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Beijupirá - Porto de Galinhas. 2 visitas, 2 óticas.

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Então que eu e o Di fomos em uma das unidades do Beijupirá e realmente foi uma experiencia agradável, divertida, saborosa e interessante.

Passado mais de um ano, retorno lá com a minha vó e voltar lá com uma pessoa tão diferente no que diz respeito a faixa etária, cultura, modo de agir, etc, faz a gente enxergar as coisas sob outra ótica.

1ª impressão dela: "Olha vó, vamos vir jantar aqui amanhã" e ela "Nossa, achei que aqui era um Centro de Macumba" - kkkkkkkkkkk. Vale dizer que minha vó não é assim tããããão idosa e sua impressão se deve ao fato do restaurante ser bem escondido no meio de folhagens e um pouco escuro na fachada, com algumas luzinhas coloridas.

Depois, notei a dificuldade dela com o cardápio... o ambiente é bastante escuro, com luz indireta e tals, quase que totalmente iluminado por velas... outro ponto, a diagramação do cardápio é despojada (leia "confusa"). Conclusão: eu tive que ler praticamente todo cardápio para ela e neste dia, devido a mesa que ficamos, também tive dificuldades com a leitura.


foto do site Beijupirá


Enfim chegaram à mesa os pratos, apetitosos como da outra vez e com seu toque criativo, porém sei lá, me pareceram menores e mais acanhados embora o preço salgadinho como sempre... Uma refeição com prato principal, 2 bebidas não alcoolicas e 2 sobremesas sai em média R$ 90,00/pax. 

Minha vó curtiu o prato dela, o Beijumanga, que trata-se de um filé de peixe grelhado com casquinha de gergelim, acompanhado de arroz de coco, farofinha de gengibre (que poderia vir bem mais - veio 1 colher!), banana caramelada (idem) e molho de manga (que ela deu para mim, hahaha). 


  http://www.acelerada.com.br/restaurante-beijupira/

O meu era um prato a base de camarões com molho de gorgonzola, arroz de goiaba e crisps de bacon. 10 camarões médios "medios-pequenos", dispostos lado a lado e frios. Arroz ok e a melhor parte do prato foi o molho de gorgonzola e o bacon. 





De sobremesa fomos de crepe de filhoses com sorvete de tapioca. Tudo impecável nesta sobremesa, a massa muito crocante, o sorvete delicioso! Porém, minha vó pediu mesmo por conta do tal mel de engenho que vinha sobre ela... depois minha vó deu umas resmungadas que o tal melado não era lá essas coisas, como ela comia em 1900 e bolinha... honestamente, aí ja não sei, mas acho mesmo que isso foi puro saudosismo. 


https://chitchatbabel.wordpress.com/2010/11/18/beijupira-porto-de-galinhaspe/


E também pedimos a cartanhola, uma versão da tradicional Cartola pernambucana - 



https://chitchatbabel.wordpress.com/2010/11/18/beijupira-porto-de-galinhaspe/


Essa sobremesa leva banana frita na manteiga de garrafa, uma 'modesta' fatia de queijo manteiga (que é maravilhoso, pena que não encontramos facilmente aqui pelas bandas do sudeste), e cobertura de canela e açucar. Para virar cartanhola, eles adicionaram farofa de castanha de caju,  mas tão fina, tão fina que ficou desagradável de comer... achei que viria uma espécie de xerém, mas não, na boca, parecia que estava mastigando areia...

Naquela noite, o atendimento deixou a desejar... o garçom estava bem desatento e nossos pratos demoraram.... eu não pagaria os 10%, mas não quis criar caso.

Vi inumeros casais pedindo apenas 1 prato e dividindo, já tinha visto isso acontecer na primeira vez... Sei lá, obvio que tal fato ocorre devido ao alto custo, talvez eles devessem repensar sua politica de preço, chegar num meio termo, onde o consumidor gastasse menos por cabeça, mas mais no total e se sentissem incentivados a pedir 2 pratos (por casal)... Porque você nota que é tão comum os casais dividirem um prato, que os garçons já tratam de forma natural (ok, ninguem tem nada com isso)... mas comercialmente falando, é uma perda de tempo, ocupam mesa, tempo de espera, serviço, etc... Fora que um prato mal dá para 1 pessoa com fome!!! 

Enfim, devaneios a parte... vale a pena? 

Se você quer comer uma comidinha de praia com toque moderno, gastando bastante dinheiro, vale. Caso você queira comer bem mesmo, aquela moqueca maneira, cheia de camarões, com dendê, leite de coco e lagosta, por metade do preço, aí a historia acontece em outros lugares...

:o*


Royal Sweet - Doces para a realeza de São Bernardo

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Acho que todo mundo sabe aquela vontade que dá de um docinho após o almoço, né?

E aquela vontade maior ainda quando é um sábado à tarde? Pois bem... no meio dessa onda engordativa e na busca por um docinho; finalmente lembramos de ir na Royal Sweet onde poderiamos unir algumas delicias: espaço agradável, café e doce!



Chegando lá, o espaço é indiscutivelmente uma delicia; mas a vitrine é o primeiro ponto negativo... acho que quando se precisa explicar muito alguma coisa, quer dizer que algo "não está certo". 



Havia uma vitrine super pequenininha, os doces lindos, é verdade, mas não era nem de longe o que eu esperava para uma doceria. Logo veio a atendente hiper simpática explicar o conceito: como os doces são artesanais, são feitos em pequenas quantidades e diariamente... Hum... ok, valorizo essa coisa do artesanal e do diário, mas sei lá, de uns 8 tipos de doces que tinha na vitrine, pelo menos 4 eram recheados de banana... :/ Então, só aí, já se matou 50% da variedade... Eu e o Di, indecisos de plantão, ficamos indecisos por falta de opção.



Opção de Bomba (ou Eclair) de banana com chocolate belga - Callebaut

Pensei um pouquinho sem entusiasmo e pedi com um olho 'no gato e outro no peixe' uma mousse de chocolate recheada com creme de jabuticaba e uns crocantes em volta. 




O Di pediu uma mousse bem parecida, mas o recheio era de cupuaçu e um espresso.



Por que um olho no gato e outro no peixe? 
Se tem uma coisa que sou chata (ok, dentre outras coisas mais) é Direitos do Consumidor e uma coisa que eu não vi por lá, mencionado em nenhum lugar foi preço... preço de nada. A atendente simpática, lá do começo, explica doce por doce pacientemente, o que por um lado é legal, por outro é chato, porque se chega outro cliente, fica na "fila de espera" do recital dos sabores dos doces, mas ela em momento nenhum fala dos valores dos mesmos, dos cafés, etc. 

A mousse (ou as mousses) estavam ok, diria que a parte do chocolote estava deliciosa, bastante saborosa, com a apresentação linda, um ótimo tamanho, mas como sempre, eu esperava que estivessem mais geladas. Aliás, bem mais geladas... O recheio de jabuticaba estava com o sabor gostoso, apesar de muito delicado,mas tinha textura de "gelatina de mocotó", muito consistente, saindo de forma separada do doce, não sendo homogêneo na garfada. Já o de cupuaçu, era recheado com geleia, saborosa também, mas não parecia feita no local.

Na hora da conta, aguardamos para nos surpreender; quanto custariam os doces?

Total da conta R$ 32,00.

Achamos caro; contando que um espresso por aí está na média de R$ 5,00; cada doce saiu por R$ 13,50!

Se a gente volta? Diria que o preço é desencorajador... talvez num dia inspirado para dar uma nova chance ao local; porque é dos locais que merecem uma segunda nota.

https://www.facebook.com/royalsweetconfeitaria

210 Diner: Altos e baixos de um restaurante típicamente italo-francês-brasileiro-afro-americano

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Havia algum tempo, eu comentava com a Cá que eu queria conhecer um restaurante inaugurado em SP em 2010, pelo conhecido restaurateur (não consigo considerar como um chef um cara que tem mais de um restaurante, de conceitos completamente diferentes e que não é visto na cozinha nunca) Benny Novak, do Ici Bistrô, e seu sócio Renato Ades. O conceito do restaurante: comida típica americana. O que não significa só hamburgueres e batatas fritas, há um pouco mais de cultura na vida gastronômica estadunidense do que estamos acostumados a ouvir.

No simpático bairro de Higienópolis, lá fomos nós, eu e a Cá, gente diferenciada, com meu possante carro alugado, para conhecer o local, depois de várias tentativas frustradas e hesitação em outras. Nossa primeira surpresa: em uma rua com muitas opções (e todas praticamente cheias, como a Mercearia do Francês, logo na esquina), e em plena hora do almoço de domingo (13h30), o restaurante estava muito tranquilo, podendo dizer até vazio, com menos de metade de suas mesas ocupadas. O ambiente realmente é de um "Diner" americano, com sofás de couro escuro e envelhecido fazendo as vezes de cadeiras, mesas enfileiradas simetricamente e o bar logo na entrada, dá até para se imaginar no Lou's Cafe, de Hill Valley, só faltando um McFly ou um Tannen entrar pela porta. Mas, não é de citações cinéfilas que vive este blog, então vamos ao que interessa: a comida.

Logo de entrada, pedimos uma iguaria que brilhou no cardápio, piscou para nós várias vezes, implorou para ser pedido para o garçom e não decepcionou: o Bacon de defumação caseira, tenro, duas grandes fatias no ponto certo e muito bem acompanhado de maple syrup e vinagrete de salsa, talvez tenha sido o primeiro ponto alto do almoço. Mas, assim como a topografia das montanhas Rochosas, a dita "culinária americana" ainda nos ofereceria vales e picos. Após solicitar a entrada (que não cansou de piscar no cardápio enquanto não a pedissemos), começamos a vasculhar o (curto) cardápio em busca de nossas refeições; aí veio a segunda surpresa: o prato do dia era spaghetti ao molho de tomate com meio galeto. Quer coisa mais norte-americana? Então o que acha de um bom filet a parmegiana? Ou um chicken schnitzel? Todos eles parecem bem americanos, não?
Pois é, este foi o primeiro vale da nossa caminhada pela culinária americana paulista: Pratos italianos, pratos com toque alemão e até pratos de cardápio tailandês no menu, e as opções tipicamente americanas vão se esvaindo. Como a proposta era comer algo tipicamente americano, logo uma opção de carne saltou aos meus olhos: um Ribeye. Escolhidos os acompanhamentos (a clássica hash brown e creme de mílho rústico), vi a Cá pedir um Mac & Cheese em estilo Louisiana (com calabresa e levemente picante); ao chegar os pratos, ao mesmo tempo, um vale e um pico: enquanto o Ribeye se provava ser o que eu esperava, um alto filé do centro da costela, marmorizado à perfeição e no ponto certo, acompanhado por um ótimo creme de milho, adocicado e com muitos grãos de milho, o mac & cheese da Cá veio com pouquíssimo queijo e calabresa (mas muito champignon meio disforme), em uma porção relativamente pequena e não muito picante mesmo (alguns pontos era impossível distinguir algum ardume de pimenta no prato). Mas este não foi o grande vale da história.

Ao pegar o primeiro pedaço das duas bonitas hash browns que acompanharam meu prato, uma surpresa: batatas com gosto de peixe! Sim, peixe! muito provavelmente, a cozinha descuidada fritou as batatas em óleo utilizado anteriormente para peixe, ou utilizou os mesmos utensílios sem higienizar, cruzando os sabores (é possível que outros pratos tenham acontecido o mesmo naquele dia, mas não vimos ninguém reclamar), o que resultou em batatas douradas, lindas, com um aroma de arenque que não as pertencia. Já havíamos notado que o serviço, apesar de atencioso, era muito confuso, e quase 10 minutos depois de ter identificado o problema na hash brown, consegui solicitar a troca do acompanhamento, afinal, eu não pedi um peixe, e sim um belo filé de costela com batatas!


Junto da troca da hash brown, pedi ao garçom uma água com gás também, que até hoje deve estar me esperando em algum lugar lá. Terminamos de comer e passaram-se 10, 20, 25 minutos e a batata não havia retornado. Nesse meio tempo, tentamos falar com os garçons sobre isso, mas a confusão no serviço se tornava falta de atenção. Até que um deles resolveu nos trazer o cardápio de sobremesas, e já ouviu tudo o que tinha acontecido (falado pela 3a vez para a 3a pessoa diferente), e mandei cancelar a hash brown; Pedimos duas sobremesas, a Cá o clássico devil's food cake e eu o meu preferido cheesecake. Mais uma vez, o vale se tornou um pico: o bolo, enorme, macio, na textura certa, bem acompanhado por uma cobertura morna de chocolate amargo com uma bola de sorvete de creme foi uma ótima opção, enquanto o cheesecake, refrescante por conta de um toque de limão siciliano em seu recheio, fazia sua parte com louvor.


Na hora da conta, outro vale: além da demora para conseguir pedir a conta, ela veio constando as hash browns canceladas; bola fora da equipe de garçons, corrigida com muita simpatia pelo rapaz que nos trouxe a conta, no que talvez foi o ponto alto do serviço (pena que tanta simpatia só apareceu realmente no final do almoço). A salgada conta apresentada não era nenhum absurdo, contando entrada e sobremesas, mas, se você pensa em gastar pouco com culinária americana, a melhor opção hoje em dia é o Burger King, visto que nem o KFC é barato. Da experiência no 210 Diner, ficam os vales marcados com mais intensidade que os picos, e a vontade de aprender a defumar carne para conseguir fazer um bacon daqueles... Ah, o bacon.....

D.

Creme Bruleè de erva cidreira

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Essa receita de creme bruleé é fácil, fácil e passa pelo crivo do meu professor de confeitaria, então, é sucesso na certa!



Rende 04 porções

Você irá precisar de: 04 ramequins médios, batedeira, panela, forma de bolo, maçarico culinário ou colher com cabo de plástico.

Ingredientes
- 400ml de creme de leite fresco
- 04 gemas
- 60gr de açucar
- 05 sachês de chá de erva cidreira, ou outro de sua preferência. (caso queira fazer o creme brulee tradicional, substitua o chá por gotas de essência de baunilha ou 1 fava de baunilha fresca)

Preparo
Em uma panela, colocar o creme de leite e os saches de chá e levar para ferver. Assim que começar a ferver, desligue o fogo e tampe a panela por 5 minutos. (Caso esteja fazendo com baunilha, ferva o creme de leite sem a essencia). Enquanto isso, bata o açúcar com as gemas até obter uma mistura esbranquiçada (se estiver usando essência, coloque as gotas nessa mistura). Sem parar de bater, para que as gemas não cozinhem, acrescente o creme de leite peneirado à mistura de ovos e açucar. Bata até ficar bem misturado.
Distribua a mistura em ramequins, tomando cuidado para nao enche-los de espuma. Coloque os potinhos dentro da forma de bolo e coloque água dentro dela, até alcançar a metade da altura dos ramequins. Leve ao forno (200ºC) por mais ou menos 2hr, ou até que o creme esteja firme

Servir
Sirva bem gelado, polvilhado com açúcar que deverá ser caramelizado com ajuda de um maçarico. Caso não tenha maçarico, esquente bem as costas de uma colher e passe próximo do açucar, até que se forme uma casquinha.

Voilá!

Entrecôte de quem???

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Eu ainda estou num ritmo meio frenetico, me adaptando à nova vida de morar sozinha, saindo cedo de casa e voltando, nao tão tarde assim, mas tendo na cabeça uma lista de coisas domesticas a fazer. Além disso, a conexão 3G da Claro tem me oferecido experiencias quase emotivas, fazendo me lembrar daquele velho modem que rangia como um gato sendo torcido dentro da cpu para conectar a uma linha discada, ou seja, impossivel tentar sequer abrir a pagina do blog para postar alguma coisa... a lentidão desanima...

Então peço desculpas aos meus poucos e bons leitores pela demora na atualização do blog, mas na medida do possivel vou tirar o atraso.

Hoje vou falar de um daqueles dias que meu desejo era simplesmente chegar em casa, colocar o pijama e deitar... mas, de uma maneira bem curiosa (dando sumiço no meu pijama) o Di me convenceu a sair para jantar.

A principio, eu não sabia aonde estavamos indo, mas depois de uns 40 minutos estacionamos na frente do tão falado “L´Entrecote* de ma tante”.

Como era um dia de semana e relativamente cedo (era nossa segunda tentativa de ir lá), entramos rapidamente e logo fomos acomodados em uma mesa. O meitre logo nos atendeu com uma pergunta que soou como um inquerito: “Já conhecem o esquema da casa?”... a resposta foi “sim”, pois já tinhamos lido muito sobre o local, mas achei que ele poderia ter sido mais cordial, mas sem o exagero do Applebee´s (rs).

Recebemos a carta de vinho, que, “para variar” não oferecia opções de meia garrafa ou taça, mesmo, constando para venda e como o Di não bebe... uma garrafa seria um exagero. E mais uma vez fiquei sem vinho, pois só fomos saber das outras opções bem depois. Mas ao ver a mesa ao lado, percebi que não valia a pena pedir taça de vinho lá, eles servem o tinto em uma taça “iso” que é uma taça pequena, usada somente para degustação, não servem o vinho comprado em taça, em uma taça regular de tinto.

Perguntei que sucos eles tinham, pois também nao havia no cardapio e a resposta foi “laranja e limão”. Eu não achei que eles levavam a padronização tão a serio! Ao mesmo tempo o garçon perguntou em que ponto queriamos a carne, para mim, sempre bem passada e para o Di ao ponto. Aí a gente percebe como brasileiro não entende nada de carne, que sempre acha que bem passado é algo entre pneu recauchutado e sola de sapato e que a carne levemente rosada no meio é a mal passada... Enfim, adendos a parte, literalmente, meu suco de laranja estava bem ruinzinho, sem gelo e com um gostinho de artificial, alem de vir naqueles copos altos e esguios, que para tomar até o fim vc termina encaçapando o nariz dentro do copo de tando que tem que entorna-lo.

Chegaram as saladas padrão: folhas (de alface) com um molho (ponto). Só depois fui descobrir que era de mostarda, porque nao senti o gosto.



Voltando a carne, o garçon marca com caneta, no papel que recobre a mesa o estilo da carne que o cliente pediu... do lado do Di letra P de “ponto” e do meu lado “BP” de bem passado. Achei isso meio feio, sei lá, poderiam colar uma etiquetinha na mesa ou simplesmente colocar um cartãozinho sobre ela... Assim que terminamos a salada veio o tal do entrecote* ladeado de fritas. Para mim e para o Di a carne estava espetacular, suculenta e muito macia e as batatas, huuum... bem pequenininhas, davam a impressão de serem cozidas e depois fritas, pois eram bem macias no centro. A parte mais legal das batatas é que uma garçonete incansavel passa inumeras vezes repondo o carboidrato do seu prato.

O MOLHO DA TIA NICOLE – Capitulo 1 a parte:
O tal do molho do entrecote (reposto uma vez nos pratos) é o que tanto atrai o publico ao restaurante. Um molho verde escuro e levemente espesso com 21 ingredientes ultra secretos. Delicioso e instigante, afinal, o que eu estou comendo ali? (imagina se sou alergica a alguma coisa?! Quase um catchup Heinz rs). Só sei dizer que é uma emulsão leve de azeite (como uma maionese rala), pois, não sei ele tinha “desandado” um pouco ou se é assim mesmo, mas o azeite estava claramente se desligando dos demais ingredientes. Também senti um gosto carregado de salvia e alecrim, mas como os ingredientes são secretos, tudo isso pode ser puro delirio da minha cabeça.

A SOBREMESA – Capitulo 2 “A parte”:
Quando for ao L´Entrecote de ma Tante não invente moda, já se entupiu de batata frita, não vá querer economizar na sobremesa e peça logo a Mousse Royal de chocolate. Você vai sentir um pouco de vergonha quando o garçon for lhe servir, já que ele vem carregando uma travessa gigante (não, não é brincadeira) e com aquelas colheres do tipo “colher de arroz grande” lhe serve a mousse ao estilo presidiario, sabe, quando nos filmes eles servem pure de batatas e tem que sacudir a colher para cair a massa espessa? Pois é, é bem isso... e de verdade, não se acanhe, diga para o garçon encher o prato (ele só para de servir qdo vc pede) porque, acredite, você vai sim comer toda aquela montanha de mousse. Gente, eu já comi mousses maravilhosas e vou dizer, o sabor dela até me era familiar, mas a textura, nossa, incrivel... sutil, aerada, leve e cremosa, com pedacinhos de chocolate quase derretidos no meio, geladinha, perfeita. E porque nao se acanhe em encher seu prato? Simples, porque eles fazem vc acreditar na reposição, mas vem a pegadinha do Mallandro e... tchanam.... a sobremesa eles não repõem! (Infelizmente, mas otimo para o ponteiro da balança).



Em suma, espere um preço “ok” pela entrada + prato principal (R$ 47,90/pax), caro nas bebidas, atendimento nem tão bom, nem ruim, carne e molho impecáveis e uma sobremesa de sair rezando.

Aproveite e delicie-se com o legado da titia Nicole!

http://www.bistroentrecote.com.br/

* Entrecote: seria a mais francesa das carnes bovinas, ao pé da letra significa " entre as costelas". O entrecôte é a continuação do contrafilé e é reconhecida a mais suculenta das carnes.