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quarta-feira, 10 de abril de 2013
08:57
| By:
Carol
Category: cantina , comida tipica , italiano , Massa , tradicional
Praça de alimentação de shopping. Só esta expressão já causa arrepios em muita gente. Filas, falta de mesas, barulho; tudo o que um gourmand não quer ter em sua refeição. Por outro lado, a praticidade, a velocidade dos pratos recebidos e os preços mais populares justificam a ida para alguma delas. É importante ressaltar que estamos falando do conceito clássico de praça de alimentação, não aqueles espaços gourmet cheios de frescuras e restaurantes do nível do Galeto´s, Outback, Almanara e outros. Estes sim, restaurantes dentro de shoppings, seguem à risca o mesmo que fazem em suas unidades de rua.
Existem duas máximas em praça de alimentação: Se ela está lotada e algum restaurante está vazio, não vá nele (tem algo errado), e, mais importante que isso (para guardar a vida toda): nunca, NUNCA vá em um restaurante que ofereça Torre de Chopp. Se precisam vender chopp de balde, realmente é porque não conseguem fazer nada direito para lucrar.
A época entre Natal e a virada do ano normalmente é uma das poucas épocas de paz no ABC. Pouco trânsito, pessoas viajando, enfim, um clima bem mais humano que o normal para sairmos de casa. E nesse clima, resolvi levar a Cá para conhecer o ParkShopping São Caetano, a mais nova empreitada do grupo Multiplan, praticamente a reinvenção do shopping Morumbi, só que em São Caetano do Sul, a cidade-ovo-de-codorna. Ledo engano que a paz das ruas se estendia para o “Mall” (como eles denominam). Caos, lotação em todos os cantos, gente mal-educada parando nas vagas reservadas (praticamente uma tradição no ABC) e praça de alimentação completamente tomada de gente. Dentre todas as lojas de sempre e algumas diferentes (viva! Temos frango do Kentucky perto de casa de novo!!!!), um acanhado restaurante italiano, com mesas dentro de sua área útil nos chamou a atenção: o Itália Express. De ambiente simpático, paredes com tijolinho à mostra e decoração simples, o local nos impressionou pelo cardápio curto, mas com opções muito variadas: pizzas, risotos, grelhados, saladas e panquecas. A Cá resolveu ir num PF chique, com filet mignon, fritas, arroz, feijão e salada, e eu optei por uma panqueca ao molho branco com arroz e fritas. A partir deste momento, acabam quaisquer chances de elogiar o lugar. Mais de 40 minutos de espera para chegarem pratos incompletos (faltando a salada), de aparência e realização extremamente simples (nada de mais), e em tamanho muito menor que o imaginado (pelo preço praticado). Não que os pratos estivessem ruins, mas pelo que gastamos, comeríamos melhor em qualquer padaria da região. Na cozinha e balcão, apenas uma garçonete trabalhava exaustivamente enquanto os outros pareciam não estar nem aí para a Hora do Brasil. Ela cobrava os pratos da cozinha, servia e tirava pedidos, brigava com as pessoas, mas não podia fazer milagre.
Terminados os pratos, a outra surpresa: uma mesa que chegou cerca de 10 minutos antes de sairmos, já estava sendo servida com pratos parecidíssimos com os nossos. Com isso, esperávamos, no mínimo, um pedido de desculpas da “dona” do lugar (uma senhora que estava tentando comandar o pessoal a partir do caixa), mas ela se manteve de cabeça baixa enquanto a garçonete, acanhada, pedia milhares de desculpas pela demora, justificando que o pessoal ainda está aprendendo. Só comentei que, se com casa vazia acontecia isso, não queria ve-los de casa cheia. 
Um pouco antes de ir embora, a certeza de que o restaurante não é um lugar que valha a pena ir: o garçom começa a encher uma torre de chopp. Pronto! Era o que precisávamos para que o restaurante obedecesse os dois critérios mais relevantes da não-frequência. Sugestão: Se for ao ParkShopping, encare uma fila maior no McDonald´s, dispute uma mesa a tapa, fique na espera do Outback. Mas não tente ser esperto e ir no restaurante bonitinho italiano que está sempre vazio e serve torre de chopp. Há algo de muito errado com ele.
No final de semana retrasado, estive com o Di em Curitiba/PR.
Eu não conhecia a cidade, mas sempre ouvi o Di ressaltar todos os lampejos de civilidade do local (meus pais foram, gostaram, mas ficaram na opinião “OK”).
Aí , um belo dia vi uma promoção legal de passagem aérea e resolvi comprar. Então fomos... e agora, que todos já sabem como fomos parar lá, vamos pular ao que interessa!
Sábado, depois de sair cedo e já ter passado por alguns pontos turísticos da cidade (o Di conhece Curitiba na palma da mão) fomos almoçar no famosíssimo bairro Santa Felicidade, bairro este, que recebeu muita influencia italiana como é fácil perceber. Vai e volta na rua do “burburinho” do bairro, quando decidi por nós: “vamos almoçar naquele restaurante grandão”.
E não era porque ele era visivelmente enorme, já sabíamos da fama do Madalosso.
Diz-se que a cozinha do restaurante fica por conta da também proprietária do restaurante, Dona Flora Madalosso, que comanda 70 cozinheiras! Não sei se o Madalosso chega a lotar (acredito que em festas de fim de ano, sim), mas de qualquer forma o restaurante conta com 4645 lugares, o que lhe confere o titulo de segundo maior restaurante do mundo e o primeiro nas Américas (como consta em seu site).

Hoje, creio que o Madalosso caiu para terceiro maior do mundo, perdendo em quantidade de lugares para o Damascus Gate na Siria – que deve estar fechado por motivos obvios – (6 mil lugares) e o antigo dono do posto de maior do mundo, um restaurante na Tailândia com capacidade para 5 mil pessoas.
Vale dizer que para confirmar o recorde, representantes do Guinness exigem que o restaurante tenha capacidade para servir todas as mesas simultaneamente, ou seja, assim como os outros, a cozinha do Madalosso (que infelizmente não tive tempo de conhecer), deve ferver! (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL589462-5602,00-RESTAURANTE+SIRIO+PARA+MIL+PESSOAS+ENTRA+NO+GUINNESS.html)
Em principio tudo foi meio confuso, sentamos em uma das centenas de mesas de um dos salões e já fomos questionados do que iríamos tomar... Bom, tudo bem, então ficamos esperando o cardápio... que não veio. No lugar dele veio uma porção de frango a passarinho, uma porção de frango ao alho e óleo, salada verde, arroz tipo “risoto”, salada de maionese, polenta frita e miúdos de frango. Aí que ficamos mais em duvida ainda... o que era tudo aquilo?!

Aí entrou a tática de quem não sabe comer escargot: deixe alguém começar primeiro e observe. Rapidamente percebemos que aquilo era o “couvert” enquanto as massas vinham em esquema de rodízio. E vinham rápido! Espaguete a bolonhesa e ao alho e óleo, nhoque bolonhesa e um divino nhoque de rúcula com tomate seco, lasanhas de todos os tipos, penne, mais frango (prensado), caneloni, rondeli...

A polenta ainda prefiro aqui da rota do Frango com Polenta de São Bernardo, mas o frango... hum... crocante por fora e bem úmido por dentro. Uma delicia!
As massas estavam todas ótimas (pelo menos as que eu provei), mas nada assim, do tipo inesquecível, com exceção ao nhoque de rúcula com tomate seco, gente, como aquilo estava bom!
Tanto estava que foi a primeira providencia ao chegar em casa na volta da viagem: reproduzir a receita.
Apesar do tamanho gigantesco e de lugares que foram sendo tomados rapidamente, o Madalosso conta com um atendimento atencioso, espontâneo e cuidadoso. “Fez bom proveito?”. Sim, fizemos muito bom proveito!
Como agora sou uma menina comportada em rodizios, sobrou espaço para a sobremesa... ainda bem! Pedi o cardápio e veio uma seleção de poucos e bons, com duvida escolhi profiterole e olha o que vem:

Uma carolina gigante, recheada com sorvete de creme com uma calda de chocolate muito boa! O chantilly um pouco além do ponto e com gosto de gordura hidrogenada.
A conta? Para duas pessoas, com bebida e sobremesa, menos de R$ 90,00!!!
Saldo - come-se muito bem, diverte-se com a simpatia dos garçons (e festas de casamento em pleno restaurante) e gasta-se pouco, especialmente se comparado aos restaurantes de SP, que perto do Madalosso, não passam de brincadeira de casinha.
Recomendo a visita!
Para variar estou atrasada nos meus posts gastronômicos, agora, por falta de conexão no meu doce lar, e confesso, um pouco de preguiça também.
Num sábado desses típicos de São Paulo, que não faz sol e nem chove, o Di me levou para almoçar no Nico Pasta & Basta, restaurante da rede da pizzaria Sala Vip, situado na R. Costa Aguiar, 1586 – Ipiranga.
Ele mais parece uma caixa de papelão gigante, visto de fora, mas por dentro o ambiente é extremamente agradável e requintado.
O cardápio, desnecessário dizer, é recheado de apetitosas opções italianíssimas prontas para satisfazer todos os paladares, incluindo carnes, aves e peixes.
O couvert traz pãezinhos quentinhos e saborosos com deliciosas caponatas, super bem servido e reposto prontamente. Aliás, ponto forte do Nico, o atendimento: pronto, atencioso e preciso.
O Di pediu penne a carbonara, sim gostoso, mas sem falsa modéstia, o meu é mais saboroso e cremoso. Eu pedi polenta mole com ragu de calabresa, queijo brie e alho poro. Faltava uma pitadinha de sal, mas estava deliciosa, porem, achei meio econômica a porção de ragu vinda na polenta. Tirando isso, a combinação estava levíssima (apesar de ser uma polenta) e equilibrada.
Das sobremesas, duas chamaram bastante atenção: o raviole de nutella quente com molho de maracujá gelado e sorvete de creme e a trilogia de creme Brulee (abacaxi, hortelã e goiaba), porém, ao vermos as sobremesas sendo servidas na mesa ao lado, preferimos deixar para lá, sabe aquela coisa que você olha, é bonita, mas não vale o preço cobrado? Por exemplo, a trilogia de brulees, eram 3 diminutos ramequins por cerca de R$ 18,00. E aí está o “mal” de quem sabe cozinhar... “ah, fazemos isso em casa”.
Super satisfeitos e com alta dose de glicose na veia (não peçam o suco de lichia, é feito com a fruta em calda, doce demais), fomos felizes à Pinacoteca.
http://www.nicopastabasta.com.br
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domingo, 27 de junho de 2010
19:57
| By:
Carol
Category: alta gastronomia , café , italiano , Spa
Vou dizer: nunca tive um dia dos namorados tão relaxante quanto o que eu tive este ano... e como este blog é meu (hehehe) me sinto na liberdade de, não fugir do tema, mas sim, acrescentar informaçoes.
Umas 10h30 o Di me deixou no local do meu presente... o Kabanah Spa (http://www.kabanahspa.com.br/site/default.asp). Fui recebida com chá e uns biscoitinhos até meu bangalô particular ser totalmente preparado. Uns 20min depois, minha terapeuta particular, a Tatiana (uma fofa), me recepcionou e me conduziu até o bangalô... tirou meus sapatos e me calçou com umas pantufas fofinhas e quentinhas (afinal, estava bem frio naquele dia).
O pacote que o Di contratou tinha muuuuita coisa, nem sei se vou lembrar de tudo, afinal, fiquei lá das 11h às 18h30 no maior relax... começamos com a limpeza de pele (rosto) e a maca estava quentinha e fiquei o tempo todo coberta, ou seja, nada de frio!
Enquanto eu ficava com vapor no rosto na sessão de limpeza de pele, recebia massagem nos pés... ai ja dei aquele cochilo... depois de uma limpeza de pele completissima uma otima massagem relaxante, não vi o tempo passar... depois um almocinho rapido de volta ao meu bangalo particular para uma esfoliação corporal completa. Ducha para tirar as “areinhas” da esfoliação. Na sequencia, ofurô e depois, de volta para a reflexologia... Ai apaguei, nossa, só acordei quando a terapeuta veio perguntar qual creme eu queria para a hidratação corporal... spa das mãos... e infelizmente... depois de umas 7horas terminou a sessão de mimos.
Aí o Di ja estava la para irmos jantar, afinal, dia dos namorados, tem dessas coisas né?
Fomos ao italiano Oggi (http://www.oggirestaurante.com.br/), com reserva feita, nada de filas. Como 99% dos restaurantes da cidade, no dia 12 lá também estavam servindo o “inusitado” risoto de morangos com camarão. A carta de vinhos não oferecia opções de taças nem meia garrafas, apesar do restaurante ter essas opções, ou seja, fiquei sem vinho, pois como o Di nao bebe e o maitre nao nos avisou, ficamos sem saber dessas alternativas.
O cardapio é conciso, eu diria até demais para um restaurante do nivel dele, mas, oferece boas opçoes de carnes, massas, risotos, pizzas. O Di pediu o “brasato” (alcatra cozido em vinho tinto, acompanhado de espaguete na mateiga e salvia) e eu pedi gnochi com ragu de cogumelos. Ambos estavam muito bons, mas nada de inesquecivel. O ambiente é aconchegante e agradável, mas até agora estou pensando porque num restaurante italiano só haviam quadros e motivos indianos espalhados por todos os lados... enfim, o jantar foi muito agradável, mas, por não ter boas opções de sobremesa, pulamos para a Ofner. 
Eu já fiz reclamações diretas à Ofner, sobretudo sobre atendimento e conservação de cardapios, que em algumas unidades chegam a dar nojo de serem manuseados, de tão velhos e sujos que são. Particularmente eu acho um absurdo dado o preço cobrado por qualquer produto Ofner. Eu tomei um sorvetinho basico, aquela coisa boa, mas “normal”... como era cedo e não queriamos voltar para casa, que tal um café?
Então, o Di e eu fomos dar mais uma chance ao Octavio cafe (http://www.octaviocafe.com/port/default.asp)... pedi meu famoso latte macchiato e ele, um espresso do oriente... que pela demora, deve ter realmente vindo do oriente. Meu macchiato veio “sorrindo”, mas, honestamente... tomaria um exemplar mais bem feito, cremoso, maior e mais barato aqui pertinho no Fran´s Cafe de São Bernardo. Tambem pedi uma fatia de bolo de cenoura ingles... estava uma delicia, mas de verdade, tem alguma coisa errada quando vc vai à um café e o mais gostoso é o bolo... Para mim, muito preço, muita badalação para pouco serviço e pouco produto... ainda vamos dar mais uma – e ultima - chance ao Octavio... quando tivermos oportunidade, vamos pedir algum prato de lá.
Em resumo (me atendo à gastronomia), todos os lugares muito agradaveis, mas, são do tipo de lugares que a gente ter que ter cuidado para nao cair nas graças da moda e esquecer que estão levando nosso suado dinheirinho, por de repente um produto que nem é tuuuudo isso...
Quanto ao spa... sem comentarios, iria toda semana!
É só as temperaturas cairem que nosso cérebro começa a buscar soluções para nos manter aquecidos de forma saborosa... então aí aparece o desejo por massas, pães, queijos, chocolates... e sejamos sinceros, quem não gosta dessas gulodices de inverno?!
A verdade é que esses pratos são consumidos por todo o ano, mas nesta época eles recebem complementos mais calóricos e totalmente sem culpa!
Então fomos eu e o Di em mais uma de nossas aventuras gastronômicas, junto com um grande casal de amigos, Mari e Paulo, o alvo dessa vez: Cantina Roperto (http://www.cantinaroperto.com.br) localizada na Rua Treze de Maio, 634 – B. Bixiga.
O local não foge a regra do que é uma tradicional cantina italiana: um ambiente descontraído, carregado de madeira escura e muitos quadros e penduricalhos nas paredes. O atendimento também não fugiu do contexto, com garçons já com alguma idade e um pouco atrapalhados, mas nada que comprometa o andamento do jantar.
Depois de passear por muitas opções no cardápio, que vão das pastas ao cabrito, passando por saladas, sopas, etc, nossos amigos pediram um risoto de camarão e eu e o Di, um gnochi ao pesto.
Os pratos servem tranquilamente 02 pessoas com fome, como não era bem o caso, sobraram um pouco... O risoto estava com uma cara boa e bem perfumado, tinha molho de tomate, mas estranhamente não era feito como manda a tradição italiana, ou seja, não era de arroz arbóreo ou carnaroli, ou seja, não tinha aquele cremezinho tão esperado num risoto. Já o gnochi que pedimos estava muito bom: massa leve, sem gosto de farinha e o pesto bem envolvido na massa. O pesto tinha um gostinho acentuado de limão e nozes, pois diferentemente da receita tradicional, o pesto do Roperto leva suco de limão, nozes, amendoim, amêndoas, manjericão e alho.
Para acompanhar as delicias que saem da cozinha, uma dupla de cantores passa de mesa em mesa com um repertorio que vai muito alem da “velha bota”.
A parte de sobremesas deixou um pouco a desejar, mas honestamente, naquele momento nem tínhamos mais barriga para tal deleite...
(valor: por volta de R$ 45,00/pessoa)











