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Biyou'Z Resto Afro

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Sabe aqueles achados que a internet nos traz? Então... este simpático restaurante foi um deles! Não, não foi uma descoberta nossa, como é de costume, daquelas bibocas que costumamos entrar, ou ate um mais chiquezinho que temos curiosidade de ir, foi mesmo através de de matérias de blogs e afins.

Então que calhou de estarmos 'pernando' no centro de São Paulo (coisa que eu particularmente 'gosto pouco') daí juntamos o util ao agradável... demos uma esticadinha básica até o Biyou'Z Resto Afro.

Na Alameda Barão de Limeira, o lugar é fácil de achar, é colorido e convidativo, ao contrário dos vizinhos africanos, onde só o olhar da frequência te expulsa da calçada!

O Biyou é pequenininho e aos poucos vai enchendo, então, se possivel, chegue relativamente cedo. 

Sobre o menu, é bem sortido e diria que bem africano! Rs. Eu me encantei com todas as opções e achei o preço super justo!

Pedimos de entrada essa porção de banana da terra frita (missole), achei que era tipo um chips, mas não, são rodelas enormes, gordinhas e bem quentes. Claro, é uma cozinha tradicional, então aqui não cabe "pitaco", mas eu achei muito pesado, embora saborosas.


 



Então, maridón pediu este prato, o Ndole que tem como base banana da terra cozida, pasta de amendoim cozida com folhas de boldo e pedaços de carne. Hahahahaha, outra banana da terra, enorme! A essa altura, totalmente desnecessária, devido a entrada, mas fato, harmonizava hiperbem com a pasta de amendoim e boldo, que por incrivel que pareça, era realmente deliciosa e de sabor inusitado.

 

Vejam que o prato de cima, está bem diferente do debaixo, mas a toalhinha da mesa... continua a mesma rs! Eu arrisquei menos, pedi o Attieke, prato a base de peixe frito com molho. Ah, uma curiosidade, no cardápio não espere detalhes, carne é carne, peixe é peixe, frango é frango... nada de "carne - file mignon / contra filé; frango - peito / peixe - robalo, XYZ" hahahaha, encare sem medo. Claro que o meu prato era o de cima (até pela foto rs), estava tudo saborosissimo, essa farofinha misturada ao molho (muito mais ralo que da foto abaixo), nossa, incrivel. A saladinha de maionese tinha maçã, agridoce e fresca. O ponto fraco foi mesmo o peixe... basicamente uma carcaça sem carne e cheia de pele, sem nenhuma crocância.




 Anfam, vale muito a pena visitar o local e se deixar surpreender pelos sabores. É aconchegante, é caseiro, é amigável e acolhedor. Dá vontade de voltar lá até provar todos os itens do cardápio e quando terminar, começar tudo de novo!

Anotem aí - http://biyouzresto.com.br/
 55 11 3221 6806 ou + 55 11 98665 1166 | Alameda Barão de Limeira, 19A


Beijupirá - Porto de Galinhas. 2 visitas, 2 óticas.

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Então que eu e o Di fomos em uma das unidades do Beijupirá e realmente foi uma experiencia agradável, divertida, saborosa e interessante.

Passado mais de um ano, retorno lá com a minha vó e voltar lá com uma pessoa tão diferente no que diz respeito a faixa etária, cultura, modo de agir, etc, faz a gente enxergar as coisas sob outra ótica.

1ª impressão dela: "Olha vó, vamos vir jantar aqui amanhã" e ela "Nossa, achei que aqui era um Centro de Macumba" - kkkkkkkkkkk. Vale dizer que minha vó não é assim tããããão idosa e sua impressão se deve ao fato do restaurante ser bem escondido no meio de folhagens e um pouco escuro na fachada, com algumas luzinhas coloridas.

Depois, notei a dificuldade dela com o cardápio... o ambiente é bastante escuro, com luz indireta e tals, quase que totalmente iluminado por velas... outro ponto, a diagramação do cardápio é despojada (leia "confusa"). Conclusão: eu tive que ler praticamente todo cardápio para ela e neste dia, devido a mesa que ficamos, também tive dificuldades com a leitura.


foto do site Beijupirá


Enfim chegaram à mesa os pratos, apetitosos como da outra vez e com seu toque criativo, porém sei lá, me pareceram menores e mais acanhados embora o preço salgadinho como sempre... Uma refeição com prato principal, 2 bebidas não alcoolicas e 2 sobremesas sai em média R$ 90,00/pax. 

Minha vó curtiu o prato dela, o Beijumanga, que trata-se de um filé de peixe grelhado com casquinha de gergelim, acompanhado de arroz de coco, farofinha de gengibre (que poderia vir bem mais - veio 1 colher!), banana caramelada (idem) e molho de manga (que ela deu para mim, hahaha). 


  http://www.acelerada.com.br/restaurante-beijupira/

O meu era um prato a base de camarões com molho de gorgonzola, arroz de goiaba e crisps de bacon. 10 camarões médios "medios-pequenos", dispostos lado a lado e frios. Arroz ok e a melhor parte do prato foi o molho de gorgonzola e o bacon. 





De sobremesa fomos de crepe de filhoses com sorvete de tapioca. Tudo impecável nesta sobremesa, a massa muito crocante, o sorvete delicioso! Porém, minha vó pediu mesmo por conta do tal mel de engenho que vinha sobre ela... depois minha vó deu umas resmungadas que o tal melado não era lá essas coisas, como ela comia em 1900 e bolinha... honestamente, aí ja não sei, mas acho mesmo que isso foi puro saudosismo. 


https://chitchatbabel.wordpress.com/2010/11/18/beijupira-porto-de-galinhaspe/


E também pedimos a cartanhola, uma versão da tradicional Cartola pernambucana - 



https://chitchatbabel.wordpress.com/2010/11/18/beijupira-porto-de-galinhaspe/


Essa sobremesa leva banana frita na manteiga de garrafa, uma 'modesta' fatia de queijo manteiga (que é maravilhoso, pena que não encontramos facilmente aqui pelas bandas do sudeste), e cobertura de canela e açucar. Para virar cartanhola, eles adicionaram farofa de castanha de caju,  mas tão fina, tão fina que ficou desagradável de comer... achei que viria uma espécie de xerém, mas não, na boca, parecia que estava mastigando areia...

Naquela noite, o atendimento deixou a desejar... o garçom estava bem desatento e nossos pratos demoraram.... eu não pagaria os 10%, mas não quis criar caso.

Vi inumeros casais pedindo apenas 1 prato e dividindo, já tinha visto isso acontecer na primeira vez... Sei lá, obvio que tal fato ocorre devido ao alto custo, talvez eles devessem repensar sua politica de preço, chegar num meio termo, onde o consumidor gastasse menos por cabeça, mas mais no total e se sentissem incentivados a pedir 2 pratos (por casal)... Porque você nota que é tão comum os casais dividirem um prato, que os garçons já tratam de forma natural (ok, ninguem tem nada com isso)... mas comercialmente falando, é uma perda de tempo, ocupam mesa, tempo de espera, serviço, etc... Fora que um prato mal dá para 1 pessoa com fome!!! 

Enfim, devaneios a parte... vale a pena? 

Se você quer comer uma comidinha de praia com toque moderno, gastando bastante dinheiro, vale. Caso você queira comer bem mesmo, aquela moqueca maneira, cheia de camarões, com dendê, leite de coco e lagosta, por metade do preço, aí a historia acontece em outros lugares...

:o*


Panetteria ZN e a Coxinhona

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Coxona? Coxinhona?
O que é uma refeição saudável e completa? Em tempos de patrulhas cada vez mais insistentes para uma "vida saudável", que muitas vezes deixa de lado pérolas da nossa gastronomia, nutricionistas, nutrólogos, endocrinologistas e afins concordam que um prato completo possui um equilíbrio entre gorduras (boas), carboidratos, proteínas, e vitaminas. E onde podemos encontrar tudo isso em apenas uma pequena bolinha pontuda, crocante por fora e macia por dentro, com tudo o que é necessário para a felicidade do ser humano? Em uma coxinha, claro! O típico salgado paulista (e desculpem os não bairristas, mas coxinha boa é a paulista mesmo!) ganhou uma versão superlativa, absurda, linda, maravilhosa e enorme em uma padaria da zona norte de São Paulo, a Panetteria ZN. Criada a partir de um erro de uma das cozinheiras da padaria, a coxinha gigante (coxona? Coxinhona?) teve repercussão à altura do seu tamanho graças à uma pequena matéria de jornal, que tornou famoso o "salgadinho" de 1,2kg e levou a Panetteria, já bem conhecida da região e movimentada, a ter filas de espera para mesas e gente da cidade toda, e até de outras cidades.
Acompanhados, como sempre, de nosso casal de desbravadores gastronômicos (Paulo e Mari), e com participações especiais de mais um casal de amigos, Fernando e Meire - ele um aficcionado por coxinha, com uniforme e tudo! - , fomos explorar o distante bairro do Mandaqui para ver o que essa coxinha enorme tem de bom, para fazer tanto sucesso, além do tamanho, e tivemos uma boa surpresa: a Panetteria não se resume à uma coxinha enorme; é uma ótima padaria, com muitas opções interessantes tanto em seu restaurante quanto no balcão.
Mas o foco era a tal da mega coxinha, então lá fomos nós experimentá-la. Pedimos duas coxinhas para 6 pessoas, o que se mostrou mais do que suficiente, mas notamos dois detalhes importantes, quase uma propaganda enganosa: a Panetteria se gaba de fritar as coxinhas na hora, o que não ocorreu no nosso caso (tanto que eles trouxeram à mesa em menos de 5 minutos, um tempo muito curto para uma fritura de tal magnitude), e vimos várias coxinhas prontas na estufa, no balcão da padaria. Ou seja, por conta do movimento, aquela coisa meio Bob's de "feito na hora" não existe mais. A segunda, e mais importante: talvez por conta do receio de encharcar a iguaria, deixando fritar por muito tempo, recebemos uma delas com o recheio frio, o que não incomodou em princípio, mas que não poderia ocorrer também. Só que as virtudes são maiores que os defeitos, então vamos à elas:
A rainha e seus súditos
A coxinha tem o que esperamos de um salgado desses: a crocância por fora, um farto recheio (nesse caso, de frango com requeijão), e uma massa saborosa, sem ser pesada demais (se você não levar em consideração que ela pesa mais de 1 kg!). A Panetteria propõe um desafio para quem tiver coragem: se você conseguir degustar a coxinha sozinho em menos de 10 minutos, ela sai de graça. Apesar do tamanho intimidador, vimos muitas pessoas tentando o desafio, com uma porcentagem enorme de sucesso: apenas duas ou três pessoas, em mais de dez que tentaram, desistiram pelo caminho. Havia, inclusive, um time de Rugbi na mesa ao lado, e, de forma ogra, quase todos conseguiram.
Só que o cardápio era muito simpático para ficarmos apenas nas coxinhas, então optamos por algumas sobremesas (1 por casal, assim todos conseguiriam comer depois da orgia gastronômica que foi encarar a coxinhona), e aí vem o grande destaque: todos os pedidos vieram idênticos às fotos do cardápio, um ponto positivo neste mundo chato de "imagens meramente ilustrativas".
Café Bis
A primeira sobremesa (na verdade, um drink de café), foi o Café Bis, uma bem-sucedida mistura de espresso, Bis, sorvete de creme e leite, decorado com calda de chocolate, um pequeno Bis e muito chantili. Doce, sem se tornar enjoativo, é o tipo de bebida que vale por mais de uma sobremesa, por seu tamanho.
A segunda sobremesa escolhida foi a Amarula dos Deuses: uma feliz combinação de Nutella, sorvete de creme, calda de chocolate e chantili, decorada com folhas de chocolate com um simpático copinho feito do mesmo doce, contendo uma dose de Amarula. Bem montada, poderia ter algo que remetesse mais à Amarula, além do pequeno shot no copinho, mesmo assim, elogiada por todos que a experimentaram.
A Panetteria, empolgada com o sucesso da super-mega-ultra-coxinha, resolveu inventar outras iguarias gigantes: o sonho ogro (que foi testado, mas ainda não está à venda), e o pão de queijo monstro, recheado com requeijão. Mas isso é conversa para outra visita, e outro texto! Por enquanto, na categoria "iguarias de Itu", a Coxinhona reina sozinha neste blog!

Amarula dos Deuses







Stolen "Aquático"

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Domingo fiz um pão e postei a foto nas clássicas redes sociais. Ficou tão bonito e tanta gente me pediu a receita que resolvi fazer um post aqui sobre ele. 

Enquanto eu preparo uma receita eu costumo fotografar, até como referencias futuras e particulares minhas, por isso aqui, tenho um passo a passo super ilustrado.

Eu realmente não sei como fui parar no blog ( Bigode de Chocolate ) onde achei essa receita, mas faz tempo que eu estava ensaiando para fazê-la... agora de férias tive tempo extra, foi quando descobri que ela é bem mais simples do que parece.

Bom, vamos lá: 

Ingredientes: 



  • 500 g de farinha de trigo
  • 50 ml de leite
  • 45 g de fermento fresco (3 tabletes)
  • 250 g de manteiga em temperatura ambiente
  • 3 ovos
  • 1 pitada de sal
  • 150 g de açucar refinado
  • 100 g de frutas cristalizadas picadas (usei 150gr porque gosto bastante)
  • 150 g de uvas-passas escuras (usei 150gr)
  • 100 g de amêndoas em laminas tostadas (usei 50gr apenas para colocar por cima)
  • 200 g açúcar de confeiteiro
  • Rum ou essencia de rum

  • Preparo:


    Dissolver os tabletes de fermento biológico no leite morno com 01 colher de sopa de açucar. Deixar descansar por 5min.

    Enquanto isso, peneire a farinha com a pitada de sal, e abra um buraco no meio. Bata levemente os ovos, jogue no buraco aberto no meio da farinha, junte a mistura de fermento e comece a misturar. Vá acrescentando aos poucos a manteiga e misture até obter uma massa homogenia. (eu acabei usando 1 tablete de 200gr e para facilitar a mistura, amoleci um pouco mais no micro ondas). *** Dica: tente fazer toda essa mistura numa bacia, por ir muita manteiga na massa, evita espalhar gordura por sua bancada de trabalho.  OBS> não coloque o açucar!






    Feita a mistura, pegue um pano de prato limpo, e coloque a bola de massa, dê um nó e leve a massa para crescer submersa em água fria até que ela boie. No blog original da receita, ele fala entre 15-30min, aqui levou 30min.



    Numa bancada enfarinhada, misture delicadamente as frutas e o açucar à massa. Não sove!!! Apenas misture o suficiente para homogenizar mais uma vez.




    Leve ao forno (coloquei sobre papel manteiga) numa forma GRANDE, porque o bichinho triplica de tamanho!
    Forno pré aquecido, 180o de 50-1h10. (aqui levou 1hora).

    Após esfriar levemente, prepare a calda com o açucar de confeiteiro e algumas colheres de rum, ou, como eu fiz, algumas colheres de água, até formar uma pasta e gotas de essencia. Cubra o Stolen e antes que a calda seque, jogue as amendoas tostadas em lâminas.


    No Blog Bigode de Chocolate, diz que, se bem embalado em aluminio ou filme plastico, o Stolen dura cerca de 2 semanas.... aqui durou 3 dias rs. Bom, mas é otimo saber que é possivel fazer "de véspera".

    O Stolen é um pão alemão muito servido no Natal, como o nosso tradicional panetone. Eu gostei muito desse metodo de crescimento 'aquatico', achei que dá um sabor e uma textura diferente à massa. Irresistivel!!!

    Espero que tenham sucesso!

    Samosas em boa companhia!

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    Completando mais um mês de casados (o 5º de muitos vindouros!), decidimos sair para comemorar e jantarmos em algum lugar diferente. Entre várias sugestões que eu havia pensando, a Cá se saiu com uma ótima idéia: por que não ir em um restaurante indiano? Temos uma certa fascinação pelas especiarias, receitas diferentes, aromas e visuais da culinária do país das vacas sagradas, ainda mais após uma viagem para as ilhas Maurício, segunda maior comunidade hindu após a Índia, de onde trouxemos quilos e quilos de temperos nas malas.
    Nossa primeira opção era o já conhecido Tandoori, de ótimas experiências anteriores e fácil localização para nós, sãobernardenses, mas, pesquisando um pouco, chegamos ao Samosa & Company, mais próximo ainda de casa, mais intimista e tradicional. Os proprietários, Vijay Bavaskar e sua esposa (e chef) Deepali Bavaskar fazem da pequena casa com indumentárias orientais e mesas simples uma grande surpresa.

    As famosas Samosas!
    Ao chegarmos, o pequeno salão estava lotado, o que nos levou a sentar em uma mesa do lado externo do restaurante (no pequeno pátio próximo à calçada, o que é uma ótima opção para os dias de calor intenso, que era o caso). Fomos atendidos pelo simpático e prestativo garçom, claramente estrangeiro (com pouca familiaridade com o português, mas mesmo assim ainda mais correto que muitas das obscenidades que ouvimos com a nossa língua causadas por operadores de telemarketing), que parecia estar revoltado com a mesa ao nosso lado (na qual havia um casal de indianos realmente estranho), e pedimos duas entradas para iniciar a noite: as famosas Samosas (que dão nome ao restaurante, afinal), e o Pickles de limão com especiarias (escrito dessa forma no cardápio). Nossas surpresas começaram com a Samosa, uma ótima combinação de uvas passas, ervilhas, batatas e especiarias em massa crocante e sequinha, acompanhada por dois chutneys sensacionais: tâmara e hortelã. A conserva de limão, com a fruta curtida por mais de um ano em uma mistura de temperos, é aromática e picante, vem no tamanho certo, pois tem um sabor predominantemente salgado que, se em excesso, estragaria seu paladar para o resto do jantar.
    Butter Chicken, Navratan Korma, Arroz Basmati e Tawa Nan
    Para os pratos principais, minha opção foi o vegetariano (para espanto da Cá) Navratan Korma, um prato de frutas grelhadas, legumes e castanhas com um aveludado molho de nozes e coco; as "nove jóias" (tradução para o nome do prato) ficam bem evidentes mesmo com o forte sabor do molho. Um curry pouco picante e deliciosamente agridoce. Já a Cá escolheu o Butter Chicken, prato muito popular na Índia, que consiste em um frango tenro cozido na manteiga coberto por um picante molho de tomate, porém sem ser forte; de paladar equilibrado, extremamente macio e aromático. Junto dos pratos, claro, o tradicional pão indiano (o Nan), em versão exclusiva do restaurante: o Tawa Nan, um quentinho e macio pão feito de farinha de trigo branca fermentada com iogurte. Ao trazer os pratos, a garçonete (essa sim, brasileira), comentou com um ar de empolgação: "vocês deram sorte, porque normalmente ela não faz as porções desse tamanho, sempre são menores, ela deve estar inspirada!" Ficamos sem palavras: independente de qualquer coisa, porque uma funcionária falaria isso do próprio restaurante?? Só rindo mesmo...
    As sobremesas!
    O enxuto cardápio lista apenas duas sobremesas: o Gulab Jamun, dois bolinhos de leite em pó embebidos em calda de água de rosas - gostosos, mas que de surpreendente só houve a surpresa que o garçom nos proporcionou: trouxe um bolinho extra e sorvete para acompanhar! A segunda sobremesa merece um capítulo à parte: o surpreendente Galar Halwa, um doce com amêndoas e sorvete que é feito de cenoura cozida! O desfecho ideal para um jantar de muitas surpresas!
    Com a conta (que não trouxe nenhuma surpresa, e um gasto compatível com o que pedimos, nada absurdo, mas também nada baratinho), sentimos falta de apenas uma coisa: como um restaurante indiano, poderiam fazer o famoso café com chicória filtrado (sim, é comum na Índia e em regiões como Nova Orleans, nos EUA, utilizarem a raiz da chicória torrada e moída junto do café para intensificar o sabor dele).
    O Samosa & Company abre de quarta à domingo, em dois horários: almoço (12 às 15h) e jantar (19 às 22h30). Vale a visita, e não se esqueça que, por se tratar de um restaurante indiano, não fazem absolutamente nada com carne bovina, sagrada e intocável para eles.

    Garimpando o Interior de Minas... mas em São Paulo!

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    Eeeeeeeee pessoal, de volta!

    Casamos, felizes, lindos, radiantes!
    Lua de mel MARA!

    Então, só poderíamos retomar nosso blog, em outro post gordinho e gostoso!

    VIVA 2014!

    Nossos amigos queridissimos e agora, padrinhos de casamento, Enrico e Tiago, nos convidaram para um almoço no domingo. Nem questionamos o local, sabiamos que seria uma delicia, fomos "de olhos fechados".

    Logo de cara, que lugar fofo!
    Tudo fofo, entrada fofa, mesas, cadeira, vasos, quadros, enfeites pendurados pelo corredor... Isso sem falar na recepção... a gente se sente abraçado pela vó lá do interior de Minas de tanta simpatia! E simpatia real, espontânea, de graça, cativante, não aquela coisa forçada e mecânica dos "BBQ´s" americanos.

    O cardápio é simples, sucinto, mas tem tudo o que um restaurante de comida mineira precisa ter. Além disso a garçonete (ou gerente, ou dona, não sei), também trazia na ponta da lingua mais uns 3 ou 4 pratos como novidade. Tudo bem explicadinho, para não ficar duvidas... ou, deixar mais duvidas, né?!

    Como se já não bastasse as delícias do cardápio, agora tinhamos mais algumas opções "avulsas" rs.

    Depois de muita conversa e quase um "dois ou um" para decidirmos os pratos, optamos por:












    Pasteis de Angu de carne e queijo - porção de tamanho excelente, de pasteizinhos de massa de fubá. Quentinhos, crocantes... dava p/ ficar ali a tarde toda tomando cerveja, conversando e comendo só isso!



    Mesa linda, mesa farta! 

    Veio desfilar na nossa mesa, o Caipirão - frango caipira, ensopado com quiabo, acompanhado de arroz branco, quibebe e couve manteiga crua. E sem fazer feio, a costela "sem nome", que não estava no cardápio, cozida e servida molhadinha em seu proprio caldo (neste momento minha boca enche d´água), com arroz também em seu molho, feijão preto, couve e farofinha...

    Pensem numa palavra... eu só consigo pensar em "Hummmm".

    Tudo bem feito, temperadinho, as carnes macias, bonito de se ver! E comemos, comemos, comemos... E alí no Garimpos o tempo para, tal qual em Minas (para o azar da fila que se forma na porta) , e a conversa rende... e a comida se multiplica nas cumbucas!

    Para acompanhar, pedi a Alma Mineira - cachaça, limão
    cravo, manjericão e capim limão. Para mim, um pouco forte (não costumo beber cachaça), mas nada que um gelo não resolvesse! rs

    Apesar de hiper satisfeitos, não poderiamos dispensar a sobremesa né?

    Então dividimos a porção maravilhosa de churros, feitos com massa de farinha de milho, acompanhados do autentico doce de leite mineirin e do sempre saboroso melaço de cana. Chegam a mesa quentinhos, polvilhados de açucar e canela!



    Para finalizar, o que seria de um belo almoço mineiro sem um bom cafezinho para fechar?





    Eis que vem à nossa mesa essa lindeza, fiquei apaixonada! Uma base, com a canequinha de metal, colocada abaixo de um suporte com o coador de pano, açucar mascavo e cristal e em outro recipiente, uma dose já certinha do pó que será utilizada. Logo chega o charmoso bule com água quente e assim, você, coloca o pó no seu "personal coador" e passa seu café alí na mesa e fica se deliciando com o aroma do café fresquinho, passado na hora, enquanto se diverte vendo o liquido cair na xicarazinha!

    Enfim, só pontos altos, do inicio ao fim! 

    Isso sim eu digo, é um restaurante de comida mineira! Você sai abraçado no estômago e no coração!


    Garimpos do Interior
    R. Marco Aurelio, 201 - Vl. Romana/Lapa - SP
    Tel. 3862-9345

    Consulado Mineiro: Vale a fama?!

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    Essa foi uma aventura gastronomica atípica... Atípica, porque não foi planejada como a maioria... surgiu como opção no nosso caminho numa tarde de domingo alí pelas bandas de Pinheiros, Vila Madalena e afins...

    Passando pela praça Benedito Calixto, sem seu costumeiro burburinho, logo achamos uma vaga, paramos o carro e incrivelmente não tivemos dúvida, "vamos ao Consulado Mineiro".

    Para variar, enfrentamos uma breve espera... aliás, espera é algo que já nos desencorajou inumeras vezes de ir ao local... mas na ocasião foi realmente rápido... tudo bem que nos colocaram numa mesa que mal cabiam nossos cotovelos e se pensássemos mais alto, a mesa do lado ouvia, mas ok, estávamos sentados...

    Logo veio o cardápio e a ansiedade do garçom para tirar o pedido... foi quando pedimos de entrada o bolinho de mandioca com carne seca, sim, nos pareceu uma ótima entrada mineira para começar o almoço!

    A porção veio bem servida e chegou na mesa quase que na velocidade da luz!


    Mas ao morder.... não era bem isso que eu chamo de "recheado" de carne seca. A massa do bolinho estava OK, macia, mas não tinha gosto de mandioca, lembrava batata, nada mais e todos os bolinhos, o MÁXIMO do recheio era isso aí que vcs podem ver na foto... daí para pior. Ou seja, R$ 22,00 por massa de bolinho...  



    Em meio a barulheira, num ambiente que a decoração mais parece um sarcofago egípcio (pelo menos a vista da praça ali do primeiro andar é bem agradável), pedimos por R$ 67,00 a  Costelinha à Mineira: costelinha, linguiça, tutu, couve e arroz.   


    Mais uma vez o prato chegou à mesa em tempo extraordinário...! Um bom sinal? Talvez não...

    O arroz (me recuso a comentar); a couve, bem temperadinha; o tutu, molenga, mais parecia uma sopa de feijão, dava p/ tomar de colherzinha, meio insosso (aprendi essa com o Gordon Ramsay), tive que colocar sal e em nada se parecia com um tutu... que você pode ver o que eu realmente esperava dando um google aqui. A linguiça veio seca, do tipo esturricada, ou seja, estava horas esperando para ser servida, e a costelinha, veio de morna para fria... O Di fala que a comida para mim tem que ser "pelando", mas pera lá... a vigilância diz que os alimentos tem que ser mantidos a pelo menos 65ºC para a não proliferação de bactérias... e me desculpem... a costelinha não estava a 65ºC....rs. Só isso já me basta p/ dizer que estava de morna para fria.  E isso já é mais que suficiente para dizer que a carne fica lá esperando 'num tacho' para ser servida assim que cada pedido entra...

    Não estou falando que é errado o pré preparo, ainda mais de comida mineira, que normalmente são comidas que demandam muito tempo de cozimento, mas uma costelinha frita? Qual o problema de demorar 20 minutos e frita-la na hora e servir um prato bem feito?! A costelinha estava seca, a casquinha que deveria ser crocante estava dura e borrachuda... meu pai, que não tem um fogão industrial faz uma costelinha "mineira" em 20 minutos sim, com pé nas costas. 

    Na mesa ao lado, pediram um Mexidão (arroz com carne de sol, lombo, feijão, couve, ovo acompanhado de torresmo e banana a milanesa) outro prato que cronometradamente não demorou 5 minutos para chegar a mesa dos clientes... outra pergunta: por que não ser feito na hora? Qual a real demora de se fazer um "mexidão" no ato do pedido? De se fritar a banana a milanesa na hora?... 15 minutos?

    Pois é, mas ali no Consulado parece que eles não tem esse tempo, era umas 14hr e a fila já se colocava enorme na calçada... e pela montoeira de flanelinhas se organizando em bandos, tudo alí tendia a piorar com o passar das horas.

    Pedimos a conta... Essa sim demorou, demorou por uns 15 minutos e veio errada.

    Eu sei lá o que faz a fama do lugar... sentar alí e ficar tomando cerveja e comendo porções "de massa"? Desculpe... mas quem acha que isso é ser mineiro, é porque realmente nunca pegou a tal linha "Trem Bão".


    Cantina do Gigio com ou sem "TOC"?!

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    E lá fomos nós novamente, hahahaha, eu, o Di, e aquele "velho" casal de amigos em mais uma aventura gastronomica.... desta vez, a tal aventura foi motivada por uma ida ao teatro, para assistirmos a peça TOC TOC (aliás, quem puder ver, super recomendo!).

    Aí, como uma coisa puxa a outra e outra coisa puxa a comida... nós tinhamos que dar aquela "forrada básica" antes da peça... então, pesquisamos em conjunto um local próximo ao teatro e resolvemos ir à Cantina do Gigio.

    A cantina tem sua historia iniciada na década de 60 no Pacaembu, mas logo no início dos anos 70 se mudou para o Brás e hoje conta com 2 endereços; fomos no mais tradicional, na famosa rua do Gasômetro. 

    Chegando lá, fomos muito bem recebidos por praticamente toda a equipe; desde o valet (com o detalhe da atendente - que deve ser dona do estacionamento - que não sabia nome de carro nenhum!), até os garçons, que são extremamente simpáticos e parecem estar lá desde a fundação da casa! (rs) O ambiente é simples, despojado e cheio de garrafas de vinhos, principalmente Chiantis, pelas paredes (como toda cantina  que se preza deve ser), mas bem estruturado, com fotos e ilustrações de São Paulo em tempos antigos nas paredes, por todos os lados, iluminação baixa e uma bela ilha de acepipes.

    Como tinhamos a peça para assistir, chegamos relativamente cedo, o restaurante estava vazio, fomos logo conduzidos a uma mesa (qualquer uma que quisessemos na verdade), pedimos duas jarras de suco e os "meninos", claro, foram brincar na ilha de acepipes vendidos por Kg. 

    O unico item vendido por fatia é o pão de calabresa, este, aí embaixo... Ao escolhermos o pão de calabresa, o garçom se prontificou a aquecê-lo e levar na mesa, e aí, o que falar? Quentinho, cheio de calabresa? De dar água na boca!


    Os outros itens são os clássicos: tomate seco, queijos variados, conservas de abobrinhas / berinjela (ambos a milanesa também), etc, etc, etc... enfim, se vc não tomar cuidado, você enche o prato e a barriga e acaba não sobrando espaço para as massas!

    Os pratos, no geral servem duas pessoas, e as massas, das mais tradicionais às mais inusitadas, não fogem dessa regra, então escolhemos uma massa verde com molho de tomate, champignon, muçarela de bufala e file mignon e outra, massa clássica ao funghi, para nós quatro.

    As massas estavam cozidas perfeitamente; a primeira, para mim, tinha pouco molho de tomate, podia vir, tipo, "nadando" no molho, mas não; vem apenas salteada no molho, mas carregada dos demais ingredientes como podem observar na foto; já a outra veio com bastante molho, funghi sem miseria e bem gratinada com parmesão! Delicia!!!



    Além de já termos nos divertido e empanturrado na mesa de acepipes, as massas vem em tamanho bem generoso, o que nos satisfez antes de conseguirmos terminar os pratos, sempre bem atendidos pelos bem-humorados garçons, que não nos deixavam sequer nos servir, sempre vinham para oferecer mais e mais!
    No fim, uma conta justa pelo que foi servido, a satisfação de ter comido uma bela massa e ainda levamos embora a famosa "quentinha pro cachorro" (no nosso caso, pras porquinhas da Índia)! Vale a pena visitar esse reduto italiano no meio da zoneada e quebrada rua do Gasômetro (que um dia, talvez, acabe de ser reformada).



    Cuscuz Paulista - rápido, prático e gostoso.

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    Sabe quando dá aquela vontade de comer alguma coisa diferente mas que seja de preparo rápido? (Para mim isso é quase todo dia rs).

    Então, uma boa pedida é o cuscuz paulista, uma receita versátil, que pode ser moldada ao seu gosto e ao que se tem na geladeira! Prático, rápido e gostoso.

    Vamos lá!

    (porção para 2 - 3 pessoas, depende a fome).

    - 250 gr de farinha de milho em flocos
    - 1 cebola média picada
    - 1/2 cenoura picada
    - 1/2 pimentão picado (qqr cor)
    - 01 lata de atum ou sardinha... Ainda pode substituir por camarão, frango desfiado ou, não colocar nada, caso não goste.
    - 2 ovos cozidos em rodelas
    - 200 gr de seleta de legumes (ervilha, milho, brocolis, couve flor, etc)
    - 75 gr de palmito picado
    - 200 ml de molho de tomate
    - 200 ml de água
    - sal, pimenta e ervas a gosto


    PREPARO:

    Deixe todos os ingredientes previamente picados.

    Unte a forma que irá utilizar com azeite e decore com as rodelas de ovo, pedaços de sardinha/camarão (caso utilize), legumes, etc.




    Refogue a cebola, acrescente a cenoura, o pimentão, os legumes, o molho de tomate, a água e tempere como preferir. Deixe apurar por uns 5 minutos.



    Vá acrescentando aos poucos a farinha de milho e comece a mexer vigorosamente, sem parar. O aspecto vai ficar assim:


    Continue acrescentando a farinha até fazer uma 'bola' na panela. Cozinhe bem, sempre mexendo, por cerca de 10 minutos.

    Deixe esfriar levemente e acomode a massa na forma que você decorou, por cima da decoração mesmo! Aperte bem.

    Espere esfriar por meia hora, desenforme e sirva.




    
    Obs 1: O Di não gosta de molho de tomate e nem de sardinha/atum enlatados, então o cuscuz que eu faço p/ gente é na maioria das vezes, vegetariano. Este em especial, fiz sem nenhum tipo de peixe/frango, pois iria servir de acompanhamento para carne. No caso do molho de tomate, eu o substitui por água com 1 pacote de sopa de legumes (para conferir cor e sabor à massa).

    Obs 2: O cuscuz pode ser desenformado e consumido morno ou frio, como prato principal ou acompanhamento.

    Obs 3: - Todos os ingedientes podem ir ao seu gosto, como eu disse, se não gosta de sardinha, use atum, frango, ou faça uma versão vegetariana.
    - Você pode escolher os legumes que mais gosta e os que tem em casa, se não tem cenoura, não coloque, use outros, aqui o que vale é inventar!
    - O "correto" é usar molho de tomate, mas como meu noivo não gosta, acabei adaptando a receita para não deixar de faze-la. Caso você não tenha o molho ou também não goste, substitua pela sopa em pó; de legumes ou se seu cuscuz for de frango, use sopa de frango e por aí vai.

    Espero que gostem!

    Estação Leopoldina Parrilla

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    Eu e o Di sempre temos algum porque em passar pelo B. Nova Petropolis aqui em S.B.Campo, seja para ir na casa de uma amiga, seja para cortar caminho até a casa dele, ir até a escola que eu estava fazendo dança, ir a uma padaria que gostamos, enfim... É um bairro que usualmente frequentamos.

    No Carnaval e numa empreitada de "o que comer a essa hora?" fomos ao bairro que tem várias lanchonetes e barzinhos para vermos, o que rolava de novo, numa determinada esquina... estacionamos, e entramos no Estação Leopoldina.

    Alguns homens sentados conversando, ficamos meio perdidos até que um deles "ainda nao inauguramos"... eu com meu tipico mau humor de fome já soltei um "Devia ter colocado uma faixa na frente, pois tudo aceso e aberto parece que já estão funcionando"... Ele tentou ser agradável, mas foi é muito sem graça e informou que a casa abriria na semana seguinte.

    Nisso, passou-se um mês e então, fomos lá ver qual era da Estação Leopoldina.

    O ambiente é bastante agradável, se a seleção musical que passava na Tv não fosse "os piores cabelos da década" e sim um tango, até poderia me imaginar em algum recanto aconchegante perto de Puerto Madero.

    O atendimento é prestativo, mas ainda confuso, notamos que um garçom não sabia o nome do outro, mas nada que comprometesse.

    O cardápio é algo como "Pobre Juan", você escolhe as carnes e os acompanhamentos, que servem 2 pessoas. Quase não há opção de porções p/ petiscar tomando uma cervejinha... estávamos com muuuita fome, pedimos uma porção de pão de alho meio decepcionante...

    Quando se fala em pão de alho + churrasco, eu pelo menos, penso nisso -




    Mas veio isso -


    Ah, umas torradinhas de pão francês, torrada demais e com gosto de alho de menos ... e uma porção para 2 que tinha um número impar de fatias!

    Além disso veio o couvert, que ok, é bem  baratinho, mas pelo tamanho deveria ser de graça. Dois diminutos cubinhos de focaccia acompanhada de manteiga mergulhada em balsamico e flor de sal... Gostoso, mas eu teria vergonha de cobrar R$ 3,50/pax por aquela porção.

    Eu pedi um bife de tira "ao ponto mais" e o Di pediu , ao ponto (todas as carnes com 350gr).

    Depois de uma espera de cerca de 20 minutos (tudo bem), chegaram as carnes, lindas, suculentas.

    Meu bife de tira derretia na boca, no ponto exato que eu pedi (ponto +):




    Enquanto isso, o outro prato, que levava o nome (e a responsabilidade de ser um carro chefe, pois é dito como especialidade da casa) do local veio no ponto pedido, em um filé de Ribeye (ou Ojo de Bife) alto, tenro, malpassado do jeito certo, mas um pouco menos marmorizado do que deveria ser, mas não afetou em nada a experiência gastronomica.


    Para acompanhar pedimos mini batatas com coalhada e parillada de legumes. As batatinhas vieram em boa quantidade, a coalhada passou um pouco longe, mas estava bom, já os legumes, estavam deliciosos, mas a quantidade deixou um pouco a desejar... lembre-se, eles dizem que a porção serve 2 pessoas... e mandam apenas uma "arvorezinha" de brocolis ou um pequeno pedaço de batata doce?

    Tirando esses ajustes, posso dizer que estava tudo muito delicioso a um preço não muito exorbitante - cerca de R$ 30,00 cada prato e R$ 15,00 cada acompanhamento.

    Sobremesa, nada de espetacular, ficamos só no espresso que estava razoavelmente tirado.


    Av. Imperatriz Leopoldina, esquina com a R. Dom Miguel, por volta do nº 430 (não achei site)
    B. Nova Petropolis - São Bernardo / SP


    210 Diner: Altos e baixos de um restaurante típicamente italo-francês-brasileiro-afro-americano

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    Havia algum tempo, eu comentava com a Cá que eu queria conhecer um restaurante inaugurado em SP em 2010, pelo conhecido restaurateur (não consigo considerar como um chef um cara que tem mais de um restaurante, de conceitos completamente diferentes e que não é visto na cozinha nunca) Benny Novak, do Ici Bistrô, e seu sócio Renato Ades. O conceito do restaurante: comida típica americana. O que não significa só hamburgueres e batatas fritas, há um pouco mais de cultura na vida gastronômica estadunidense do que estamos acostumados a ouvir.

    No simpático bairro de Higienópolis, lá fomos nós, eu e a Cá, gente diferenciada, com meu possante carro alugado, para conhecer o local, depois de várias tentativas frustradas e hesitação em outras. Nossa primeira surpresa: em uma rua com muitas opções (e todas praticamente cheias, como a Mercearia do Francês, logo na esquina), e em plena hora do almoço de domingo (13h30), o restaurante estava muito tranquilo, podendo dizer até vazio, com menos de metade de suas mesas ocupadas. O ambiente realmente é de um "Diner" americano, com sofás de couro escuro e envelhecido fazendo as vezes de cadeiras, mesas enfileiradas simetricamente e o bar logo na entrada, dá até para se imaginar no Lou's Cafe, de Hill Valley, só faltando um McFly ou um Tannen entrar pela porta. Mas, não é de citações cinéfilas que vive este blog, então vamos ao que interessa: a comida.

    Logo de entrada, pedimos uma iguaria que brilhou no cardápio, piscou para nós várias vezes, implorou para ser pedido para o garçom e não decepcionou: o Bacon de defumação caseira, tenro, duas grandes fatias no ponto certo e muito bem acompanhado de maple syrup e vinagrete de salsa, talvez tenha sido o primeiro ponto alto do almoço. Mas, assim como a topografia das montanhas Rochosas, a dita "culinária americana" ainda nos ofereceria vales e picos. Após solicitar a entrada (que não cansou de piscar no cardápio enquanto não a pedissemos), começamos a vasculhar o (curto) cardápio em busca de nossas refeições; aí veio a segunda surpresa: o prato do dia era spaghetti ao molho de tomate com meio galeto. Quer coisa mais norte-americana? Então o que acha de um bom filet a parmegiana? Ou um chicken schnitzel? Todos eles parecem bem americanos, não?
    Pois é, este foi o primeiro vale da nossa caminhada pela culinária americana paulista: Pratos italianos, pratos com toque alemão e até pratos de cardápio tailandês no menu, e as opções tipicamente americanas vão se esvaindo. Como a proposta era comer algo tipicamente americano, logo uma opção de carne saltou aos meus olhos: um Ribeye. Escolhidos os acompanhamentos (a clássica hash brown e creme de mílho rústico), vi a Cá pedir um Mac & Cheese em estilo Louisiana (com calabresa e levemente picante); ao chegar os pratos, ao mesmo tempo, um vale e um pico: enquanto o Ribeye se provava ser o que eu esperava, um alto filé do centro da costela, marmorizado à perfeição e no ponto certo, acompanhado por um ótimo creme de milho, adocicado e com muitos grãos de milho, o mac & cheese da Cá veio com pouquíssimo queijo e calabresa (mas muito champignon meio disforme), em uma porção relativamente pequena e não muito picante mesmo (alguns pontos era impossível distinguir algum ardume de pimenta no prato). Mas este não foi o grande vale da história.

    Ao pegar o primeiro pedaço das duas bonitas hash browns que acompanharam meu prato, uma surpresa: batatas com gosto de peixe! Sim, peixe! muito provavelmente, a cozinha descuidada fritou as batatas em óleo utilizado anteriormente para peixe, ou utilizou os mesmos utensílios sem higienizar, cruzando os sabores (é possível que outros pratos tenham acontecido o mesmo naquele dia, mas não vimos ninguém reclamar), o que resultou em batatas douradas, lindas, com um aroma de arenque que não as pertencia. Já havíamos notado que o serviço, apesar de atencioso, era muito confuso, e quase 10 minutos depois de ter identificado o problema na hash brown, consegui solicitar a troca do acompanhamento, afinal, eu não pedi um peixe, e sim um belo filé de costela com batatas!


    Junto da troca da hash brown, pedi ao garçom uma água com gás também, que até hoje deve estar me esperando em algum lugar lá. Terminamos de comer e passaram-se 10, 20, 25 minutos e a batata não havia retornado. Nesse meio tempo, tentamos falar com os garçons sobre isso, mas a confusão no serviço se tornava falta de atenção. Até que um deles resolveu nos trazer o cardápio de sobremesas, e já ouviu tudo o que tinha acontecido (falado pela 3a vez para a 3a pessoa diferente), e mandei cancelar a hash brown; Pedimos duas sobremesas, a Cá o clássico devil's food cake e eu o meu preferido cheesecake. Mais uma vez, o vale se tornou um pico: o bolo, enorme, macio, na textura certa, bem acompanhado por uma cobertura morna de chocolate amargo com uma bola de sorvete de creme foi uma ótima opção, enquanto o cheesecake, refrescante por conta de um toque de limão siciliano em seu recheio, fazia sua parte com louvor.


    Na hora da conta, outro vale: além da demora para conseguir pedir a conta, ela veio constando as hash browns canceladas; bola fora da equipe de garçons, corrigida com muita simpatia pelo rapaz que nos trouxe a conta, no que talvez foi o ponto alto do serviço (pena que tanta simpatia só apareceu realmente no final do almoço). A salgada conta apresentada não era nenhum absurdo, contando entrada e sobremesas, mas, se você pensa em gastar pouco com culinária americana, a melhor opção hoje em dia é o Burger King, visto que nem o KFC é barato. Da experiência no 210 Diner, ficam os vales marcados com mais intensidade que os picos, e a vontade de aprender a defumar carne para conseguir fazer um bacon daqueles... Ah, o bacon.....

    D.