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Gordo Lanches - Pura Gordice

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Uma bela noite, daquelas frias, convidativas para uma sopinha ou um fondue, tive eu uma vontade louca de comer cachorro quente!


Nós adoramos fazer "hót dóg" em casa, super caprichamos, com direito a vinagrete caseiro, cheddar com alho, cebola caramelizada no shoyu, cubinhos de bacon crocantes, mostarda alemã, batatinha palha fininha, etc, etc, etc... mas, neste dia, enfim, não ia dar para fazer em casa.

E, comer cachorro quente nessas lanchonetes metidas a besta não dá.... é pedir p/ pagar R$ 18,00 num pão seco, uma (como diria meu pai) salCHicha esturricada com umas 3 fatias de muçarela derretidas por cima... desanimo...

E o Di, sempre ele, então achou o local para matar qualquer vontade do verdadeiro Dogão as 21h! Gordo Lanches - 

O local é simpléééérrimo, mas, limpinho e honesto, o cardápio tem 2 páginas, uma com porçoes e lanches e outra com bebidas e nada mais. Os lanches são basicamente o hamburguer e suas variações (com bacon, sem bacon, grande, pequeno), lanche de calabresa e o cachorro quente. Como porções, temos as fritas também com algumas varições, coxinhas, bolinhas de queijo etc. 

O preço, hiperbacana para o serviço e produto; e sim, mata qualquer vontade daquele dogão de towner prensado!


Porção de Fritas com cheddar e bacon: R$ 15,00 - o queijo muito "food service", pode melhorar
Hot dog: R$ 8,00 - completo, c/ creme de cebola, ervilha, milho, maio, batata palha, etc - prensado, delicia!

 Hamburguer, não pedimos, mas vimos, é fiel à foto




Mais que um pão com ovo

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Quando o Di tem que viajar a trabalho, fico com uma preguiiiiiça de cozinhar somente para mim... muitas vezes apelo para o macarrão instantâneo, pedaços de pizza congelados e o tal pão com ovo.


Podem falar o que for, mas que um pãozinho com ovo é gostoso, aaahhh... isso é! Mas, um pão com ovo, não precisa ser somente "um pão com ovo", você pode levar criatividade, novos sabores e até um certo "glamour" para sua gastronomia, digamos, não tão refinada.

Aqui vai uma sugestão, acabei de fazer, super prático, gostoso... um "egg in a basket" revisitado:

- duas fatias de pão de forma
- 1 ovo
- queijo a gosto
- carne a gosto - já pronta (carne moida, frango desfiado... eu usei atum enlatado com molho de tomate)
- margarina/manteiga
- temperos a gosto


Deixe o forno pré aquecendo.
Unte levemente a forma com manteiga ou margarina, coloque uma fatia de pão de forma e recheie com a carne e queijo (usei atum enlatado com molho de tomate e lascas de gorgonzola, também coloquei manjericão fresco).


Coloque por cima a outra fatia de pão de forma com um circulo recortado em seu centro.


Quebre um ovo em uma tigelinha a parte e coloque com cuidado na parte central, onde está o buraco no pão de forma.


Tempere o ovo com um pouco de sal, coloque mais um pouco de queijo por cima e leve ao forno. Cerca de 20min em 180oC, ou até o ovo ficar cozido. Não deixe o forno muito quente para não queimar o pão e o ovo ficar cru.


Pronto! Agora é só se deliciar com seu pãozinho com ovo!

Bom apetite!

Hamburguer do Seu Oswaldo e o Avatar

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Você já deve ter assistido Avatar, não? Aquele filme dos Na'vi, humanoides azuis gigantes (que parecem um cruzamento de ThunderCats com Smurfs), que veneram uma árvore e vivem em um ecossistema que foi ameaçado pela ambição humana? Ok, então você vai entender bem o que vou falar adiante.


Antes de se perguntar porque falar de cinema em um blog de gastronomia, ou o que um boteco/lanchonete na R. Bom Pastor, no meio do bairro do Ipiranga (de onde ouviram um brado baixinho, mas retumbante, de um imperador com problemas intestinais), tem a ver com isso? Tudo!


Sabe quando todo mundo, imprensa, internet, povo, fala muito bem de uma coisa, você vai conhecê-la e tem uma enorme decepção, pois não é nem um décimo do que falam? Assim foi minha primeira (única, e espero que última) sessão de Avatar. E é assim que percebi o famoso Hambúrguer do Seu Oswaldo, lanchonete tradicional de SP com lanches que causam burburinho para todo lado. Acho que tenho um determinado conhecimento para falar de junkie food em geral, especialmente de hamburgueres. Também não sou do tipo de pessoa que precisa de luxo, pompa e tudo o mais para gostar de um lugar (o saudoso Madame Tussaud, o Toninho & Freitas e até o Madalena são provas disso); acredito que o grande motivo de você ir a um restaurante é a experiência gastronômica. É claro que fica muito legal quando você vê um prato bem apresentado, com ingredientes finos e toda aquela frescura em torno de você. Mas tem horas que nada é melhor que aquele cachorro quente daquele trailer de frente de uma faculdade, ou aquele pão na chapa de padaria.


E partindo disso, sem pensar em qualquer outra coisa que não seja o lanche que vai chegar à minha frente em pouco tempo, que começo a falar do Seu Oswaldo. Um tradicional reduto do Ipiranga, ampliado e reformado em 2008 (após o falecimento de seu proprietário), a lanchonete tem algumas peculiaridades interessantes: não aceita cartões, não tem telefone para contato, não serve porções de batatas fritas, tem "refresco" (solúvel) e suco de laranja (natural) e comete uma heresia no que é seu ponto mais famoso: todo hamburguer vem acompanhado de molho de tomate. Aí vem minha pergunta: você pega um prato de spaghetti à bolognesa e joga maionese, mostarda e um pouco de picles por cima? Ou, na hora de uma pizza, troca o molho da massa por batatas fritas? (que me desculpe o povo gaúcho, mas pizza com batatas fritas não dá!). Então deixe meu hamburguer em paz sem o molho de tomate! Cada qual no seu lugar, cada um no seu quadrado!


Em uma incursão pouco comum (pois não estava acompanhado da Cá, e sim do meu pai, pois foi idéia dele conhecermos o lugar em um dia após uma reunião lá perto, além de já ser bem tarde para almoçar em qualquer restaurante), lá fomos nós conhecer o lanche criado e difundido por uma pessoa com cara de poucos amigos (a foto do Seu Oswaldo na lanchonete mostra que ele era bem ranzinza), e fomos atendidos prontamente pelo Manoel, funcionário mais antigo da casa (com mais de 13 anos de lanchonete); Atencioso, anotou o pedido atrás do balcão e mandou imediatamente para o chapeiro, que depois de alguns minutos parado, pensando na vida, resolveu fazer nossos lanches. A minha escolha, um cheese-bacon com maionese sem molho de tomate, já começou torta: o lanche chegou com molho. A primeira reação do garçom foi levar de volta, corretamente, e o chapeiro parou para pensar no que fazer com o lanche. Ele cogitou tentar tirar o molho do lanche e servir novamente (e foi repreendido pelo Manoel), mas desistiu da ideia e fez um lanche novo.



Antes de falar dos defeitos, vamos elogiar as qualidades: é um lanche saboroso, honesto (o que você vê em fotos é exatamente o que eles fazem) e não muito caro (custa em torno de R$ 10,00. Mas, como já falei que vou citar os defeitos, vamos lá: o lanche é pequeno (não vi ninguém comer menos de dois lanches lá, e olhe que havia de tudo lá: pessoas de todos os gêneros, tamanhos, apetites e etc...), o que torna a incursão cara (afinal, você acaba gastando mais de 10 reais para comer mais de um lanche... o que seria resolvido se eles deixassem a teimosia de lado e servissem porções diversas de entrada); a forma de cálculo deles para adicionais nos lanches (você tem no cardápio, por exemplo, o cheese bacon, mas não tem um cheese bacon maionese, muito menos o valor para adicionar maionese; isto os garçons calculam de cabeça sem explicar para você - a não ser que questionados, como eu fiz) e o grande defeito: o molho de tomate. Por mais delicioso que seja, por mais gosto que dê ao lanche, é uma tremenda heresia; um ou outro lanche (como essas hamburguerias "premium" costumam fazer - e até o McDonalds já entrou nessa em lanches de série limitada), tudo bem, mas todos? Isso não se faz, seu Oswaldo!


No fim das contas, o hamburguer do Seu Oswaldo não é um lugar ruim, definitivamente, mas a expectativa se torna muito grande pela reputação, e isso estraga toda a experiência de ir lá. Não é um local que pode ser considerado um verdadeiro ponto turístico gastronômico de SP (mais uma vez: não pelo visual ou pelo ambiente; o Estadão pode ser considerado um ponto desse tipo, e tem o ambiente muito mais “boteco” que o seu Oswaldo). Minha sugestão: se estiver com vontade de comer um hamburguer naquela região, vá ao Zezinho ou para o A Chapa. É garantia de três coisas essenciais: batatas fritas, lanches maiores e, o principal: SEM MOLHO DE TOMATE. O hamburguer tem de ter seu sabor pela própria combinação carne-pão... E o resto é acessório. O Seu Oswaldo pode ter criado uma ótima receita de molho, mas pecou ao criar a dependência de seu lanche a isso. E Kìyevame para vocês!

D.

(o crédito das fotos é do hamburguer perfeito e do xfanaticos.com.br)

Sanduicheria Petrópolis - suculento hamburguer de... salmão?!

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Um dia desses uma amiga do Di postou “i´matsanduicheria Petrópolis”... mas que raio de lugar é esse?

Em se tratar de sanduicheria o Di está sempre antenado nas novidades. 2 minutos de pesquisa no Google e lá fomos nós “At sanduicheria Petrópolis”.

Este bairro de São Bernardo não tem nada de boêmio, mas aquele trecho acolhe alguns bares, restaurantes estranhos e agora a tal sanduicheria.

De fachada um pouco escondida e uma porta nada ampla, se entra na sanduicheria de logo tradicional dos anos 50. Porém o ambiente não tem nada de tradicional que se lembre uma hamburgueria. Cadeiras (pesadas) e mesas de madeira se distribuem pelo ambiente, não deixa de ser agradável, mas parece mais como um restaurante daqueles bem simples.



Ponto negativo é o Dvd que fica rolando na Tv... em nossas duas visitas o som estava em altura desconfortável e o gosto do Dvd duvidoso...

O atendimento é bastante gentil. Veja bem, gentil, não atencioso. Mesmo com a casa vazia as vezes era difícil chamar um garçom que acabava por se entreter em conversas na mesa de algum conhecido habituée.

Na primeira vez, pedi um dos mini lanches. Juro honestamente que não me lembro qual deles pedi. Alias, o cardápio não é muito extenso, mas digo que é na medida. Porém o tal do mini lanche é realmente mini, você fica um pouco chateado quando ele chega na mesa.

Já o Di pediu o hambúrguer de salmão, segundo ele: “Muito bem temperado e montado, um dos melhores hambúrgueres de peixe que já comi” - servido com cream cheese com limão siciliano (o limão passou meio longe), e ervas, shimeji e maionese, o lanche se mostrou correto, com as guarnições não fazendo jus ao saboroso salmão.

Na segunda vez, fugimos um pouco do tema: pedi uma salada acompanhada do Recheado Crocante. Um filé de frango empanado, recheado com catupiry, delicioso que só! (Também servido em versão sanduíche). A salada, muito bem servida e fresca. Dessa vez o Di pediu o sanduíche do GIJO, um lanche feito no pão francês, com provolone, vinagrete, maionese e a famosíssima linguiça calabresa de lombo do Gijo, casa na vila Mariana em SP que tem a auto-considerada melhor calabresa do mundo. Um lanche possível de ser feito em casa, de forma mais barata e mais ao seu gosto, mas não deixa de ser uma boa opção para um dia de preguiça de cozinhar.

Para nós, o ápice das duas visitas foi a generosa porção de fritas com cheddar e bacon. Diferentemente de outras lanchonetes que utilizam uma pasta, o cheddar é ralado por cima das fritas crocantes e quentinhas o que lhe confere um sabor todo especial. Nunca pedimos as onionrings, mas a porção também é superbonita.

Achamos o preço caro, não por não ser um local de qualidade, mas, por não ter os tais valores agregados, por exemplo, não é um local tão convidativo para se papear horas e horas.

Em nenhuma das visitas pedimos sobremesa e atente para os sucos naturais, um pouco aguados.

Em resumo, vale sim a visita, mas que seja despretensiosa e no meio da semana. De final de semana, se a opção for “sanduíche no ABC”, vá de The Burger Map

http://www.sanduicheriapetropolis.com.br/


Ps. Fotos by http://www.colheradacultural.com.br

Lanchonete da Cidade

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postado originalmente em 22/02/10)

Já não é a primeira vez que fomos na lanchonete da cidade, e este lugarzinho merece algumas considerações.

O ambiente: Tanto faz se você esta no shopping Cidade Jardim, em Moema ou em algum dos outros endereços, você vai encontrar a mesma parede em tons de amarelo e azul claro, cheia de bolinhas, com lustres coloridos e algum motivo retro, como dita a moda de lanchonetes moderninas. Mesinhas nos cantos com sofazinhos também fazem parte do ambiente, compondo com uma área de espera no balcão, rodeado por banquetas altas. Ou seja, nada de muito incrementado, mas, com carinha de lanchonete de bairro.

Atendimento: Mesmo indo uma das vezes na unidade Moema, que estava bem cheia, o atendimento foi eficaz, tem um quê de cordialidade “blockbuster”, do garçom se apresentar pelo nome e tal, mas, não chega a ser uma excelência em atendimento. Digamos que é um atendimento que não deixa o cliente passar nervoso.

Batatas: as batatinhas fritas são feitas com dentes de alho e ramos de alecrim. Ela pode vir na versão tradicional ou rústica (rodelas com alguns milímetros de espessura fritas com casca). Para mim que adoro alecrim e alho, o gostinho das batatas é maravilhoso, alem do dente de alho vir tão macio que pode ser passado como pasta nas batatas. Porém, de uma para outra, de um pedido para outro, houve variação de sabor e até mesmo no tamanho da porção.

Lanches: Já provei o Mooca (hambúrguer a milanesa, mussarela de búfala, rucula, tomate, berinjela e abobrinha grelhadas e manjericão) e o Supimpa (hambúrguer com cebola, bacon e queijo). O primeiro estava muito, muito bom, porém o segundo estava bem seco, o hambúrguer meio passado demais e a sequência dos ingredientes, na minha opinião, meio falha… a cada mordida a cebola escorregava para fora do lanche e o queijo, somente em cima da carne, não umedecia o pão e nem unia os ingredientes. Já o Di comeu o clássico Amarelinho (Ovo frito na manteiga aviação, queijo palmira derretido, tomate caqui, pimenta do reino e orégano). Este lanche teve exatamente o mesmo problema… estava seco. A combinação é bem gostosa, mas nada que não possa ser reproduzido de maneira até mais brilhante, em casa.

Considerações: é um ambiente agradável, preço razoável e cardápio a contento, porem, senti falta daquele saborzinho de lanche que a gente não consegue reproduzir em casa, sabe?! Pois é esse tal “saborzinho” que nos faz querer voltar sempre…