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Rosa's churrascaria

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Existem lugares que são considerados verdadeiros patrimônios gastronômicos de sua cidade. Podemos dizer isso, sem pensar muito, de lugares como o bar Estadão em SP, a rota do frango com polenta em SBC, o Pastel do Trevo em Bertioga, entre tantos outros. Mas existem também os restaurantes que se consideram parte desse grupo, e mesmo que cheguem muito próximos do título, pela tradição e longevidade, não o merecem: o Rosa's churrascaria, desde 1964 em Santo André, participa deste último.
Antes que você, que conhece o restaurante, comece a pensar besteira, vamos aos fatos: um restaurante que vive lotado, com filas de mais de 1h de espera diariamente, a fama de ter uma das melhores saladas do ABC (a tradicional salada Santa Felicidade), um churrasco impecável e um renomado filé a Parmegiana, deveria ser, no mínimo, ovacionado, mas não é o que ocorreu na nossa última visita, há duas semanas. Para começar, a espera. Com uma grande reforma, que ampliou o salão consideravelmente, o Rosa's poderia ter pensado mais no conforto de que aguarda a sua mesa, tempo este que passa dos 40 minutos diariamente. Além de um espaço mal planejado, bolsas e mochilas ocupam o espaço de espera no qual idosos e gestantes poderiam sentar, e apesar disso ser culpa da falta de educação das pessoas, a equipe do restaurante poderia orientar o público a não deixar objetos nos bancos.

O local de espera, pois o resto estava lotado
(créditos: divulgação)
Depois de 50 minutos de espera, enfim conseguimos uma mesa, e começamos a pensar em nosso pedido. Inusitadamente, o prato mais famoso da Rosa´s Churrascaria é uma salada! A Santa Felicidade (é um sacrilégio usar este nome, mas deixemos isso de lado), é uma salada de escarola com torresmo e vinho. Pedimos meia porção (que é suficiente para duas pessoas tranquilamente), como entrada, e nossas bebidas (a tradicional limonada e um refrigerante). O atendimento, absurdamente lento e despreparado, demorou muito para pegar nosso pedido de bebidas e da salada, que chegaram prontamente após o pedido. Para pratos principais, depois de muito rodarmos em cima de um cardápio pequeno (mas que serve, na maior parte das opçoes, 2 pessoas), escolhemos o conhecidíssimo filet à Parmegiana (meia porção) e 1/2 frango ao queijo. A partir desse momento, começa nosso calvário no restaurante.
A famosa salada de Escarola (créditos: divulgação)
Parmegiana (Créditos: divulgação)
Exatamente do momento do pedido dos pratos até a chegada deles, se passou 1 hora. foram 60 minutos em que vimos pessoas chegarem, serem atendidas, comerem, saírem; mesas que foram preenchidas depois da nossa serem atendidas mais prontamente e receberem os pratos antes, garçons que simplesmente não olhavam na nossa cara ou desviavam a atenção quando chamávamos, e nossa impaciência só aumentava. Quando decidimos por cancelar os pratos e pedir a conta para irmos embora, revoltados, eis que os pratos chegam. Jogados de qualquer maneira na mesa, estavam em tamanhos bem servidos, mas, para a Cá, o filet à parmegiana (que eu não como, por causa do molho de tomate) não estava nada mais do que OK, (até o mesmo prato na padaria Cidade da Criança, em São Bernardo, atraiu mais elogios). O frango ao queijo estava no ponto certo, suculento e coberto por uma camada fina e crocante de parmesão. Ao terminarmos de comer, mais um problema com os garçons: a demora ao trazer a conta e para pagarmos (visto que a máquina leitora de cartões nunca chegava, até porque antes de descobrir o caminho para a nossa mesa, passava por todas as mesas que haviam solicitado a conta depois da nossa); resultado: mais de 150 reais de conta por algo que não valeria 100.
1/2 frango ao queijo (créditos: divulgação)
Locais que são considerados patrimônio gastronômico de uma cidade não precisam se impor como tal, e é o que o Rosa´s faz (deixando claro isso em todos os cantos, desde o muro em frente ao restaurante até dentro do cardápio), e desnecessariamente. Quem deseja um reconhecimento destes o atinge por méritos, e não na marra (veja o caso do São Judas Tadeu, na rota do Frango do Polenta de SBC, por exemplo, que traz gente do Brasil todo para conhecer o restaurante, ou o Madalosso, em Santa Felicidade, Curitiba), e, por mais que o Rosa´s seja tradicional e possa ter sido um dos melhores restaurantes do ABC em um determinado tempo, já passou a época dele. Mesmo assim, atrai muitos visitantes que, nem sempre são bem atendidos, como foi o nosso caso. Nossa dica? Com muito menos você pode comer muito melhor em vários outros restaurantes da região, sem precisar se deslocar até o Rosa´s (que é tão distante para quem mora em outras cidades do ABC como ir para São Paulo). Por mais que a tradicional cozinha da churrascaria (que, novamente, tem como prato mais conhecido uma salada!) o atraia para visitá-lo, tente fugir da tentação: pode ser que você seja tão mal atendido como nós fomos, ou até pior. Fuja da tradição imposta e vá para a tradição espontânea.

Lirio Restaurante - Descoberta sem preconceito!

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Sei que andamos sumidos, mas além da correria de fim de ano, infelizmente tivemos alguns contratempos que nos tiraram dos eixos...

Mas, ano novo, vida nova, ou, pelo menos uma tentativa de vida nova, e este blog não poderia ficar abandonado...

Em casa, um novo levain tenta crescer, mas esse clima umido e frio não colabora muito... 20 dias e o "bichinho" ainda não rendeu um bolo. rs

Depois de muuuuuuuito tempo, lembramos e voltamos à um lugarzinho desses que se descobre por indicação, totalmente sem querer: Lirio Restaurante, então, anote aí no seu caderninho essa dica.


O Lirio Restaurante (uia, tem site! www.liriorestaurante.com.br ) é desses lugares que você só chega se indicado e só entra sem preconceito. Fica no Riacho Grande / S.B.Campo, é bem apertadinho, conta com poucas mesas e a churrasqueira de bafo fica dentro do recinto... Falado tudo isso, já sabe, chegue cedo; meio dia e quinze já é o horário limite para chegar, encontrar uma mesa e comer bem. 


Nunca pedimos nada do cardápio que não fosse o rodizio de cupim e costela no bafo, mas já vimos em outras mesas, belos pratos, como o bife à parmegiana, por exemplo.




O rodizio de cupim e costela no bafo é exatamente o que o nome diz... essas duas carnes vem direto da churrasqueira para a sua mesa numa travessinha, sem frescura; junto a isso, salada de alface e tomate, uma generosa porção de arroz branco, feijão e um delicioso feijão tropeiro, cheio de linguiça e torresminho crocante!!!



A carne? Tanto a costela quanto o cupim desmancham na boca, podendo ser cortados somente com o garfo de tão macios... uma textura, que acreditem, não encontramos na maioria das churrascarias que costumamos frequentar!

Ah, vc quer mais carne? Basta pedir sem nenhum custo adicional, e lá vem mais uma bandejinha cheia das duas carnes, ou só cupim, ou só costela, como preferir.



Por que chegar cedo? 
Porque acreditem, lota. Lota de formar uma longa fila de espera... Ali pelas 13hr a carne começa a acabar da churrasqueira de bafo e as peças que saem, já não estão mais tão macias.

O rodizio custa R$ 20,00/pax (!!!) e come-se muito bem!

Vale a pena, vale a "viagem", vale a descoberta!


Lirio Restaurante
Rua D´ Angelo Caputo, 54 SBC - SP - 4101-6802

Bos BBQ - Um pedaço (bem pequeno) do Texas em São Paulo

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Uma das culinárias mais desprezadas por pessoas que efetivamente gostam de gastronomia é a norte-americana. Muita gente acredita que uma refeição, para o povo lá das terras do Tio Sam, é basicamente hamburguer, batatas fritas e, no máximo um cachorro quente. Não poderiam estar mais enganados. Pela extensão continental do país, os Estados Unidos, assim como o Brasil, tem muitas variações gastronômicas de acordo com cada região (por exemplo, a cozinha cajun, a culinária indígena, entre tantas outras), e talvez uma das mais conhecidas seja a sulista.


Além da famosa versão própria da culinária mexicana, o Tex-Mex, o sul dos EUA tem também uma forma muito particular de fazer os famosos barbecue: o chamado Churrasco Texano. Assim como o Chimichurri na Argentina, se você perguntar para dez pessoas desse estado como fazer um churrasco perfeito, você vai ter dez maneiras de prepará-lo, mas uma característica é comum a todos: carnes assando e defumando por horas e horas dentro de uma churrasqueira chamada de Barbecue Pit. Entre modelos de tijolos, aço e até buracos na terra, os texanos deixam seus cortes de carne, especialmente de porco, por horas a fio em baixa temperatura, garantindo assim um assado tenro e suculento. Mas, para experimentar tais iguarias, você teria de ir ao Texas, certo? Não mais, pois temos em São Paulo uma churrascaria texana: a BOS BBQ.

Um exemplo de Barbecue Pit
Com uma barbecue pit desenvolvida e importada especialmente para a casa (que eles não autorizam ninguém a conhecer), a BOS tem em seu cardápio pratos típicos de um churrasco texano, agregados ao gosto brasileiro: só em um lugar desse você pode imaginar uma costela de porco no pit acompanhada de cole slaw e feijão, por exemplo. Em nossa incursão, junto com nosso casal de amigos que volta e meia nos acompanha nestas expedições gastronômicas  uma surpresa agradável: a mesa, que estava reservada para às 20h00 (e chegamos por volta das 20h30), ainda estava disponível; um ótimo começo.

Na entrada, saquinhos de amendoim com casca (que me lembraram a balsa Santos-Guarujá) são oferecidos como cortesia para os clientes, assim como "água filtrada". 

Atendidos pela divertida garçonete Meg, que nos trouxe o cardápio simples e funcional - duas páginas, frente e verso - fomos informados que "talvez não houvessem mais costelinhas", que pediríamos para entradas, pois há a limitação de quantidade da iguaria devido ao tamanho do Pit. Enquanto escolhíamos os pratos principais, ela foi verificar a disponibilidade da costelinha e…. surpresa número 2: ainda existia a entrada (que, ao meu ver, deveria ser identificada no cardápio como algo em quantidade diária limitada). Pedimos os pratos e bebidas. Aí vem a surpresa número 3: a desagradável. A mesma atendente nos informa que, graças a um problema na fritadeira, não haviam batatas fritas... Por um lado, perdoável, pois eles estavam cuidando da imagem do produto deles, certificando-se que não haveriam porções de batatas encharcadas ou cruas, mas por outro…. Uma casa que acabou de abrir, com um investimento pesado, sobreviver com uma fritadeira só? Não nos agradou nem um pouco… no fim das contas, acabamos pedindo nossos pratos acompanhados de Cole Slaw, salada e feijões (sim, feijões.. opção da Cá);

Pedimos o tradicional Pulled Pork, um sanduíche de carne de porco desfiada depois de assada por horas a fio no Pit. Além dos lanches, também veio a Picanha Barbecue (assada no Pit também). Pouco antes dos pratos chegarem, a boa notícia: a fritadeira voltou a funcionar! Fritas para todos! E assim partimos para a segunda rodada (após a tenra e bem assada costelinha de porco de entrada) mais felizes.

Algo no local merece um capítulo a parte: Os molhos feitos especialmente para a casa. Com 3 variações de molhos Barbecue (chamados de Espresso – a base de café -, Honey – com mel -, Bos – levemente picante, um barbecue tradicional ), e o ótimo molho de pimenta Refresco – a base de Habanero fresca defumada por horas no Pit, os molhos fazem da visita ao Bos BBQ uma experiência bem mais agradável, independente da qualidade do resto.
As estrelas da casa: o Pulled Pork, a Picanha no Pit,
os molhos exclusivos e a costelinha em versão
entrada, com fritas (fotos: divulgação)

Mas, voltando aos pratos principais, o Pulled Pork veio com a carne macia, bem temperada e regada do molho clássico barbecue, bem ao estilo americano… exceto pelo tamanho! (Pois os originais americanos são muito maiores, a ponto do recheio mal caber dentro do pão), e a picanha, em ótimo tamanho e no ponto certo que foi pedida, deixava um pouco a desejar por não ser uma combinação tão boa assada no Pit como outras carnes. Em qualquer churrascaria de boa qualidade você encontraria picanhas tão boas ou melhores – até fazendo em casa. As lendárias batatas rústicas (lendárias porque quase não chegaram e virariam lenda mesmo) vieram no ponto certo, crocantes por fora e macias por dentro, e a Cole Slaw não comprometeu, bem montada e temperada, ao estilo texano.

Para finalizar, sobremesas: a famosa Key Lime Pie, torta de limão que é citada em 10 de 10 resenhas sobre o restaurante na internet, e a torta de chocolate da Dona Lynette (mãe de um dos sócios do Bos): ambas apenas corretas, e nada além disso. A Key Lime Pie decepcionou pela expectativa gerada antes da chegada da torta (pois existem tortas de limão infinitamente melhores nas confeitarias ao lado da sua casa, é só procurar!), enquanto a torta da Lynette não surtiu o efeito de felicidade em chocólatras assumidos.

Falando um pouco do ambiente, o Bos tem um visual bem despojado e intimista, parecendo restaurantes conhecidos como “neighborhood grill” (se você já foi em um Applebee´s, deve ter lido este termo já), locais relativamente pequenos, com iluminação baixa e amarela, vários enfeites de lugares diferentes do mundo (no caso, dos EUA), para dar a impressão de realmente ser um quintal onde as pessoas se encontram para fazer algum tipo de churrasco.
Fotos: divulgação

É uma pena que a administração do Bos não autorize os clientes a conhecerem o Pit deles, provavelmente com medo de copiarem a idéia (que é um temor relativamente idiota, pois você consegue projetar qualquer tipo de Pit só com informações da internet… e outra: onde está o respeito à lei 11.617, de 13/07/1994, onde se diz: “visite nossa cozinha”?), mas no geral, é uma experiência interessante para ir uma vez, e talvez uma única vez mesmo. O atendimento talvez seja a parte mais animadora do restaurante, pela simpatia e presteza da equipe, mas o cardápio ainda deixa a desejar. Existem muitas outras receitas tradicionais da culinária sulista norte-americana feitas no Pit que, ter desenvolvido uma peça dessas exclusivamente para o restaurante e fazer somente o Pulled Pork e a costela de porco vira um enorme pecado… quer uma idéia? Dê uma olhada em www.bbqpitboys.com e veja as possibilidades de cozimento nessa interessante churrasqueira, e tente adaptar ao nosso universo (churrasqueira, forno, etc…); garanto que você não vai se arrepender. 

D.

Estação Leopoldina Parrilla

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Eu e o Di sempre temos algum porque em passar pelo B. Nova Petropolis aqui em S.B.Campo, seja para ir na casa de uma amiga, seja para cortar caminho até a casa dele, ir até a escola que eu estava fazendo dança, ir a uma padaria que gostamos, enfim... É um bairro que usualmente frequentamos.

No Carnaval e numa empreitada de "o que comer a essa hora?" fomos ao bairro que tem várias lanchonetes e barzinhos para vermos, o que rolava de novo, numa determinada esquina... estacionamos, e entramos no Estação Leopoldina.

Alguns homens sentados conversando, ficamos meio perdidos até que um deles "ainda nao inauguramos"... eu com meu tipico mau humor de fome já soltei um "Devia ter colocado uma faixa na frente, pois tudo aceso e aberto parece que já estão funcionando"... Ele tentou ser agradável, mas foi é muito sem graça e informou que a casa abriria na semana seguinte.

Nisso, passou-se um mês e então, fomos lá ver qual era da Estação Leopoldina.

O ambiente é bastante agradável, se a seleção musical que passava na Tv não fosse "os piores cabelos da década" e sim um tango, até poderia me imaginar em algum recanto aconchegante perto de Puerto Madero.

O atendimento é prestativo, mas ainda confuso, notamos que um garçom não sabia o nome do outro, mas nada que comprometesse.

O cardápio é algo como "Pobre Juan", você escolhe as carnes e os acompanhamentos, que servem 2 pessoas. Quase não há opção de porções p/ petiscar tomando uma cervejinha... estávamos com muuuita fome, pedimos uma porção de pão de alho meio decepcionante...

Quando se fala em pão de alho + churrasco, eu pelo menos, penso nisso -




Mas veio isso -


Ah, umas torradinhas de pão francês, torrada demais e com gosto de alho de menos ... e uma porção para 2 que tinha um número impar de fatias!

Além disso veio o couvert, que ok, é bem  baratinho, mas pelo tamanho deveria ser de graça. Dois diminutos cubinhos de focaccia acompanhada de manteiga mergulhada em balsamico e flor de sal... Gostoso, mas eu teria vergonha de cobrar R$ 3,50/pax por aquela porção.

Eu pedi um bife de tira "ao ponto mais" e o Di pediu , ao ponto (todas as carnes com 350gr).

Depois de uma espera de cerca de 20 minutos (tudo bem), chegaram as carnes, lindas, suculentas.

Meu bife de tira derretia na boca, no ponto exato que eu pedi (ponto +):




Enquanto isso, o outro prato, que levava o nome (e a responsabilidade de ser um carro chefe, pois é dito como especialidade da casa) do local veio no ponto pedido, em um filé de Ribeye (ou Ojo de Bife) alto, tenro, malpassado do jeito certo, mas um pouco menos marmorizado do que deveria ser, mas não afetou em nada a experiência gastronomica.


Para acompanhar pedimos mini batatas com coalhada e parillada de legumes. As batatinhas vieram em boa quantidade, a coalhada passou um pouco longe, mas estava bom, já os legumes, estavam deliciosos, mas a quantidade deixou um pouco a desejar... lembre-se, eles dizem que a porção serve 2 pessoas... e mandam apenas uma "arvorezinha" de brocolis ou um pequeno pedaço de batata doce?

Tirando esses ajustes, posso dizer que estava tudo muito delicioso a um preço não muito exorbitante - cerca de R$ 30,00 cada prato e R$ 15,00 cada acompanhamento.

Sobremesa, nada de espetacular, ficamos só no espresso que estava razoavelmente tirado.


Av. Imperatriz Leopoldina, esquina com a R. Dom Miguel, por volta do nº 430 (não achei site)
B. Nova Petropolis - São Bernardo / SP


Entrecôte de quem???

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Eu ainda estou num ritmo meio frenetico, me adaptando à nova vida de morar sozinha, saindo cedo de casa e voltando, nao tão tarde assim, mas tendo na cabeça uma lista de coisas domesticas a fazer. Além disso, a conexão 3G da Claro tem me oferecido experiencias quase emotivas, fazendo me lembrar daquele velho modem que rangia como um gato sendo torcido dentro da cpu para conectar a uma linha discada, ou seja, impossivel tentar sequer abrir a pagina do blog para postar alguma coisa... a lentidão desanima...

Então peço desculpas aos meus poucos e bons leitores pela demora na atualização do blog, mas na medida do possivel vou tirar o atraso.

Hoje vou falar de um daqueles dias que meu desejo era simplesmente chegar em casa, colocar o pijama e deitar... mas, de uma maneira bem curiosa (dando sumiço no meu pijama) o Di me convenceu a sair para jantar.

A principio, eu não sabia aonde estavamos indo, mas depois de uns 40 minutos estacionamos na frente do tão falado “L´Entrecote* de ma tante”.

Como era um dia de semana e relativamente cedo (era nossa segunda tentativa de ir lá), entramos rapidamente e logo fomos acomodados em uma mesa. O meitre logo nos atendeu com uma pergunta que soou como um inquerito: “Já conhecem o esquema da casa?”... a resposta foi “sim”, pois já tinhamos lido muito sobre o local, mas achei que ele poderia ter sido mais cordial, mas sem o exagero do Applebee´s (rs).

Recebemos a carta de vinho, que, “para variar” não oferecia opções de meia garrafa ou taça, mesmo, constando para venda e como o Di não bebe... uma garrafa seria um exagero. E mais uma vez fiquei sem vinho, pois só fomos saber das outras opções bem depois. Mas ao ver a mesa ao lado, percebi que não valia a pena pedir taça de vinho lá, eles servem o tinto em uma taça “iso” que é uma taça pequena, usada somente para degustação, não servem o vinho comprado em taça, em uma taça regular de tinto.

Perguntei que sucos eles tinham, pois também nao havia no cardapio e a resposta foi “laranja e limão”. Eu não achei que eles levavam a padronização tão a serio! Ao mesmo tempo o garçon perguntou em que ponto queriamos a carne, para mim, sempre bem passada e para o Di ao ponto. Aí a gente percebe como brasileiro não entende nada de carne, que sempre acha que bem passado é algo entre pneu recauchutado e sola de sapato e que a carne levemente rosada no meio é a mal passada... Enfim, adendos a parte, literalmente, meu suco de laranja estava bem ruinzinho, sem gelo e com um gostinho de artificial, alem de vir naqueles copos altos e esguios, que para tomar até o fim vc termina encaçapando o nariz dentro do copo de tando que tem que entorna-lo.

Chegaram as saladas padrão: folhas (de alface) com um molho (ponto). Só depois fui descobrir que era de mostarda, porque nao senti o gosto.



Voltando a carne, o garçon marca com caneta, no papel que recobre a mesa o estilo da carne que o cliente pediu... do lado do Di letra P de “ponto” e do meu lado “BP” de bem passado. Achei isso meio feio, sei lá, poderiam colar uma etiquetinha na mesa ou simplesmente colocar um cartãozinho sobre ela... Assim que terminamos a salada veio o tal do entrecote* ladeado de fritas. Para mim e para o Di a carne estava espetacular, suculenta e muito macia e as batatas, huuum... bem pequenininhas, davam a impressão de serem cozidas e depois fritas, pois eram bem macias no centro. A parte mais legal das batatas é que uma garçonete incansavel passa inumeras vezes repondo o carboidrato do seu prato.

O MOLHO DA TIA NICOLE – Capitulo 1 a parte:
O tal do molho do entrecote (reposto uma vez nos pratos) é o que tanto atrai o publico ao restaurante. Um molho verde escuro e levemente espesso com 21 ingredientes ultra secretos. Delicioso e instigante, afinal, o que eu estou comendo ali? (imagina se sou alergica a alguma coisa?! Quase um catchup Heinz rs). Só sei dizer que é uma emulsão leve de azeite (como uma maionese rala), pois, não sei ele tinha “desandado” um pouco ou se é assim mesmo, mas o azeite estava claramente se desligando dos demais ingredientes. Também senti um gosto carregado de salvia e alecrim, mas como os ingredientes são secretos, tudo isso pode ser puro delirio da minha cabeça.

A SOBREMESA – Capitulo 2 “A parte”:
Quando for ao L´Entrecote de ma Tante não invente moda, já se entupiu de batata frita, não vá querer economizar na sobremesa e peça logo a Mousse Royal de chocolate. Você vai sentir um pouco de vergonha quando o garçon for lhe servir, já que ele vem carregando uma travessa gigante (não, não é brincadeira) e com aquelas colheres do tipo “colher de arroz grande” lhe serve a mousse ao estilo presidiario, sabe, quando nos filmes eles servem pure de batatas e tem que sacudir a colher para cair a massa espessa? Pois é, é bem isso... e de verdade, não se acanhe, diga para o garçon encher o prato (ele só para de servir qdo vc pede) porque, acredite, você vai sim comer toda aquela montanha de mousse. Gente, eu já comi mousses maravilhosas e vou dizer, o sabor dela até me era familiar, mas a textura, nossa, incrivel... sutil, aerada, leve e cremosa, com pedacinhos de chocolate quase derretidos no meio, geladinha, perfeita. E porque nao se acanhe em encher seu prato? Simples, porque eles fazem vc acreditar na reposição, mas vem a pegadinha do Mallandro e... tchanam.... a sobremesa eles não repõem! (Infelizmente, mas otimo para o ponteiro da balança).



Em suma, espere um preço “ok” pela entrada + prato principal (R$ 47,90/pax), caro nas bebidas, atendimento nem tão bom, nem ruim, carne e molho impecáveis e uma sobremesa de sair rezando.

Aproveite e delicie-se com o legado da titia Nicole!

http://www.bistroentrecote.com.br/

* Entrecote: seria a mais francesa das carnes bovinas, ao pé da letra significa " entre as costelas". O entrecôte é a continuação do contrafilé e é reconhecida a mais suculenta das carnes.

Pobrecito del Juan...

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(postado originalmente em 23/03/10)

Fazia algum tempo que eu e o Di queríamos visitar o “coitadinho” do Pobre Juan, até que surgiu a união da vontade com a oportunidade.

Fomos numa sexta (para variar) até o Pobre Juan do shopping Cidade Jardim, o que venhamos e convenhamos contradiz um pouco com o “pobre” do nome do restaurante…

O Pobre Juan conta com mais dois endereços e se propõe a trazer fielmente em cada um deles a mais tradicional e suculenta carne argentina e de fato o faz.

O ambiente da unidade do shopping Cidade Jardim é bastante aconchegante, tem um numero razoável de mesas diferentes entre si, iluminação mais baixa, uma adega de vinhos bem montada, e algumas teias de aranha em alguns vãos da parede. Sim, é a realidade… a decoração desta unidade usa muitos elementos como painéis de gravetos para disfarçar o teto alto de shopping que, quando não muito bem cuidados podem trazer algumas más surpresas.

O serviço é prestativo no que diz respeito ao couvert, extremamente bem servido e com reposição constante de pãezinhos quentinhos na mesa, mas, para o atendimento de modo geral, eu classifico o serviço apenas como “bom”.

O cardápio é muito variado no quesito que já se esperava, carne, nos demais itens deixa um pouco a desejar, oferecendo apenas uma opção de massa, por exemplo; nele você encontra ainda duas colunas com preços distintos (ambos caros rs): um é o preço feminino e o outro masculino. Achei uma idéia super bacana servir uma porção menor para a mulher (e mesmo assim a porção ainda é grande) e cobrar o preço justo para isso.

Depois de muitos poréns, e modéstia a parte, por eu e o Di sermos bons conhecedores das carnes hermanas bem (e mal) preparadas optamos por um dos únicos pratos que servem duas pessoas, o “Bife Pobre Juan”, acompanhado de cebolla rellena, papas soufle e bananas a milanesa.

As carnes chegaram exatamente no ponto que pedimos, perfeitas, as papas soufle que são um tipo de batatinha chips inflada e oca, poderiam estar mais quentinhas e crocantes, agora, a cebola recheada, huuum, o que era aquilo?! Era uma cebola enorme (estilo Outback) que aparentemente teve algumas de suas camadas retiradas e substituídas por queijo e presunto, assada na parrilla… fica assim, deliciosa!

Bom, depois de tanto pão quentinho no couvert, a carne (que não consegui consumir toda), os acompanhamentos (exageramos), claro que não sobrou espaço nem para pensar na sobremesa. Uma pena, pois dizem que as que contém doce de leite, são elaboradas com o verdadeiro dulce de leche trazido dos pampas.

Fica a dica, boa carne, bom atendimento, cardápio com boas opções, e um garçon com um espanhol terrível… Pobre Juan (que a essa altura, de pobre, já não tem mais nada). – http://www.pobrejuan.com.br

Carne, carne e mais carne!!!

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Como o nome já diz, este é um blog de dicas e criticas gastronomicas, porem sem o compromisso (ou obrigação) de agradar nenhum tipo de estabelecimento. É uma forma livre e mais “próxima da realidade dos simples mortais” de analise de tudo o que envolve o “bom comer”.

Por não saber por onde começar, afinal, lá se foram dois anos de estudo dedicado à arte da cozinha, como gourmet e gourmand (mais outros tantos vida a fora), que tive que pedir ajuda ao meu acompanhante na aventura dos sabores, o Di, meu namorado. Foi então que ele deu uma solução simples e para mim, perfeita: “comece por nossa ultima experiencia”. Sendo assim, começo por nossa aventura mais recente e já traçando um paralelo com outra empreitada gastronomica: CHURRASCARIA.

Ao longo do blog escreverei sobre outras tantas churrascarias, afinal, carnivoros de plantão isso é uma coisa que vez ou outra entra em nosso cardápio, mas, como citado acima, hoje vou me ater a nossa ultima experiencia.

JARDINEIRA GRILL – http://www.jardineiragrill.com.br/

Nem queiram saber porque, mas fomos na Jardineira Grill num domingo, perto das 19hr. Chegamos, o local estava vazio, mas foi enchendo gradativamente ao longo do tempo e, durante este tempo (e todo o resto), foi possivel ser completamente mimada pelos garçons, sempre atenciosos.

Mimada num nivel até meio “constrangedor” para quem não está acostumada/o a ter uma pessoa puxando sua cadeira todas as vezes que se voltava do buffet.

Sua concorrente diretissima, a Fogo de Chão, logo alí, um pouquinho mais a frente na Av. dos Bandeirantes não oferecia nem de longe tanta cortesia. Garçons sempre ocupados demais, até mesmo para anotar pedido de bebidas.

A semelhança entre as duas termina no preço; a Jardineira oferece um ambiente muito mais requintado e atrai pessoas que sabem que não estão comendo na laje. O buffet do Fogo de Chão nem sequer imagina o que se pode encontrar no buffet da Jardineira: aspargos frescos importados, inumeros tipos de queijos de primeira linha, saladas extremamente frescas, carpaccio, defumados de salmão, de hadock… foie gras e ovas de esturjão a vontade, varios tipos de frutos do mar, inclusive um delicioso camarão médio, isso sem contar a variedade de molhos, temperos, azeites e vinagres importados para usar. Aí a gente pensa “putz, muito bom!”.

Em contrapartida, a vizinha oferece um buffet com metade do tamanho. Tem bons queijos e algumas outras frescurinhas também, mas inevitavelmente o mais interessante passa a ser o bacon frito, o tomate cereja, o palmito e talvez, para quem gosta, a comida japonesa.

Na mesa da Jardineira, os garçons repõe incessantemente a cestinha de mini pães franceses e pão de queijo (ressecado e sem gosto).

Enquanto na Fogo de Chão, fui e voltei ao buffet para trocar meu prato enquanto o restante da louça suja fazia pilha na mesa, na Jardineira havia sempre alguem atento a sua ultima garfada para oferecer pratos (e talheres!) limpos.

As carnes, todas que experimentei, derretiam na boca sem esforço, enquanto a concorrente oferecia entre um bom espeto e outro uma carne fria, mal passada ou queimada, além de não ter a variedade de cortes especiais que a Jardineira oferece.

Um topico engraçado a se destacar: na Jardineira, religiosamente todas as carnes, guarnições e afins são oferecidos primeiro para a(s) mulher(es) que estão na mesa e somente depois para a classe masculina. Caso o homem (ou ambos) recusem o que está sendo servido, o garçom pede desculpas e sai cabisbaixo para outra mesa. Sim, eles se desculpam por nao terem acertado o que você queria naquele momento. Rs.

Outra ponto importante é o treinamento que a equipe da Jardineira recebe, foi a primeira vez que fui numa churrascaria onde os garçons não sofriam de nenhum problema de visão e enxergavam (e respeitavam) o famoso “Yes, please / No, thanks”.


Buffet - Jardineira

A Jardineira não é do tipo de lugar que se gasta pouco, mas, faz jus a cada centavo que se deixa por lá. Vale a pena!