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Bistro 558 - A Paris de Santo André

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Um belo sábado desses, acordei, trabalhei, trabalhei, trabalhei e nem tive tempo de parar para comer; conclusão: uma fome monstro!

Fiz o que tinha que fazer "de rua" com a ajuda do marido e já eram quase 3 da tarde... nesse momento a monstra que habita dentro de mim quando estou com fome já tinha despertado e... onde parar para comer?

Restaurantes por quilo a essa hora, nem pensar, só resto... A la carte nessa cidade, piorou... shopping, nesta ocasião, não, não, nããããão, lotado......... Então a ordem era: "marido, para em qualquer boteco, por favor!!!"

Aí que fomos indo, indo, indo......... e passamos na frente de um lugarzinho simpatico, com aquela carinha de "entre aqui" e como a bicha estomacal não estava mais pedindo, estava mandando, foi o que fizemos, entramos!

O tal lugarzinho chama-se Bistrô 558 e é extremamente charmoso e aconchegante. Entrando, logo fomos atendidos; porém o cardápio demorou um pouquinho a vir... e ninguém nos explicou como funcionava, mas Ok, logo entendemos e até achamos prático, visto que somos bem indecisos...

O cardápio consiste em dois "pacotes", a parte A e a parte B, cada uma com suas respectivas entradas, pratos principais e sobremesas (bebidas a parte) e obviamente, preços distintos. Então, dentro da parte A ou B, você pode escolher livremente entre os pratos. Eu e o marido fomos de cardápio "A", por R$ 34,50/pax.

Para beber, pedi Kir Royal que estava excelente e a fome era tanta que aceitamos o couver - 




Aí na hora da conta a primeira bola fora... Certo, couvert é por pessoa, mas nos ofereceram a reposição do mesmo, então cobraram 4x R$ 4,50. Não é 'contra a lei', mas obviamente, por 5 pãezinhos e uma colherada de sardela, não é nem um pouco simpático.

Minha entrada foi um mix de folhas com vinagrete e queijo brie empanado na farinha panko. Sim, a saladinha estava maravilhosa!


Já o Di pediu Carpaccio Salada com molho de alcaparras... Bom, deveria chamar Salada Carpaccio, porque o que menos veio foi o proprio carpaccio... mas temos que considerar que veio bastante molho de alcaparras e em ambas as saladas as folhas estavam muito frescas e crocantes. 


Prato principal - combinei Tornedor ao molho de shimeji com Aligot... a carne estava impecável, mas o Aligot... era apenas um pure de batata com queijo e sem sal...


Olha o que faz um verdadeiro aligot, que apesar dos seus pouquissimos ingredientes (batata, e 1 ou 2 tipos de queijo) é um dos pratos mais complicados da gastronomia francesa!


O Di pediu risoto de limão siciliano e peito de frango crocante com mostarda e mel. O risoto estava super ao ponto, bem gostoso mesmo; o frango idem, mas, poderia estar mais crocantinho, como dizia o nome... mas não deixou a desejar não.


As sobremesas, como essas da foto ilustrativa aí de baixo, foram bombinha e uma tortinha de morango... basico doce de padaria.



Apesar do aconchego do local, não contamos com a simpatia do dono, que sentou-se numa mesa de clientes amigos para ficar falando mal de algum restaurante da região... ele sequer nos cumprimentou ou fez aquele "papel de dono" que pergunta "estão gostando?"; ainda sim, valeu a visita (mas pulem o couvert).


O Bistro 558, fica na e fica na rua Coronel Ortiz, 558 em Sto. André - http://www.bistro558.com.br/

Gordo Lanches - Pura Gordice

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Uma bela noite, daquelas frias, convidativas para uma sopinha ou um fondue, tive eu uma vontade louca de comer cachorro quente!


Nós adoramos fazer "hót dóg" em casa, super caprichamos, com direito a vinagrete caseiro, cheddar com alho, cebola caramelizada no shoyu, cubinhos de bacon crocantes, mostarda alemã, batatinha palha fininha, etc, etc, etc... mas, neste dia, enfim, não ia dar para fazer em casa.

E, comer cachorro quente nessas lanchonetes metidas a besta não dá.... é pedir p/ pagar R$ 18,00 num pão seco, uma (como diria meu pai) salCHicha esturricada com umas 3 fatias de muçarela derretidas por cima... desanimo...

E o Di, sempre ele, então achou o local para matar qualquer vontade do verdadeiro Dogão as 21h! Gordo Lanches - 

O local é simpléééérrimo, mas, limpinho e honesto, o cardápio tem 2 páginas, uma com porçoes e lanches e outra com bebidas e nada mais. Os lanches são basicamente o hamburguer e suas variações (com bacon, sem bacon, grande, pequeno), lanche de calabresa e o cachorro quente. Como porções, temos as fritas também com algumas varições, coxinhas, bolinhas de queijo etc. 

O preço, hiperbacana para o serviço e produto; e sim, mata qualquer vontade daquele dogão de towner prensado!


Porção de Fritas com cheddar e bacon: R$ 15,00 - o queijo muito "food service", pode melhorar
Hot dog: R$ 8,00 - completo, c/ creme de cebola, ervilha, milho, maio, batata palha, etc - prensado, delicia!

 Hamburguer, não pedimos, mas vimos, é fiel à foto




Royal Sweet - Doces para a realeza de São Bernardo

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Acho que todo mundo sabe aquela vontade que dá de um docinho após o almoço, né?

E aquela vontade maior ainda quando é um sábado à tarde? Pois bem... no meio dessa onda engordativa e na busca por um docinho; finalmente lembramos de ir na Royal Sweet onde poderiamos unir algumas delicias: espaço agradável, café e doce!



Chegando lá, o espaço é indiscutivelmente uma delicia; mas a vitrine é o primeiro ponto negativo... acho que quando se precisa explicar muito alguma coisa, quer dizer que algo "não está certo". 



Havia uma vitrine super pequenininha, os doces lindos, é verdade, mas não era nem de longe o que eu esperava para uma doceria. Logo veio a atendente hiper simpática explicar o conceito: como os doces são artesanais, são feitos em pequenas quantidades e diariamente... Hum... ok, valorizo essa coisa do artesanal e do diário, mas sei lá, de uns 8 tipos de doces que tinha na vitrine, pelo menos 4 eram recheados de banana... :/ Então, só aí, já se matou 50% da variedade... Eu e o Di, indecisos de plantão, ficamos indecisos por falta de opção.



Opção de Bomba (ou Eclair) de banana com chocolate belga - Callebaut

Pensei um pouquinho sem entusiasmo e pedi com um olho 'no gato e outro no peixe' uma mousse de chocolate recheada com creme de jabuticaba e uns crocantes em volta. 




O Di pediu uma mousse bem parecida, mas o recheio era de cupuaçu e um espresso.



Por que um olho no gato e outro no peixe? 
Se tem uma coisa que sou chata (ok, dentre outras coisas mais) é Direitos do Consumidor e uma coisa que eu não vi por lá, mencionado em nenhum lugar foi preço... preço de nada. A atendente simpática, lá do começo, explica doce por doce pacientemente, o que por um lado é legal, por outro é chato, porque se chega outro cliente, fica na "fila de espera" do recital dos sabores dos doces, mas ela em momento nenhum fala dos valores dos mesmos, dos cafés, etc. 

A mousse (ou as mousses) estavam ok, diria que a parte do chocolote estava deliciosa, bastante saborosa, com a apresentação linda, um ótimo tamanho, mas como sempre, eu esperava que estivessem mais geladas. Aliás, bem mais geladas... O recheio de jabuticaba estava com o sabor gostoso, apesar de muito delicado,mas tinha textura de "gelatina de mocotó", muito consistente, saindo de forma separada do doce, não sendo homogêneo na garfada. Já o de cupuaçu, era recheado com geleia, saborosa também, mas não parecia feita no local.

Na hora da conta, aguardamos para nos surpreender; quanto custariam os doces?

Total da conta R$ 32,00.

Achamos caro; contando que um espresso por aí está na média de R$ 5,00; cada doce saiu por R$ 13,50!

Se a gente volta? Diria que o preço é desencorajador... talvez num dia inspirado para dar uma nova chance ao local; porque é dos locais que merecem uma segunda nota.

https://www.facebook.com/royalsweetconfeitaria

Madalena e o Jetta branco

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       O que um café em Santo André, uma cervejaria e um restaurante em São Bernardo tem em comum? Simples: os três não existem mais, assim como uma série de coisas muito boas, sem a grife de uma franquia (ou ser indicados pelo absolutamente "imparcial" júri da Veja ABC).
Na região em que vivemos, famosa pelas indústrias automotivas, metalúrgicas, sindicatos e um certo ex-presidente (que nunca saberemos se faz um joinha ou um hang loose....), o crescimento demográfico absurdo e o aumento da renda da população criou uma série de novas oportunidades de entretenimento, seja gastronômico ou não. Em menos de 5 anos, vários shoppings (com suas praças de alimentação pasteurizadas) foram reformados e /ou construídos, para serem aproveitados por cidadãos que residem em verdadeiros clubes em forma de condomínios.
Vendo este panorama, nada mais certo que apostar na criação de algo de alto nível (um lugar de alto nível não significa um restaurante caro e cheio de frescuras), para satisfazer este público, certo? Não. Infelizmente, no túmulo do samba conhecido como ABC Paulista, o status de ir à algum lugar da moda ainda é muito mais importante que a qualidade dos serviços prestados por este local.
Citei 3 exemplos no começo do texto, que podem ilustrar muito bem essa idéia. Comecemos pelo mais antigo: O Madame Tussaud Microcervejaria. Um bar simples, com ótimos pratos/petiscos e que tinha como grande diferencial a excelente cerveja produzida lá mesmo, pelas simpáticas proprietárias, que estavam anos-luz à frente destas cervejas "artesanais" que se tornaram famosas nos últimos tempos. Bem localizado, ao lado da mais badalada avenida de SBC (a Av. Kennedy), o Madame durou quase 10 anos, sempre vazio, com uma frequência assídua de pessoas (poucas) que se tornaram amigas das proprietárias, e que faziam a propaganda na base do boca-a-boca para os amigos, que iam conhecer o local e adoravam, mas não retornavam o tempo todo. Você pode falar que foi falta de divulgação; ok, falaremos sobre isso mais para a frente.
O segundo exemplo é um dos ótimos cafés que tivemos a oportunidade de conhecer: o Café Bandeiras.

Em um local nobre de Santo André, em uma travessa da rua mais badalada da cidade (a Rua das Figueiras), próximo ao restaurante que é venerado como o melhor restaurante da região – e também do mundo, da Via Láctea, da História e do bairro Jardim - pelo júri da Veja ABC (o enfadonho Baby Beef), com um cardápio enxuto, mas extremamente bem feito, o café durou pouquíssimo tempo, até ser vendido para um rapaz que, em associação com uma barista, o transformou no Royalle Café (que também durou pouco, e cedeu lugar para um pub bizarríssimo). Foi, nessa fase, inclusive indicado para a Veja ABC, apesar da pouca propaganda. Mais uma vez, pode se falar sobre a falta de divulgação.
Para finalizar os exemplos, o

mais recente e doloroso: o restaurante Madalena. O proprietário e chef Valter Pereira tinha uma proposta de comida contemporânea brasileira como poucos restaurantes no Brasil fazem: alta gastronomia, preços acessíveis e pratos muito bem servidos. Em um ponto mais escondido de SBC, mas nem por isso inacessível, o Madalena durou alguns anos com mais acertos que erros, até fechar as portas no fim do ano passado, por conta da queda de movimento. Falta de propaganda também, você pode argumentar.
O fato é que como contraponto disso tudo acima, os "pseudo-australianos" da vida (restaurantes de redes conhecidas, com preços altíssimos e filas idem) continuam absurdamente lotados, diariamente, em SP, por moradores do ABC, enquanto restaurantes melhores, localizados do outro lado da rua, ou na esquina de casa, sobrevivem às moscas. Casas como o Starbucks (nada contra, muito pelo contrário - e também não há propagandas deles) vivem cheias dentro de shoppings, enquanto cafés muito melhores, como o Bandeiras, fecham por falta de público. Quantos anúncios do The Fifties você viu na TV na sua vida? Então porque ele tem muito mais ocupação de mesas que a Sanduicheria Petrópolis em SBC, que é melhor e mais barata, e faz tanta propaganda quanto a lanchonete pseudo-americana dos anos 50? Porque não criar um ponto de referência em SBC para que o público de SP venha para cá, ao invés do contrário? Será a propaganda, ou a falta dela, a vilã da história? Não creio nisso.
Deslumbramento
Enquanto isso, o sãobernardense (e o andreense, e o sãocaetanense) emergente, sai com seu Jetta Branco (pela ótima definição do professor e sommelier Rick Anson: o "carro do deslumbrado") até Moema ou Itaim, e prefere pagar mais caro, se estressar no trânsito, ganhar um token de fila de espera, deixar o carro com o manobrista, porque dessa forma ele vê e é visto, se destaca no meio dos amigos falando que frequenta esse e aquele lugar em SP.
Enquanto a visão provinciana que domina grande parte da população da região e a imbecilização do povo, que tem preguiça de pesquisar locais diferentes e arriscar coisas novas pelo ABC, o mundo da gastronomia nas 3 cidades vai sempre ficar refém das grandes praças de alimentação dos shoppings e dos restaurantes que se vangloriam de serem "premiados" por uma revista que nunca sai do óbvio (por motivo$ que é melhor não comentar).
      Sabemos o quanto é complicado, gerir um negócio, ainda mais neste ramo, e para este público, mas ao mesmo tempo é gratificante. E ,no fim das contas, quem arriscaria ter um restaurante, café, pizzaria, ou outros, com um algum conceito diferente que dá tão certo em SP, aqui na região? Ninguém gosta de rasgar dinheiro, e por isso as opções nunca surgem. Os poucos loucos e apaixonados pelo que fazem que se arriscam, deveriam ter uma estátua em praça pública só pela iniciativa. Um círculo vicioso que nunca se rompe: não abrir algo diferente por não ter clientes pelos motivos acima, mas ao mesmo tempo, não se arriscar em um novo negócio faz com que essa cultura nunca mude. Em tempos de cebolas gigantes e chefs que gostam de servir arroz com feijão por quase R$ 100,00 por pessoa, abrir os olhos do povo parece algo impossível, e exatamente por isso temos de reverenciar os que tentaram, e ainda tentam. Obrigado Valter (e a todos os outros citados, entre vários outros locais que já fecharam ou estão em via de baixar as portas por conta do baixo movimento) por ter insistido em sair da mesmice com suas idéias diferentes, serviço impecável e cardápio excelente. Torcemos por um mundo (na verdade, um ABC) com mais Madalenas e menos Outbacks e Jettas Brancos.

Grazie Napoli... Nápoles sem seus perigos

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Sexta feira, dia de comer pizza!

Bom, pelo menos p/ gente, que anda evitando os carboidratos, foi dia de dar uma folguinha e pisar de leve na jaca... então aproveitamos para conhecer uma pizzaria nova que abriu pertinho da gente com a promessa de nos relembrar nossa linda viagem à Italia: Grazie Napoli.

A casa tem decoração bem aconchegante, mas não necessariamente italiana, na parede mascaras de carnavais de Veneza, artigos espanhóis, argentinos e por aí vai... uma espécie de “boteco chique retrô”. Da entrada até nossa mesa fomos fartamente cumprimentados por uma equipe bem animada (inclusive por um dos donos) e logo uma garçonete veio explicar o conceito da pizza e da pizzaria.

Ok, eu já tinha fuçado no site http://www.grazienapoli.com.br/ e já tivemos oportunidade de viajar para Nápoles e costa Amalfitana (berço da pizza na Italia, já que há controvérsias sobre sua real origem) então sabíamos o que esperar, mas achei extremamente válido a equipe estar treinada para explicar sobre seu produto.

Então eles explicam que, assim como é feito na Italia, a pizza é individual, com a massa fina, e um pouco mole, o que leva alguns cliente acharem que a massa esta “crua”... ela tem um pouco mais de borda, que é crocante, aí, como desculpa para o pouco recheio (sim, fato, pizzas italianas são pouco recheadas perto das pizzas brasileiras), eles usam a frase “um recheio equilibrado para a pizza”...


De entrada pedimos o Arancini de gorgonzola e salame picante. Arancini nada mais são que os tradicionais bolinhos de arroz italianos feitos de risoto. Vieram dois, estavam “Ok”, dava para passar sem, ainda mais ao custo de R$ 10,00.

No cardápio em letras minúsculas estava lá “peça sua pizza meio a meio” e depois de muita indecisão, escolhemos nossos sabores; a garçonete alegre anotou o pedido. Depois de uns 10 minutos volta ela toda envergonhada: “sabe que que é... é que o pessoal ainda está em treinamento então não estamos fazendo pizza meio a meio, só daqui um mês”.  Ponto negativo!

Então, mais uns 5 minutos de escolha, pedimos - 

Monzese - molho de tomate, mozzarella de bufala, linguiça com erva doce, salvia e parmesão (R$ 29,00)

Diria... "equilibrada demais". Ok, a massa cumpria sua proposta, realmente, era muito parecida com as pizzas italianas, bastante saborosa, mas o recheio deixou a desejar.... vejam na imagem, a calabresa passou longe, poderiam tem colocado um pouquinho mais, nenhum italiano iria reclamar! 


Carbonara - Mozzarella de bufala, parmesão, pancetta, ovo estalado e pimenta do reino (R$ 30,00)

Aqui, uma releitura da nossa pizza preferida do Quintal do Braz! Esse ovo aí no meio é o que há! Delícia! Mas, tem um pequeno porém, a pimenta do reino poderia ser jogada sobre toda a redonda, conferiria mais sabor.... eles colocam apenas em cima da gema do ovo...


Sobremesas

Sanguinaccio (R$ 12,00) - Creme de chocolate meio amargo, raspas de limão siciliano e  pinoli - deliciosa, bem preparada, cremosa, mas não surpreendente.

Angioletti di Nutella (R$ 15,00) - Aqui uniram duas coisas sensacionais, pizza e nutella; podem pedir sem medo, uma delicia viciante!



SALDO: Lugar agradável, ótimo atendimento, preço um pouco acima da média local. Arancini, fuja; pizzas, poderiam ser um pouquinho mais "desequilibradas", sobremesas, caia de boca!  


Para comparação - Pizzas veramente italianas!

Marguerita

Muçarela, presunto de parma, parmesão e trufas negras em uma das 10 melhores pizzarias do mundo (eleita por não sei que ranking rs)

 Muçarela, pepperoni, champignon, manjericão


Muçarela e presunto, feita em 3 minutos nessa máquina aí em baixo, para ver seu funcionamento, clique aqui



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SEGUNDA VISITA

UM MES DEPOIS VOLTAMOS COM UM CASAL DE AMIGOS, TAMBÉM NUMA SEXTA FEIRA; DESTA VEZ A CASA ESTAVA BEM CHEIA. FOMOS BEM RECEBIDOS PELA RECEPCIONISTA, MAS O PAPO DE "PIZZA BEM EQUILIBRADA" FOI DITO PELA METADE SEM MUITO ROMANTISMO NA COISA...

O GARÇOM ESTAVA BEM ANSIOSO PARA NOS ATENDER... OK, DEMORAMOS PARA DECIDIR, MAS, A MEDIDA QUE O SALÃO FOI LOTANDO, FOMOS SENDO UM POUCO IGNORADOS.

NOSSOS AMIGOS PEDIRAM UMA SALADA DE ENTRADA - MINORI (R$ 23,00) - RUCULA, ALFACE ROMANA, MUÇARELA DE BUFALA, TOMATE CEREJA, PRESUNTO CRU, RASPAS DE LIMÃO SICILIANO, PINOLI - BOA COMBINAÇÃO, MAS, COMO QUALQUER SALADA, SEM NENHUMA NOVIDADE.

NAS PIZZAS, FORAM À MESA - 
SALDO
4 STAGIONI (R$ 32): 1/4 Marguerita, 1/4 Marinara, 1/4 Quatro queijos e 1/4 Cogumelo, presunto e mozzarella de búfala - Bonita, saborosa, recheada e bem apresentada.

GENOVESE (R$ 30) - Sim, na Italia é extremamente comum pizzas sem molho de tomate, esta tinha - mozzarella de búfala, tomate cereja, parmesão, pinoli e pesto por cima. Deliciosa, essa eu me senti na Italia! Mas vou dizer... a massa já não estava mais tão "borrachudinha" quanto na primeira vez... Não, estar borrachudinha aí não era um ponto negativo, era bom, se assemelhava muito às pizzas napolitanas, agora, a pizza estava mais bolachinha, como estamos acostumados aqui no Brasil... não senti isso só na minha (que fica menos umida pela falta de molho), mas em todas... teriam mudado levemente o padrão para agradar mais o paladar dos clientes?

AMATRICIANA (R$ 30,00) - Molho, muçarela de bufala, panceta, pimenta calabresa e parmesão

e mais uma vez a Monzese. Para as sobremesas, um repeteco do Angioletti di Nutella e dois "gelatos" (R$ 12,00 cada), um de chocolate e outro de creme... estes são gostosos, mas passam longe de serem gelatos. Guarde seus 12 reais p/ a gelateria da Parmalat.

Saldo - Vale a pena ir, mas chegue cedo, vá direto para as pizzas e de sobremesa foque nos palitinhos de pizza com nutella!


Rosa's churrascaria

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Existem lugares que são considerados verdadeiros patrimônios gastronômicos de sua cidade. Podemos dizer isso, sem pensar muito, de lugares como o bar Estadão em SP, a rota do frango com polenta em SBC, o Pastel do Trevo em Bertioga, entre tantos outros. Mas existem também os restaurantes que se consideram parte desse grupo, e mesmo que cheguem muito próximos do título, pela tradição e longevidade, não o merecem: o Rosa's churrascaria, desde 1964 em Santo André, participa deste último.
Antes que você, que conhece o restaurante, comece a pensar besteira, vamos aos fatos: um restaurante que vive lotado, com filas de mais de 1h de espera diariamente, a fama de ter uma das melhores saladas do ABC (a tradicional salada Santa Felicidade), um churrasco impecável e um renomado filé a Parmegiana, deveria ser, no mínimo, ovacionado, mas não é o que ocorreu na nossa última visita, há duas semanas. Para começar, a espera. Com uma grande reforma, que ampliou o salão consideravelmente, o Rosa's poderia ter pensado mais no conforto de que aguarda a sua mesa, tempo este que passa dos 40 minutos diariamente. Além de um espaço mal planejado, bolsas e mochilas ocupam o espaço de espera no qual idosos e gestantes poderiam sentar, e apesar disso ser culpa da falta de educação das pessoas, a equipe do restaurante poderia orientar o público a não deixar objetos nos bancos.

O local de espera, pois o resto estava lotado
(créditos: divulgação)
Depois de 50 minutos de espera, enfim conseguimos uma mesa, e começamos a pensar em nosso pedido. Inusitadamente, o prato mais famoso da Rosa´s Churrascaria é uma salada! A Santa Felicidade (é um sacrilégio usar este nome, mas deixemos isso de lado), é uma salada de escarola com torresmo e vinho. Pedimos meia porção (que é suficiente para duas pessoas tranquilamente), como entrada, e nossas bebidas (a tradicional limonada e um refrigerante). O atendimento, absurdamente lento e despreparado, demorou muito para pegar nosso pedido de bebidas e da salada, que chegaram prontamente após o pedido. Para pratos principais, depois de muito rodarmos em cima de um cardápio pequeno (mas que serve, na maior parte das opçoes, 2 pessoas), escolhemos o conhecidíssimo filet à Parmegiana (meia porção) e 1/2 frango ao queijo. A partir desse momento, começa nosso calvário no restaurante.
A famosa salada de Escarola (créditos: divulgação)
Parmegiana (Créditos: divulgação)
Exatamente do momento do pedido dos pratos até a chegada deles, se passou 1 hora. foram 60 minutos em que vimos pessoas chegarem, serem atendidas, comerem, saírem; mesas que foram preenchidas depois da nossa serem atendidas mais prontamente e receberem os pratos antes, garçons que simplesmente não olhavam na nossa cara ou desviavam a atenção quando chamávamos, e nossa impaciência só aumentava. Quando decidimos por cancelar os pratos e pedir a conta para irmos embora, revoltados, eis que os pratos chegam. Jogados de qualquer maneira na mesa, estavam em tamanhos bem servidos, mas, para a Cá, o filet à parmegiana (que eu não como, por causa do molho de tomate) não estava nada mais do que OK, (até o mesmo prato na padaria Cidade da Criança, em São Bernardo, atraiu mais elogios). O frango ao queijo estava no ponto certo, suculento e coberto por uma camada fina e crocante de parmesão. Ao terminarmos de comer, mais um problema com os garçons: a demora ao trazer a conta e para pagarmos (visto que a máquina leitora de cartões nunca chegava, até porque antes de descobrir o caminho para a nossa mesa, passava por todas as mesas que haviam solicitado a conta depois da nossa); resultado: mais de 150 reais de conta por algo que não valeria 100.
1/2 frango ao queijo (créditos: divulgação)
Locais que são considerados patrimônio gastronômico de uma cidade não precisam se impor como tal, e é o que o Rosa´s faz (deixando claro isso em todos os cantos, desde o muro em frente ao restaurante até dentro do cardápio), e desnecessariamente. Quem deseja um reconhecimento destes o atinge por méritos, e não na marra (veja o caso do São Judas Tadeu, na rota do Frango do Polenta de SBC, por exemplo, que traz gente do Brasil todo para conhecer o restaurante, ou o Madalosso, em Santa Felicidade, Curitiba), e, por mais que o Rosa´s seja tradicional e possa ter sido um dos melhores restaurantes do ABC em um determinado tempo, já passou a época dele. Mesmo assim, atrai muitos visitantes que, nem sempre são bem atendidos, como foi o nosso caso. Nossa dica? Com muito menos você pode comer muito melhor em vários outros restaurantes da região, sem precisar se deslocar até o Rosa´s (que é tão distante para quem mora em outras cidades do ABC como ir para São Paulo). Por mais que a tradicional cozinha da churrascaria (que, novamente, tem como prato mais conhecido uma salada!) o atraia para visitá-lo, tente fugir da tentação: pode ser que você seja tão mal atendido como nós fomos, ou até pior. Fuja da tradição imposta e vá para a tradição espontânea.

Lirio Restaurante - Descoberta sem preconceito!

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Sei que andamos sumidos, mas além da correria de fim de ano, infelizmente tivemos alguns contratempos que nos tiraram dos eixos...

Mas, ano novo, vida nova, ou, pelo menos uma tentativa de vida nova, e este blog não poderia ficar abandonado...

Em casa, um novo levain tenta crescer, mas esse clima umido e frio não colabora muito... 20 dias e o "bichinho" ainda não rendeu um bolo. rs

Depois de muuuuuuuito tempo, lembramos e voltamos à um lugarzinho desses que se descobre por indicação, totalmente sem querer: Lirio Restaurante, então, anote aí no seu caderninho essa dica.


O Lirio Restaurante (uia, tem site! www.liriorestaurante.com.br ) é desses lugares que você só chega se indicado e só entra sem preconceito. Fica no Riacho Grande / S.B.Campo, é bem apertadinho, conta com poucas mesas e a churrasqueira de bafo fica dentro do recinto... Falado tudo isso, já sabe, chegue cedo; meio dia e quinze já é o horário limite para chegar, encontrar uma mesa e comer bem. 


Nunca pedimos nada do cardápio que não fosse o rodizio de cupim e costela no bafo, mas já vimos em outras mesas, belos pratos, como o bife à parmegiana, por exemplo.




O rodizio de cupim e costela no bafo é exatamente o que o nome diz... essas duas carnes vem direto da churrasqueira para a sua mesa numa travessinha, sem frescura; junto a isso, salada de alface e tomate, uma generosa porção de arroz branco, feijão e um delicioso feijão tropeiro, cheio de linguiça e torresminho crocante!!!



A carne? Tanto a costela quanto o cupim desmancham na boca, podendo ser cortados somente com o garfo de tão macios... uma textura, que acreditem, não encontramos na maioria das churrascarias que costumamos frequentar!

Ah, vc quer mais carne? Basta pedir sem nenhum custo adicional, e lá vem mais uma bandejinha cheia das duas carnes, ou só cupim, ou só costela, como preferir.



Por que chegar cedo? 
Porque acreditem, lota. Lota de formar uma longa fila de espera... Ali pelas 13hr a carne começa a acabar da churrasqueira de bafo e as peças que saem, já não estão mais tão macias.

O rodizio custa R$ 20,00/pax (!!!) e come-se muito bem!

Vale a pena, vale a "viagem", vale a descoberta!


Lirio Restaurante
Rua D´ Angelo Caputo, 54 SBC - SP - 4101-6802

Sanduicheria Petrópolis - suculento hamburguer de... salmão?!

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Um dia desses uma amiga do Di postou “i´matsanduicheria Petrópolis”... mas que raio de lugar é esse?

Em se tratar de sanduicheria o Di está sempre antenado nas novidades. 2 minutos de pesquisa no Google e lá fomos nós “At sanduicheria Petrópolis”.

Este bairro de São Bernardo não tem nada de boêmio, mas aquele trecho acolhe alguns bares, restaurantes estranhos e agora a tal sanduicheria.

De fachada um pouco escondida e uma porta nada ampla, se entra na sanduicheria de logo tradicional dos anos 50. Porém o ambiente não tem nada de tradicional que se lembre uma hamburgueria. Cadeiras (pesadas) e mesas de madeira se distribuem pelo ambiente, não deixa de ser agradável, mas parece mais como um restaurante daqueles bem simples.



Ponto negativo é o Dvd que fica rolando na Tv... em nossas duas visitas o som estava em altura desconfortável e o gosto do Dvd duvidoso...

O atendimento é bastante gentil. Veja bem, gentil, não atencioso. Mesmo com a casa vazia as vezes era difícil chamar um garçom que acabava por se entreter em conversas na mesa de algum conhecido habituée.

Na primeira vez, pedi um dos mini lanches. Juro honestamente que não me lembro qual deles pedi. Alias, o cardápio não é muito extenso, mas digo que é na medida. Porém o tal do mini lanche é realmente mini, você fica um pouco chateado quando ele chega na mesa.

Já o Di pediu o hambúrguer de salmão, segundo ele: “Muito bem temperado e montado, um dos melhores hambúrgueres de peixe que já comi” - servido com cream cheese com limão siciliano (o limão passou meio longe), e ervas, shimeji e maionese, o lanche se mostrou correto, com as guarnições não fazendo jus ao saboroso salmão.

Na segunda vez, fugimos um pouco do tema: pedi uma salada acompanhada do Recheado Crocante. Um filé de frango empanado, recheado com catupiry, delicioso que só! (Também servido em versão sanduíche). A salada, muito bem servida e fresca. Dessa vez o Di pediu o sanduíche do GIJO, um lanche feito no pão francês, com provolone, vinagrete, maionese e a famosíssima linguiça calabresa de lombo do Gijo, casa na vila Mariana em SP que tem a auto-considerada melhor calabresa do mundo. Um lanche possível de ser feito em casa, de forma mais barata e mais ao seu gosto, mas não deixa de ser uma boa opção para um dia de preguiça de cozinhar.

Para nós, o ápice das duas visitas foi a generosa porção de fritas com cheddar e bacon. Diferentemente de outras lanchonetes que utilizam uma pasta, o cheddar é ralado por cima das fritas crocantes e quentinhas o que lhe confere um sabor todo especial. Nunca pedimos as onionrings, mas a porção também é superbonita.

Achamos o preço caro, não por não ser um local de qualidade, mas, por não ter os tais valores agregados, por exemplo, não é um local tão convidativo para se papear horas e horas.

Em nenhuma das visitas pedimos sobremesa e atente para os sucos naturais, um pouco aguados.

Em resumo, vale sim a visita, mas que seja despretensiosa e no meio da semana. De final de semana, se a opção for “sanduíche no ABC”, vá de The Burger Map

http://www.sanduicheriapetropolis.com.br/


Ps. Fotos by http://www.colheradacultural.com.br

The Burger Map - Os bons 'sanduiche' do ABC

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É mais do que público e notório que o ABC é praticamente um túmulo do samba. Nunca abre nada realmente inovador e bom ou, quando abre, tem sua sobrevida extremamente curta por conta do fraco público da região, que prefere ir pra São Paulo à aproveitar o que há de bom por aqui. Não são poucos os exemplos de boas casas que fecharam as portas ou mudaram seu estilo por conta da ignorância deste público. Mas, felizmente, uma lanchonete em Santo André tem invertido esta lógica, estando sempre lotada e com qualidade muito acima da média de casas da capital.

Trata-se do The Burger Map, uma casa especializada, como o próprio nome diz, em hamburgueres. Seus donos, a partir de um livro de George Motz (Hamburger America - custa Us$13,90 no Amazon e é diversão garantida!) fizeram uma expedição pelos EUA em busca dos mais tradicionais lanches americanos. Não estamos falando dos lanches do Rei ou do Palhaço; aqui a brincadeira vira séria, só lanches típicos de determinados estados ou regiões, nomes lendários pouco conhecidos aqui em terras tupiniquins.


Blue Ring Burger e Royal Pastrami Burger

Em pouco menos de um mês, fizemos duas visitas ao local; em cada uma acompanhados de um casal diferente de amigos, mas o ritual foi praticamente o mesmo: batatas fritas de entrada, lanches e uma sobremesa (sempre com um suco à mão). Na primeira visita, optamos pelas Waffle Fries, batatas em rodelas cortadas à moda dos waffles americanos. Sequinhas, crocantes e bem acompanhadas por um "fry sauce". Aí vem a hora do show. Chegam à mesa os quatro lanches pedidos: dois Blue Ring Burger, um suculento hamburger no ponto coberto com uma camada de bacon, uma rodela espessa de cebola empanada e, dentro dela, gorgonzola picado. Muito bom, uma combinação ótima, mas com o bacon um pouco passado demais. O mesmo aconteceu com o Fatty Melt Burger, inusitada combinação de hamburguer, queijo tipo Monterrey Jack, bacon (um pouco passado) entre dois queijos quentes (sim, você leu direito, um lanche entre dois!); um pequeno monstro no cardápio, ao vivo, um sanduíche muito simpático; e finalizando, um Cheeseburger Bacon N’ Cheddar: correto como todo hamburguer mais simples deve ser. Todas as sobremesas, nesta primeira visita, estavam ótimas: dois Cookie Sandwich, como o próprio nome diz, uma mega-bola de sorvete de creme entre dois cookies; um Grandma’s Carrot Cake: bolo de cenoura feito como nos EUA (esqueça aquele bolo amarelinho com cobertura de chocolate. Aqui a coisa é bem diferente – e tão boa quanto!), e o Black n’ White Brownie: uma verdadeira perdição para os amantes de chocolate.


Fatty Melt Burger e ao fundo Cheeseburger Bacon N’ Cheddar


Sobremesas

Após duas semanas, voltamos lá com outro casal de amigos, mesmo roteiro, aí a casa mostrou seu primeiro defeito: a falta de produtos. Pedimos de entrada a Waffle Fries, que não haviam em estoque, mas prontamente , o garçom nos ofereceu uma opção não existente no cardápio: as Country Fries (batatas cortadas em “meia lua” e fritas com casca), mas decidimos mudar o pedido para as clássicas French Fries. Entradas e bebidas pedidas, hora da diversão novamente: e, dessa vez, quase chegamos ao desafio supremo da casa: o The Burger Map Mountain, um colosso de 1,3kg, formado pela junção de 3 lanches da casa, mais uma porção de french fries com cheddar e bacon. Um monstro que tem de ser consumido em 30 minutos por apenas 1 pessoa, para que você ganhe uma foto na parede da fama e uma camiseta (se bater o recorde de tempo – que atualmente é de 17 minutos – você também não paga os salgados R$ 79,90 pelo lanche); Caso não consiga comer neste tempo, seu nome e imagem serão eternizados na parede da vergonha. Como não tínhamos pressa, e ficamos com medo de parar na parede errada, decidimos por lanches de tamanho normal. Mais uma vez, o Fatty Melt deu às caras, acompanhado por um Butter Burger (lanche servido com queijo tipo Monterrey Jack e uma espessa camada de manteiga), um Royal Pastrami Burger (com pastrami, cheddar, alface e o mesmo molho das french fries – o fry sauce), e um California Bacon (uma ótima combinação de hamburger, guacamole e bacon, com sour cream – no ponto! – à parte). Passados os lanches, vem o segundo defeito da noite: das 4 sobremesas pedidas, duas já eram conhecidas (o Grandma’s Carrot Cake e o Black N’White Brownie) e vieram no corretíssimo padrão de antes, mas as outras duas novidades, incostantes. Uma Apple Pie muito boa chega à mesa, dando a impressão de que todas as sobremesas seriam do mesmo nível da visita anterior.


Butter Burger


Fatty Melt e um California Bacon

Talvez o maior erro do cardápio tenha sido a outra sobremesa solicitada: o Luana’s Cheesecake.

Uma torta relativamente insossa, de tamanho pequeno (ainda mais se for pensar no tamanho superlativo das opções do cardápio). Terminadas as sobremesas, o sempre bom café da fazenda Pessegueiro fecha a experiência da noite, que nos ensina: o Burger Map é uma ótima lanchonete, com um conceito inovador, uma casa que pode durar muitos anos (se não cair na tentação de ficar na mesmice) com lotação em todas as noites (que é o que tem ocorrido), mas que precisa dar uma corrigida nas suas finalizações, para que toda a experiência não vá para o ralo por causa de uma sobremesa inferior ao cardápio.

http://www.theburgermap.com.br/

D.

Bom almoço e bom café no ABC

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Seguindo a recomendação de uma amiga (virtual especialmente), eu e o Di fomos semana passada almoçar no “Dona Lina e Seu Luigi” lá em S. Caetano do Sul.

Chegamos meio tarde, por motivos alheios a nossa vontade e eu meio irritada pq talvez tivesse que buscar minha avó na rodoviária e minha mãe, tinha fugido da responsabilidade indo dar uma passeada em Embu, afinal, fazia um sábado lindo de sol e calor um pouco além do gentil.

Logo achamos a casinha, localizada na Rua Tiradentes, 400 (2311-2773), muito charmosa e aconchegante, com algumas mesinhas na parte exterior, mas, preferimos sentar na parte de dentro.

Olhando de dentro para fora, através das grandes janelas que permitiam todas as nuances do dia claro entrarem, podia-se ver uma mesa grande, cheia de senhores e senhoras alegres, celebrando sob grandes guarda-sois alguma ocasião especial, ou simplesmente o momento de estarem juntos.

Logo fomos atendidos cordialmente pela dona e na sequencia pela garçonete, que nos trouxe o cardápio. O menu é conciso mas oferece todo o necessário para satisfazer a todos os paladares.

De entrada, nos deliciamos com a porção de bruschetta de abobrinha, que trazia em crocantes torradas, não tão finas fatias grelhadas do legume, regadas sem pudor com azeite.

Eu pedi meu classico parmeggiana: file a milanesa, recoberto com molho de tomate, queijo, acompanhado de arroz e fritas. Quando o prato chegou eu pensei: “nossa, é grande”. E de fato era bem grande, cheio de queijo derretido e bem gratinado. Porém estava um pouco sem sal (e olha que minha comida é quase hospitalar) e meio “nervoso”. Mas de forma geral o prato estava muito bom, mas faltou aquele suspiro no final.

Já o Di pediu um entrecote com alho poró, pimenta biquinho, arroz e fritas. Bem servido e apresentado, segundo ele, pecava por estar um pouco frio e passado além do ponto. Talvez, uma solução interessante seria misturar o alho poró no arroz, ao invés de servir um arroz branco comum. No geral, o prato também estava bom, porém nada inesquecível, mas isso não foi exclusividade do Dona Lina e Seu Luigi, pois já jantamos em restaurantes estrelados, como Carlota, e não lembramos de nada alem do souflè de goiabada com calda de catupiry, aliás, facilmente reporoduzido em casa.



Para o desfecho, as tradicionais sobremesas, mas haviam duas que pareciam meio indecentes para qualquer dieta, mas estavamos tão satisfeitos que preferimos pular direto para o café, porém, no Royalle Café.

O Royalle Café se chamava Café Bandeiras, justamente por ficar na rua das Bandeiras em Santo André. As donas eram curiosas estudiosas de café e inventaram um dos melhores cafés gelados que eu ja tomei; um cappuccino gelado com manjericão. Porém o novo dono não o manteve no cardápio e tornou o café uma longa e entediante oferta de misturas de paçoca, gengibre, cardamomo e creme de avelã.

Mas há sim coisas muito boas por lá, como por exemplo, o ambiente e uma completissima carta de cervejas. Mesmo dentre os cafés pode-se encontrar itens como estes: o café com sorvete de menta e o café com calda de amarena, ambos maravilhosos.



Uma pena o local está sempre meio vazio, vale a visita, é um daqueles lugarzinhos que oferece o necessário para se passar uma tarde jogando uma boa conversa fora.

Alta gastronomia em São Bernardo? Tem sim!!!

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Um dia desses, o Di e eu recebemos um convite de nossos amigos Mari e Paulo para jantarmos.

Eles ja haviam comentado diversas vezes sobre um restaurantezinho, aqui mesmo em São Bernardo, mas eu e o Di nunca lembravamos o nome, ou, nunca lembravamos desta opção tao pertinho da gente.

Mas eis que surgiu a oportunidade e fomos levados a conhecer o Restaurante Madalena: um sobrado simpatico escondido numa vilazinha proxima ao centro da cidade, em resumo, um daqueles lugares quase exclusivos, como um clubinho que só se entra quando se é apresentado.

De cara flores, móveis de madeira de demolição, mosaicos e o atendimento do chef e proprietário Valter Pereira, que diz preparar as receitas com ingredientes cultivados sem agrotóxicos, num sítio em Guararema.

Mesmo com aparencia simples o cardapio não tem nada de modesto: são paginas e mais paginas das mais deliciosas e inimaginaveis combinações gastronomicas. Agora, imagina, se eu e o Di ja somos indecisos com poucas coisas, com centenas (e não é exagero) de itens no cardápio a duvida era inevitável.

Fomos guiados por nossos amigos, que por mais que frequentem o Madalena assiduamente ainda nao conseguiram se deliciar com o cardapio todo, mas, até eles foram pegos de surpresa quando o menu agregava mais uma recheada pagina de pratos de inverno, todos eles com pinhão, colocado de alguma forma inventiva e diferente.

De entrada pedimos uma porçao de pasteizinhos recheados de truta com pinhão... maravilhosa; e, eu e a Mari, aceitamos de cortesia um caldinho de mandioca.

Aí depois de tanto ler, reler, pensar, debater, refletir e quase querer escolher varios pratos de uma unica vez foram eleitos:

Mari: pediu um prato a base de truta, arroz branco, pinhão crocante, batatas gratinadas.




Paulo: foi de Entrevero, uma especie de cozido de carnes de frango, cabrito, linguiças, bovina, feitos no molho de tomate, acompanhado de arroz e farofa de pinhão.




Di: uma suculenta picanha com um molho delicioso de cerveja preta e pinhão, arroz branco e farofa de pinhão.




Eu: truta recheada com parmesão e gorgonzola coberta com pinhão crocante, acompanhada de arroz de pinhão e batatas gratinadas.




Como podem ver, os pratos são hiper bem servidos e o preço, completamente convidativo e justo. Um prato, individual, tem media de preço de R$ 30,00... imagina, um prato “parecido” como esses num desses points badaladinhos de São Paulo, nao sairia por menos de R$ 50,00 (sendo otimista).

Em resumo: se vc quer comer e beber bem, ser bem atendido, não enfrentar filas, num local simples mas acolhedor e ainda se deliciar com alta gastronomia, visite:


http://www.rmadalena.com.br/
Rua Mário Zampieri, 45 – São Bernardo do Campo - SP - Tel: 4338-8142