na base do boca-a-boca para os amigos, que iam conhecer o local e adoravam, mas não retornavam o tempo todo. Você pode falar que foi falta de divulgação; ok, falaremos sobre isso mais para a frente.
O segundo exemplo é um dos ótimos cafés que tivemos a oportunidade de conhecer: o Café Bandeiras.

Em um local nobre de Santo André, em uma travessa da rua mais badalada da cidade (a Rua das Figueiras), próximo ao restaurante que é venerado como o melhor restaurante da região – e também do mundo, da Via Láctea, da História e do bairro Jardim - pelo júri da Veja ABC (o enfadonho Baby Beef), com um cardápio enxuto, mas extremamente bem feito, o café durou pouquíssimo tempo, até ser vendido para um rapaz que, em associação com uma barista, o transformou no Royalle Café (que também durou pouco, e cedeu lugar para um pub bizarríssimo). Foi, nessa fase, inclusive indicado para a Veja ABC, apesar da pouca propaganda. Mais uma vez, pode se falar sobre a falta de divulgação.
Para finalizar os exemplos, o

mais recente e doloroso: o restaurante Madalena. O proprietário e chef Valter Pereira tinha uma proposta de comida contemporânea brasileira como poucos restaurantes no Brasil fazem: alta gastronomia, preços acessíveis e pratos muito bem servidos. Em um ponto mais escondido de SBC, mas nem por isso inacessível, o Madalena durou alguns anos com mais acertos que erros, até fechar as portas no fim do ano passado, por conta da queda de movimento. Falta de propaganda também, você pode argumentar.
O fato é que como contraponto disso tudo acima, os "pseudo-australianos" da vida (restaurantes de redes conhecidas, com preços altíssimos e filas idem) continuam absurdamente lotados, diariamente, em SP, por moradores do ABC, enquanto restaurantes melhores, localizados do outro lado da rua, ou na esquina de casa, sobrevivem às moscas. Casas como o Starbucks (nada contra, muito pelo contrário - e também não há propagandas deles) vivem cheias dentro de shoppings, enquanto cafés muito melhores, como o Bandeiras, fecham por falta de público. Quantos anúncios do The Fifties você viu na TV na sua vida? Então porque ele tem muito mais ocupação de mesas que a Sanduicheria Petrópolis em SBC, que é melhor e mais barata, e faz tanta propaganda quanto a lanchonete pseudo-americana dos anos 50? Porque não criar um ponto de referência em SBC para que o público de SP venha para cá, ao invés do contrário? Será a propaganda, ou a falta dela, a vilã da história? Não creio nisso.
Deslumbramento
Enquanto isso, o sãobernardense (e o andreense, e o sãocaetanense) emergente, sai com seu Jetta Branco (pela ótima definição do professor e sommelier Rick Anson: o "carro do deslumbrado") até Moema ou Itaim, e prefere pagar mais caro, se estressar no trânsito, ganhar um token de fila de espera, deixar o carro com o manobrista, porque dessa forma ele vê e é visto, se destaca no meio dos amigos falando que frequenta esse e aquele lugar em SP.
Enquanto a visão provinciana que domina grande parte da população da região e a imbecilização do povo, que tem preguiça de pesquisar locais diferentes e arriscar coisas novas pelo ABC, o mundo da gastronomia nas 3 cidades vai sempre ficar refém das grandes praças de alimentação dos shoppings e dos restaurantes que se vangloriam de serem "premiados" por uma revista que nunca sai do óbvio (por motivo$ que é melhor não comentar).
      Sabemos o quanto é complicado, gerir um negócio, ainda mais neste ramo, e para este público, mas ao mesmo tempo é gratificante. E ,no fim das contas, quem arriscaria ter um restaurante, café, pizzaria, ou outros, com um algum conceito diferente que dá tão certo em SP, aqui na região? Ninguém gosta de rasgar dinheiro, e por isso as opções nunca surgem. Os poucos loucos e apaixonados pelo que fazem que se arriscam, deveriam ter uma estátua em praça pública só pela iniciativa. Um círculo vicioso que nunca se rompe: não abrir algo diferente por não ter clientes pelos motivos acima, mas ao mesmo tempo, não se arriscar em um novo negócio faz com que essa cultura nunca mude. Em tempos de cebolas gigantes e chefs que gostam de servir arroz com feijão por quase R$ 100,00 por pessoa, abrir os olhos do povo parece algo impossível, e exatamente por isso temos de reverenciar os que tentaram, e ainda tentam. Obrigado Valter (e a todos os outros citados, entre vários outros locais que já fecharam ou estão em via de baixar as portas por conta do baixo movimento) por ter insistido em sair da mesmice com suas idéias diferentes, serviço impecável e cardápio excelente. Torcemos por um mundo (na verdade, um ABC) com mais Madalenas e menos Outbacks e Jettas Brancos.

Garimpando o Interior de Minas... mas em São Paulo!

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Eeeeeeeee pessoal, de volta!

Casamos, felizes, lindos, radiantes!
Lua de mel MARA!

Então, só poderíamos retomar nosso blog, em outro post gordinho e gostoso!

VIVA 2014!

Nossos amigos queridissimos e agora, padrinhos de casamento, Enrico e Tiago, nos convidaram para um almoço no domingo. Nem questionamos o local, sabiamos que seria uma delicia, fomos "de olhos fechados".

Logo de cara, que lugar fofo!
Tudo fofo, entrada fofa, mesas, cadeira, vasos, quadros, enfeites pendurados pelo corredor... Isso sem falar na recepção... a gente se sente abraçado pela vó lá do interior de Minas de tanta simpatia! E simpatia real, espontânea, de graça, cativante, não aquela coisa forçada e mecânica dos "BBQ´s" americanos.

O cardápio é simples, sucinto, mas tem tudo o que um restaurante de comida mineira precisa ter. Além disso a garçonete (ou gerente, ou dona, não sei), também trazia na ponta da lingua mais uns 3 ou 4 pratos como novidade. Tudo bem explicadinho, para não ficar duvidas... ou, deixar mais duvidas, né?!

Como se já não bastasse as delícias do cardápio, agora tinhamos mais algumas opções "avulsas" rs.

Depois de muita conversa e quase um "dois ou um" para decidirmos os pratos, optamos por:












Pasteis de Angu de carne e queijo - porção de tamanho excelente, de pasteizinhos de massa de fubá. Quentinhos, crocantes... dava p/ ficar ali a tarde toda tomando cerveja, conversando e comendo só isso!



Mesa linda, mesa farta! 

Veio desfilar na nossa mesa, o Caipirão - frango caipira, ensopado com quiabo, acompanhado de arroz branco, quibebe e couve manteiga crua. E sem fazer feio, a costela "sem nome", que não estava no cardápio, cozida e servida molhadinha em seu proprio caldo (neste momento minha boca enche d´água), com arroz também em seu molho, feijão preto, couve e farofinha...

Pensem numa palavra... eu só consigo pensar em "Hummmm".

Tudo bem feito, temperadinho, as carnes macias, bonito de se ver! E comemos, comemos, comemos... E alí no Garimpos o tempo para, tal qual em Minas (para o azar da fila que se forma na porta) , e a conversa rende... e a comida se multiplica nas cumbucas!

Para acompanhar, pedi a Alma Mineira - cachaça, limão
cravo, manjericão e capim limão. Para mim, um pouco forte (não costumo beber cachaça), mas nada que um gelo não resolvesse! rs

Apesar de hiper satisfeitos, não poderiamos dispensar a sobremesa né?

Então dividimos a porção maravilhosa de churros, feitos com massa de farinha de milho, acompanhados do autentico doce de leite mineirin e do sempre saboroso melaço de cana. Chegam a mesa quentinhos, polvilhados de açucar e canela!



Para finalizar, o que seria de um belo almoço mineiro sem um bom cafezinho para fechar?





Eis que vem à nossa mesa essa lindeza, fiquei apaixonada! Uma base, com a canequinha de metal, colocada abaixo de um suporte com o coador de pano, açucar mascavo e cristal e em outro recipiente, uma dose já certinha do pó que será utilizada. Logo chega o charmoso bule com água quente e assim, você, coloca o pó no seu "personal coador" e passa seu café alí na mesa e fica se deliciando com o aroma do café fresquinho, passado na hora, enquanto se diverte vendo o liquido cair na xicarazinha!

Enfim, só pontos altos, do inicio ao fim! 

Isso sim eu digo, é um restaurante de comida mineira! Você sai abraçado no estômago e no coração!


Garimpos do Interior
R. Marco Aurelio, 201 - Vl. Romana/Lapa - SP
Tel. 3862-9345

Cantina do Gigio com ou sem "TOC"?!

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E lá fomos nós novamente, hahahaha, eu, o Di, e aquele "velho" casal de amigos em mais uma aventura gastronomica.... desta vez, a tal aventura foi motivada por uma ida ao teatro, para assistirmos a peça TOC TOC (aliás, quem puder ver, super recomendo!).

Aí, como uma coisa puxa a outra e outra coisa puxa a comida... nós tinhamos que dar aquela "forrada básica" antes da peça... então, pesquisamos em conjunto um local próximo ao teatro e resolvemos ir à Cantina do Gigio.

A cantina tem sua historia iniciada na década de 60 no Pacaembu, mas logo no início dos anos 70 se mudou para o Brás e hoje conta com 2 endereços; fomos no mais tradicional, na famosa rua do Gasômetro. 

Chegando lá, fomos muito bem recebidos por praticamente toda a equipe; desde o valet (com o detalhe da atendente - que deve ser dona do estacionamento - que não sabia nome de carro nenhum!), até os garçons, que são extremamente simpáticos e parecem estar lá desde a fundação da casa! (rs) O ambiente é simples, despojado e cheio de garrafas de vinhos, principalmente Chiantis, pelas paredes (como toda cantina  que se preza deve ser), mas bem estruturado, com fotos e ilustrações de São Paulo em tempos antigos nas paredes, por todos os lados, iluminação baixa e uma bela ilha de acepipes.

Como tinhamos a peça para assistir, chegamos relativamente cedo, o restaurante estava vazio, fomos logo conduzidos a uma mesa (qualquer uma que quisessemos na verdade), pedimos duas jarras de suco e os "meninos", claro, foram brincar na ilha de acepipes vendidos por Kg. 

O unico item vendido por fatia é o pão de calabresa, este, aí embaixo... Ao escolhermos o pão de calabresa, o garçom se prontificou a aquecê-lo e levar na mesa, e aí, o que falar? Quentinho, cheio de calabresa? De dar água na boca!


Os outros itens são os clássicos: tomate seco, queijos variados, conservas de abobrinhas / berinjela (ambos a milanesa também), etc, etc, etc... enfim, se vc não tomar cuidado, você enche o prato e a barriga e acaba não sobrando espaço para as massas!

Os pratos, no geral servem duas pessoas, e as massas, das mais tradicionais às mais inusitadas, não fogem dessa regra, então escolhemos uma massa verde com molho de tomate, champignon, muçarela de bufala e file mignon e outra, massa clássica ao funghi, para nós quatro.

As massas estavam cozidas perfeitamente; a primeira, para mim, tinha pouco molho de tomate, podia vir, tipo, "nadando" no molho, mas não; vem apenas salteada no molho, mas carregada dos demais ingredientes como podem observar na foto; já a outra veio com bastante molho, funghi sem miseria e bem gratinada com parmesão! Delicia!!!



Além de já termos nos divertido e empanturrado na mesa de acepipes, as massas vem em tamanho bem generoso, o que nos satisfez antes de conseguirmos terminar os pratos, sempre bem atendidos pelos bem-humorados garçons, que não nos deixavam sequer nos servir, sempre vinham para oferecer mais e mais!
No fim, uma conta justa pelo que foi servido, a satisfação de ter comido uma bela massa e ainda levamos embora a famosa "quentinha pro cachorro" (no nosso caso, pras porquinhas da Índia)! Vale a pena visitar esse reduto italiano no meio da zoneada e quebrada rua do Gasômetro (que um dia, talvez, acabe de ser reformada).



Primo Rico, Primo Pobre: São Judas e a rota do frango com polenta

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Bom, primeiro devemos nos desculpar pelo blog ter ficado meio largadinho este ultimo mês e meio... correria no trabalho, depois merecidas férias.... ah, as férias, depois teremos textos deliciosos sobre ela... mas, deixando o mimimi de lado, vamos ao que interessa!

Um "abismo" se localiza entre os números 1749 e o 1911 da avenida Maria Servidei Demarchi, em São Bernardo do Campo. Na famosa rota do frango com polenta, duas famílias tradicionais da cidade administram dois enormes restaurantes com a mesma proposta, mas tão diferentes em tanta coisa: tratam-se das casas São Judas Tadeu e São Francisco.



Excluindo os outros restaurantes da famosa rota (como o Florestal, o Gaia e vários outros), o foco nestas duas casas se explica: no último fim de semana, pensando em um lugar para almoçarmos às 14h30 (horário em que muitos restaurantes no ABC, especialmente São Bernardo, já fazem cara feia se você tenta entrar neles, para fecharem às 15h), a Cá sugeriu de irmos à Rota, e, apesar de não sermos habitués da região, marcamos nossa presença de tempos em tempos, mas praticamente sempre no São Judas e no Florestal.



Com a intenção de variarmos, fomos ao São Francisco desta vez, e, nossa coleção de surpresas começou com uma negativa, logo de cara: Enquanto o São Judas, um dos 3 maiores restaurantes do Brasil, superlativo em todos os aspectos, nunca está lotado, mas tem uma ocupação razoável (acho que de 50 a 60% da casa nos fins de semana comuns), o São Francisco estava literalmente às moscas, com 4 ou 5 mesas ocupadas. A segunda supresa, muito positiva, foi no atendimento da hostess da casa, que explicou o sistema de funcionamento do restaurante (que já conhecíamos, mas foi atencioso da parte dela), já com os preços, inclusive. No São Judas, o atendimento inicial é bem falho, as pessoas simplesmente te levam para uma mesa e acabou. Provavelmente, diferenças criadas pela quantidade de gente que entra no restaurante diariamente e a necessidade de rapidez no restaurante dos Demarchi em relação ao dos Morassi.


O sistema das duas casas é bem equivalente, come-se o quanto quiser por um valor específico, com ilhas bem determinadas: saladas, pratos quentes, massas com molhos feitos na hora, churrasco e sobremesa; ou opta-se por um cardápio à la carte, com valores normalmente muito mais caros. A terceira surpresa vem no preço: enquanto o São Judas é um restaurante relativamente caro, o São Francisco tem preços mais acessíveis, com o buffet de almoço nos fins de semana custando R$ 29,90 por pessoa; ponto positivo pros Morassi, mesmo não tendo a enorme variedade de pratos do primo rico.


Mas, como estamos falando da rota do Frango com Polenta, nada mais justo que avaliar os restaurantes também no prato principal deste ponto turístico sãobernardense. Enquanto a ocupação do São Judas faz com que a reposição seja constante, o São Francisco acaba ficando com pratos mais tempo nos rechauds, o que gerou os dois únicos problemas do local no dia: a polenta estava extremamente ressecada e, se o frango à passarinho estava ótimo, sua versão à milanesa estava seca e fria. Mas todos os outros pratos do São Francisco estavam ótimos, do mesmo nível do mais famoso restaurante da rota. A Cá, inclusive, achou a feijoada dos Morassi bem melhor que a dos Demarchi.

No final, sobremesas em menor número de opções, mas que tinham aparencia muito melhor que as do São Judas (que parecem muito food service), e estavam de acordo com suas apresentações. Na conta, a diferença de R$ 20 no consumo médio de um casal (90 reais no primo rico, 70 reais no primo pobre) é praticamente suficiente para uma 3a pessoa almoçar no São Francisco. Mas o que fez um restaurante, que era tão lotado quanto o outro nos anos 1970 e 80 decair tanto em público? Acredito que o primeiro fator seja localização: quem vem pela Anchieta passa primeiro pelo São Judas, para depois de alguns metros chegar no São Francisco. O São Judas tem um acesso bem em frente à ele, enquanto o primo pobre depende de um retorno alguns metros à frente; mais importante que tudo isso, vem o segundo fator: a expansão feita pelos Demarchi no seu restaurante criou um colosso em plena avenida, enquanto o seu concorrente continua do mesmo tamanho da década de 80 (além de escuro e "velho" por dentro). E, para justificar este monstrengo de restaurante, no caso do São Judas, claro, é necessária muita divulgação e publicidade feita pelos Demarchi o que contribui muito para que o primo rico seja mais famoso e cheio. Mas ambos, assim como o Florestal, ainda apostam a maior parte de seu faturamento na combinação Jantar-show, sempre com nomes conhecidos do público em geral (ainda que não gostemos de, por exemplo, Victor e Leo, sabemos quem eles são).


Notamos muitas mesas reservadas (para grupos sempre maiores que 12 pessoas) no São Francisco para o jantar; pode ser que um pouco de sua pompa ainda perdure às noites, o que é justo, pois é uma pena ver um restaurante deste nível ficar deserto como estava no sábado. Nesta disputa entre primo rico e primo pobre, dar uma chance para o menos abastado pode ser muito mais interessante do que você imagina. Tente atravessar o abismo e chegar no número 1911; dificilmente você se arrependerá.

D.

210 Diner: Altos e baixos de um restaurante típicamente italo-francês-brasileiro-afro-americano

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Havia algum tempo, eu comentava com a Cá que eu queria conhecer um restaurante inaugurado em SP em 2010, pelo conhecido restaurateur (não consigo considerar como um chef um cara que tem mais de um restaurante, de conceitos completamente diferentes e que não é visto na cozinha nunca) Benny Novak, do Ici Bistrô, e seu sócio Renato Ades. O conceito do restaurante: comida típica americana. O que não significa só hamburgueres e batatas fritas, há um pouco mais de cultura na vida gastronômica estadunidense do que estamos acostumados a ouvir.

No simpático bairro de Higienópolis, lá fomos nós, eu e a Cá, gente diferenciada, com meu possante carro alugado, para conhecer o local, depois de várias tentativas frustradas e hesitação em outras. Nossa primeira surpresa: em uma rua com muitas opções (e todas praticamente cheias, como a Mercearia do Francês, logo na esquina), e em plena hora do almoço de domingo (13h30), o restaurante estava muito tranquilo, podendo dizer até vazio, com menos de metade de suas mesas ocupadas. O ambiente realmente é de um "Diner" americano, com sofás de couro escuro e envelhecido fazendo as vezes de cadeiras, mesas enfileiradas simetricamente e o bar logo na entrada, dá até para se imaginar no Lou's Cafe, de Hill Valley, só faltando um McFly ou um Tannen entrar pela porta. Mas, não é de citações cinéfilas que vive este blog, então vamos ao que interessa: a comida.

Logo de entrada, pedimos uma iguaria que brilhou no cardápio, piscou para nós várias vezes, implorou para ser pedido para o garçom e não decepcionou: o Bacon de defumação caseira, tenro, duas grandes fatias no ponto certo e muito bem acompanhado de maple syrup e vinagrete de salsa, talvez tenha sido o primeiro ponto alto do almoço. Mas, assim como a topografia das montanhas Rochosas, a dita "culinária americana" ainda nos ofereceria vales e picos. Após solicitar a entrada (que não cansou de piscar no cardápio enquanto não a pedissemos), começamos a vasculhar o (curto) cardápio em busca de nossas refeições; aí veio a segunda surpresa: o prato do dia era spaghetti ao molho de tomate com meio galeto. Quer coisa mais norte-americana? Então o que acha de um bom filet a parmegiana? Ou um chicken schnitzel? Todos eles parecem bem americanos, não?
Pois é, este foi o primeiro vale da nossa caminhada pela culinária americana paulista: Pratos italianos, pratos com toque alemão e até pratos de cardápio tailandês no menu, e as opções tipicamente americanas vão se esvaindo. Como a proposta era comer algo tipicamente americano, logo uma opção de carne saltou aos meus olhos: um Ribeye. Escolhidos os acompanhamentos (a clássica hash brown e creme de mílho rústico), vi a Cá pedir um Mac & Cheese em estilo Louisiana (com calabresa e levemente picante); ao chegar os pratos, ao mesmo tempo, um vale e um pico: enquanto o Ribeye se provava ser o que eu esperava, um alto filé do centro da costela, marmorizado à perfeição e no ponto certo, acompanhado por um ótimo creme de milho, adocicado e com muitos grãos de milho, o mac & cheese da Cá veio com pouquíssimo queijo e calabresa (mas muito champignon meio disforme), em uma porção relativamente pequena e não muito picante mesmo (alguns pontos era impossível distinguir algum ardume de pimenta no prato). Mas este não foi o grande vale da história.

Ao pegar o primeiro pedaço das duas bonitas hash browns que acompanharam meu prato, uma surpresa: batatas com gosto de peixe! Sim, peixe! muito provavelmente, a cozinha descuidada fritou as batatas em óleo utilizado anteriormente para peixe, ou utilizou os mesmos utensílios sem higienizar, cruzando os sabores (é possível que outros pratos tenham acontecido o mesmo naquele dia, mas não vimos ninguém reclamar), o que resultou em batatas douradas, lindas, com um aroma de arenque que não as pertencia. Já havíamos notado que o serviço, apesar de atencioso, era muito confuso, e quase 10 minutos depois de ter identificado o problema na hash brown, consegui solicitar a troca do acompanhamento, afinal, eu não pedi um peixe, e sim um belo filé de costela com batatas!


Junto da troca da hash brown, pedi ao garçom uma água com gás também, que até hoje deve estar me esperando em algum lugar lá. Terminamos de comer e passaram-se 10, 20, 25 minutos e a batata não havia retornado. Nesse meio tempo, tentamos falar com os garçons sobre isso, mas a confusão no serviço se tornava falta de atenção. Até que um deles resolveu nos trazer o cardápio de sobremesas, e já ouviu tudo o que tinha acontecido (falado pela 3a vez para a 3a pessoa diferente), e mandei cancelar a hash brown; Pedimos duas sobremesas, a Cá o clássico devil's food cake e eu o meu preferido cheesecake. Mais uma vez, o vale se tornou um pico: o bolo, enorme, macio, na textura certa, bem acompanhado por uma cobertura morna de chocolate amargo com uma bola de sorvete de creme foi uma ótima opção, enquanto o cheesecake, refrescante por conta de um toque de limão siciliano em seu recheio, fazia sua parte com louvor.


Na hora da conta, outro vale: além da demora para conseguir pedir a conta, ela veio constando as hash browns canceladas; bola fora da equipe de garçons, corrigida com muita simpatia pelo rapaz que nos trouxe a conta, no que talvez foi o ponto alto do serviço (pena que tanta simpatia só apareceu realmente no final do almoço). A salgada conta apresentada não era nenhum absurdo, contando entrada e sobremesas, mas, se você pensa em gastar pouco com culinária americana, a melhor opção hoje em dia é o Burger King, visto que nem o KFC é barato. Da experiência no 210 Diner, ficam os vales marcados com mais intensidade que os picos, e a vontade de aprender a defumar carne para conseguir fazer um bacon daqueles... Ah, o bacon.....

D.

Alta gastronomia em São Bernardo? Tem sim!!!

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Um dia desses, o Di e eu recebemos um convite de nossos amigos Mari e Paulo para jantarmos.

Eles ja haviam comentado diversas vezes sobre um restaurantezinho, aqui mesmo em São Bernardo, mas eu e o Di nunca lembravamos o nome, ou, nunca lembravamos desta opção tao pertinho da gente.

Mas eis que surgiu a oportunidade e fomos levados a conhecer o Restaurante Madalena: um sobrado simpatico escondido numa vilazinha proxima ao centro da cidade, em resumo, um daqueles lugares quase exclusivos, como um clubinho que só se entra quando se é apresentado.

De cara flores, móveis de madeira de demolição, mosaicos e o atendimento do chef e proprietário Valter Pereira, que diz preparar as receitas com ingredientes cultivados sem agrotóxicos, num sítio em Guararema.

Mesmo com aparencia simples o cardapio não tem nada de modesto: são paginas e mais paginas das mais deliciosas e inimaginaveis combinações gastronomicas. Agora, imagina, se eu e o Di ja somos indecisos com poucas coisas, com centenas (e não é exagero) de itens no cardápio a duvida era inevitável.

Fomos guiados por nossos amigos, que por mais que frequentem o Madalena assiduamente ainda nao conseguiram se deliciar com o cardapio todo, mas, até eles foram pegos de surpresa quando o menu agregava mais uma recheada pagina de pratos de inverno, todos eles com pinhão, colocado de alguma forma inventiva e diferente.

De entrada pedimos uma porçao de pasteizinhos recheados de truta com pinhão... maravilhosa; e, eu e a Mari, aceitamos de cortesia um caldinho de mandioca.

Aí depois de tanto ler, reler, pensar, debater, refletir e quase querer escolher varios pratos de uma unica vez foram eleitos:

Mari: pediu um prato a base de truta, arroz branco, pinhão crocante, batatas gratinadas.




Paulo: foi de Entrevero, uma especie de cozido de carnes de frango, cabrito, linguiças, bovina, feitos no molho de tomate, acompanhado de arroz e farofa de pinhão.




Di: uma suculenta picanha com um molho delicioso de cerveja preta e pinhão, arroz branco e farofa de pinhão.




Eu: truta recheada com parmesão e gorgonzola coberta com pinhão crocante, acompanhada de arroz de pinhão e batatas gratinadas.




Como podem ver, os pratos são hiper bem servidos e o preço, completamente convidativo e justo. Um prato, individual, tem media de preço de R$ 30,00... imagina, um prato “parecido” como esses num desses points badaladinhos de São Paulo, nao sairia por menos de R$ 50,00 (sendo otimista).

Em resumo: se vc quer comer e beber bem, ser bem atendido, não enfrentar filas, num local simples mas acolhedor e ainda se deliciar com alta gastronomia, visite:


http://www.rmadalena.com.br/
Rua Mário Zampieri, 45 – São Bernardo do Campo - SP - Tel: 4338-8142