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Consulado Mineiro: Vale a fama?!

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Essa foi uma aventura gastronomica atípica... Atípica, porque não foi planejada como a maioria... surgiu como opção no nosso caminho numa tarde de domingo alí pelas bandas de Pinheiros, Vila Madalena e afins...

Passando pela praça Benedito Calixto, sem seu costumeiro burburinho, logo achamos uma vaga, paramos o carro e incrivelmente não tivemos dúvida, "vamos ao Consulado Mineiro".

Para variar, enfrentamos uma breve espera... aliás, espera é algo que já nos desencorajou inumeras vezes de ir ao local... mas na ocasião foi realmente rápido... tudo bem que nos colocaram numa mesa que mal cabiam nossos cotovelos e se pensássemos mais alto, a mesa do lado ouvia, mas ok, estávamos sentados...

Logo veio o cardápio e a ansiedade do garçom para tirar o pedido... foi quando pedimos de entrada o bolinho de mandioca com carne seca, sim, nos pareceu uma ótima entrada mineira para começar o almoço!

A porção veio bem servida e chegou na mesa quase que na velocidade da luz!


Mas ao morder.... não era bem isso que eu chamo de "recheado" de carne seca. A massa do bolinho estava OK, macia, mas não tinha gosto de mandioca, lembrava batata, nada mais e todos os bolinhos, o MÁXIMO do recheio era isso aí que vcs podem ver na foto... daí para pior. Ou seja, R$ 22,00 por massa de bolinho...  



Em meio a barulheira, num ambiente que a decoração mais parece um sarcofago egípcio (pelo menos a vista da praça ali do primeiro andar é bem agradável), pedimos por R$ 67,00 a  Costelinha à Mineira: costelinha, linguiça, tutu, couve e arroz.   


Mais uma vez o prato chegou à mesa em tempo extraordinário...! Um bom sinal? Talvez não...

O arroz (me recuso a comentar); a couve, bem temperadinha; o tutu, molenga, mais parecia uma sopa de feijão, dava p/ tomar de colherzinha, meio insosso (aprendi essa com o Gordon Ramsay), tive que colocar sal e em nada se parecia com um tutu... que você pode ver o que eu realmente esperava dando um google aqui. A linguiça veio seca, do tipo esturricada, ou seja, estava horas esperando para ser servida, e a costelinha, veio de morna para fria... O Di fala que a comida para mim tem que ser "pelando", mas pera lá... a vigilância diz que os alimentos tem que ser mantidos a pelo menos 65ºC para a não proliferação de bactérias... e me desculpem... a costelinha não estava a 65ºC....rs. Só isso já me basta p/ dizer que estava de morna para fria.  E isso já é mais que suficiente para dizer que a carne fica lá esperando 'num tacho' para ser servida assim que cada pedido entra...

Não estou falando que é errado o pré preparo, ainda mais de comida mineira, que normalmente são comidas que demandam muito tempo de cozimento, mas uma costelinha frita? Qual o problema de demorar 20 minutos e frita-la na hora e servir um prato bem feito?! A costelinha estava seca, a casquinha que deveria ser crocante estava dura e borrachuda... meu pai, que não tem um fogão industrial faz uma costelinha "mineira" em 20 minutos sim, com pé nas costas. 

Na mesa ao lado, pediram um Mexidão (arroz com carne de sol, lombo, feijão, couve, ovo acompanhado de torresmo e banana a milanesa) outro prato que cronometradamente não demorou 5 minutos para chegar a mesa dos clientes... outra pergunta: por que não ser feito na hora? Qual a real demora de se fazer um "mexidão" no ato do pedido? De se fritar a banana a milanesa na hora?... 15 minutos?

Pois é, mas ali no Consulado parece que eles não tem esse tempo, era umas 14hr e a fila já se colocava enorme na calçada... e pela montoeira de flanelinhas se organizando em bandos, tudo alí tendia a piorar com o passar das horas.

Pedimos a conta... Essa sim demorou, demorou por uns 15 minutos e veio errada.

Eu sei lá o que faz a fama do lugar... sentar alí e ficar tomando cerveja e comendo porções "de massa"? Desculpe... mas quem acha que isso é ser mineiro, é porque realmente nunca pegou a tal linha "Trem Bão".


Nami Izakaya e sua costela chinesa

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Depois de um tempo afastada do blog, ora por motivos tecnicos, ora por trabalho demais ou por uma semana de gesso, cá estou eu, de volta!

Numa bela sexta feira eu e o Di fomos prestigiar o restaurante de um amigo meu, o Jorge, lá em Santo André.

E vou dizendo logo, não é porque é amigo meu que a critica é tendenciosa!

Bom, chegamos no local, uma casa super bem decoradinha, de esquina. Entramos e nos deparamos com um ambiente aconchegante e ao mesmo tempo bem tradicional.

A principio achamos a divisão do cardápio um pouquinho confusa, mas logo nos achamos e achamos o nosso prato, já que se é uma coisa que não nos apetece é o tal do peixe cru, envolto em arroz empapado com borracha de pneu... Com todo respeito à arte belíssima que é a culinária japonesa, mas sushi e sashimi (e derivados) são coisas provadas e re-provadas que não me descem de jeito nenhum!

Ou seja, fomos numa aventura nada tradicional e vou dizer, se a proposta era ousar numa culinária japonesa contemporânea, isso foi conseguido.

De entrada, uma espécie de croquete de carne, puxado no curry e de crocância inimaginável, delicioso (comeria um agora se tivesse...) e inesperado. Nosso bem servido prato foi uma costela suína com barbecue chinês, uma versão mais sutil e adocicada do famoso molho americano.



Sem exitar, foi a costela mais macia que eu já comi na vida e olha que eu e o Di somos curiosos e xeretas neste assunto. Surpreendente como a costela supera de longe, muitos locais que se dizem especializados neste corte, vou alem, superou até grandes churrascarias. A carne descolava dos ossos sem esforço, somente com o passar do garfo e na boca então... hum... derretia. Para este prato, só achei que faltaram acompanhamentos.




Como não tinha acompanhamentos, pedimos espetos de cebola grelhada e outro que achei delicioso, espeto de shimeji com bacon.

Para mim, outro ponto, que pode ser minimalista demais, mas ganhou pontos, foi a forma de servir o shoyu: em pequenos jarrinhos cerâmicos ao invés de colocar aquele vidro de sakura na mesa. Alias, toda a cerâmica, artesanal, é linda e impecável.

Posso dizer que saímos hiper satisfeitos e pretendemos voltar levando um casal de amigos que curte a parte crua da cozinha japonesa.

Ah, sim, claro, uma revelação, finalmente aprendi a comer com palitinhos!

********************** DUAS SEMANAS DEPOIS *******************

Numa sexta tambem, voltamos com um casal de amigos e esses sim, curtem a tal comida de peixe cru.

Na segunda visita notamos que o serviço foi um pouco mais lento, mas de qualquer forma, eficiente. Talvez porque estavamos atras de um pilar e os garçons ficam num cantinho, perto do bar, sem visão para todas as mesas.

Meu prato com o Di foi, claro, algo bem cozidinho: uma paleta que vem desfiada e tenra, acompanhada de varias coisinhas tipicas, como broto de bambu e mix e cogumelos e um baldão de alface. A idéia (muito bem sacada) é enrolar a carne com os acompanhamentos na folha e comer como um temaki. Eu fui de garfo e faca mesmo, mas garanto que as duas formas são sensacionais. rs



Ja nosso casal de amigos, Mari e Paulo, pediram a tradicional barca de sushi/sashimi. Estava linda, bem montada, bem servida e impecavelmente fresca. Eles, bom conhecedores de japonês adoraram e pasmem, ate me arrisquei (e gostei) a comer um hot roll. No cardapio a sugestão é para duas pessoas, mas, eles nao exitaram e pediram logo p/ embrulhar o que sobrou p/ viagem.



Depois de duas visitas, concluo que o lugar é super familia, agradavel, confortavel e acolhedor. Para quem é fã das iguarias "cruas" é um deslumbre e um passeio gastronomico numa cozinha japonesa contemporanea. Já para mim (ou para o Di) que preferimos algo assim... mais morto, fica um pouquinho a desejar na parte de massas e como ja dito, em acompanhamentos.

Recomendo mesmo a costela!

NAMI IZAKAYA
Rua Coronel Ortiz, 430 - Vila Assunção
Santo André / SP