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Garimpando o Interior de Minas... mas em São Paulo!

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Eeeeeeeee pessoal, de volta!

Casamos, felizes, lindos, radiantes!
Lua de mel MARA!

Então, só poderíamos retomar nosso blog, em outro post gordinho e gostoso!

VIVA 2014!

Nossos amigos queridissimos e agora, padrinhos de casamento, Enrico e Tiago, nos convidaram para um almoço no domingo. Nem questionamos o local, sabiamos que seria uma delicia, fomos "de olhos fechados".

Logo de cara, que lugar fofo!
Tudo fofo, entrada fofa, mesas, cadeira, vasos, quadros, enfeites pendurados pelo corredor... Isso sem falar na recepção... a gente se sente abraçado pela vó lá do interior de Minas de tanta simpatia! E simpatia real, espontânea, de graça, cativante, não aquela coisa forçada e mecânica dos "BBQ´s" americanos.

O cardápio é simples, sucinto, mas tem tudo o que um restaurante de comida mineira precisa ter. Além disso a garçonete (ou gerente, ou dona, não sei), também trazia na ponta da lingua mais uns 3 ou 4 pratos como novidade. Tudo bem explicadinho, para não ficar duvidas... ou, deixar mais duvidas, né?!

Como se já não bastasse as delícias do cardápio, agora tinhamos mais algumas opções "avulsas" rs.

Depois de muita conversa e quase um "dois ou um" para decidirmos os pratos, optamos por:












Pasteis de Angu de carne e queijo - porção de tamanho excelente, de pasteizinhos de massa de fubá. Quentinhos, crocantes... dava p/ ficar ali a tarde toda tomando cerveja, conversando e comendo só isso!



Mesa linda, mesa farta! 

Veio desfilar na nossa mesa, o Caipirão - frango caipira, ensopado com quiabo, acompanhado de arroz branco, quibebe e couve manteiga crua. E sem fazer feio, a costela "sem nome", que não estava no cardápio, cozida e servida molhadinha em seu proprio caldo (neste momento minha boca enche d´água), com arroz também em seu molho, feijão preto, couve e farofinha...

Pensem numa palavra... eu só consigo pensar em "Hummmm".

Tudo bem feito, temperadinho, as carnes macias, bonito de se ver! E comemos, comemos, comemos... E alí no Garimpos o tempo para, tal qual em Minas (para o azar da fila que se forma na porta) , e a conversa rende... e a comida se multiplica nas cumbucas!

Para acompanhar, pedi a Alma Mineira - cachaça, limão
cravo, manjericão e capim limão. Para mim, um pouco forte (não costumo beber cachaça), mas nada que um gelo não resolvesse! rs

Apesar de hiper satisfeitos, não poderiamos dispensar a sobremesa né?

Então dividimos a porção maravilhosa de churros, feitos com massa de farinha de milho, acompanhados do autentico doce de leite mineirin e do sempre saboroso melaço de cana. Chegam a mesa quentinhos, polvilhados de açucar e canela!



Para finalizar, o que seria de um belo almoço mineiro sem um bom cafezinho para fechar?





Eis que vem à nossa mesa essa lindeza, fiquei apaixonada! Uma base, com a canequinha de metal, colocada abaixo de um suporte com o coador de pano, açucar mascavo e cristal e em outro recipiente, uma dose já certinha do pó que será utilizada. Logo chega o charmoso bule com água quente e assim, você, coloca o pó no seu "personal coador" e passa seu café alí na mesa e fica se deliciando com o aroma do café fresquinho, passado na hora, enquanto se diverte vendo o liquido cair na xicarazinha!

Enfim, só pontos altos, do inicio ao fim! 

Isso sim eu digo, é um restaurante de comida mineira! Você sai abraçado no estômago e no coração!


Garimpos do Interior
R. Marco Aurelio, 201 - Vl. Romana/Lapa - SP
Tel. 3862-9345

Consulado Mineiro: Vale a fama?!

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Essa foi uma aventura gastronomica atípica... Atípica, porque não foi planejada como a maioria... surgiu como opção no nosso caminho numa tarde de domingo alí pelas bandas de Pinheiros, Vila Madalena e afins...

Passando pela praça Benedito Calixto, sem seu costumeiro burburinho, logo achamos uma vaga, paramos o carro e incrivelmente não tivemos dúvida, "vamos ao Consulado Mineiro".

Para variar, enfrentamos uma breve espera... aliás, espera é algo que já nos desencorajou inumeras vezes de ir ao local... mas na ocasião foi realmente rápido... tudo bem que nos colocaram numa mesa que mal cabiam nossos cotovelos e se pensássemos mais alto, a mesa do lado ouvia, mas ok, estávamos sentados...

Logo veio o cardápio e a ansiedade do garçom para tirar o pedido... foi quando pedimos de entrada o bolinho de mandioca com carne seca, sim, nos pareceu uma ótima entrada mineira para começar o almoço!

A porção veio bem servida e chegou na mesa quase que na velocidade da luz!


Mas ao morder.... não era bem isso que eu chamo de "recheado" de carne seca. A massa do bolinho estava OK, macia, mas não tinha gosto de mandioca, lembrava batata, nada mais e todos os bolinhos, o MÁXIMO do recheio era isso aí que vcs podem ver na foto... daí para pior. Ou seja, R$ 22,00 por massa de bolinho...  



Em meio a barulheira, num ambiente que a decoração mais parece um sarcofago egípcio (pelo menos a vista da praça ali do primeiro andar é bem agradável), pedimos por R$ 67,00 a  Costelinha à Mineira: costelinha, linguiça, tutu, couve e arroz.   


Mais uma vez o prato chegou à mesa em tempo extraordinário...! Um bom sinal? Talvez não...

O arroz (me recuso a comentar); a couve, bem temperadinha; o tutu, molenga, mais parecia uma sopa de feijão, dava p/ tomar de colherzinha, meio insosso (aprendi essa com o Gordon Ramsay), tive que colocar sal e em nada se parecia com um tutu... que você pode ver o que eu realmente esperava dando um google aqui. A linguiça veio seca, do tipo esturricada, ou seja, estava horas esperando para ser servida, e a costelinha, veio de morna para fria... O Di fala que a comida para mim tem que ser "pelando", mas pera lá... a vigilância diz que os alimentos tem que ser mantidos a pelo menos 65ºC para a não proliferação de bactérias... e me desculpem... a costelinha não estava a 65ºC....rs. Só isso já me basta p/ dizer que estava de morna para fria.  E isso já é mais que suficiente para dizer que a carne fica lá esperando 'num tacho' para ser servida assim que cada pedido entra...

Não estou falando que é errado o pré preparo, ainda mais de comida mineira, que normalmente são comidas que demandam muito tempo de cozimento, mas uma costelinha frita? Qual o problema de demorar 20 minutos e frita-la na hora e servir um prato bem feito?! A costelinha estava seca, a casquinha que deveria ser crocante estava dura e borrachuda... meu pai, que não tem um fogão industrial faz uma costelinha "mineira" em 20 minutos sim, com pé nas costas. 

Na mesa ao lado, pediram um Mexidão (arroz com carne de sol, lombo, feijão, couve, ovo acompanhado de torresmo e banana a milanesa) outro prato que cronometradamente não demorou 5 minutos para chegar a mesa dos clientes... outra pergunta: por que não ser feito na hora? Qual a real demora de se fazer um "mexidão" no ato do pedido? De se fritar a banana a milanesa na hora?... 15 minutos?

Pois é, mas ali no Consulado parece que eles não tem esse tempo, era umas 14hr e a fila já se colocava enorme na calçada... e pela montoeira de flanelinhas se organizando em bandos, tudo alí tendia a piorar com o passar das horas.

Pedimos a conta... Essa sim demorou, demorou por uns 15 minutos e veio errada.

Eu sei lá o que faz a fama do lugar... sentar alí e ficar tomando cerveja e comendo porções "de massa"? Desculpe... mas quem acha que isso é ser mineiro, é porque realmente nunca pegou a tal linha "Trem Bão".