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Gordo Lanches - Pura Gordice

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Uma bela noite, daquelas frias, convidativas para uma sopinha ou um fondue, tive eu uma vontade louca de comer cachorro quente!


Nós adoramos fazer "hót dóg" em casa, super caprichamos, com direito a vinagrete caseiro, cheddar com alho, cebola caramelizada no shoyu, cubinhos de bacon crocantes, mostarda alemã, batatinha palha fininha, etc, etc, etc... mas, neste dia, enfim, não ia dar para fazer em casa.

E, comer cachorro quente nessas lanchonetes metidas a besta não dá.... é pedir p/ pagar R$ 18,00 num pão seco, uma (como diria meu pai) salCHicha esturricada com umas 3 fatias de muçarela derretidas por cima... desanimo...

E o Di, sempre ele, então achou o local para matar qualquer vontade do verdadeiro Dogão as 21h! Gordo Lanches - 

O local é simpléééérrimo, mas, limpinho e honesto, o cardápio tem 2 páginas, uma com porçoes e lanches e outra com bebidas e nada mais. Os lanches são basicamente o hamburguer e suas variações (com bacon, sem bacon, grande, pequeno), lanche de calabresa e o cachorro quente. Como porções, temos as fritas também com algumas varições, coxinhas, bolinhas de queijo etc. 

O preço, hiperbacana para o serviço e produto; e sim, mata qualquer vontade daquele dogão de towner prensado!


Porção de Fritas com cheddar e bacon: R$ 15,00 - o queijo muito "food service", pode melhorar
Hot dog: R$ 8,00 - completo, c/ creme de cebola, ervilha, milho, maio, batata palha, etc - prensado, delicia!

 Hamburguer, não pedimos, mas vimos, é fiel à foto




Bos BBQ - Um pedaço (bem pequeno) do Texas em São Paulo

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Uma das culinárias mais desprezadas por pessoas que efetivamente gostam de gastronomia é a norte-americana. Muita gente acredita que uma refeição, para o povo lá das terras do Tio Sam, é basicamente hamburguer, batatas fritas e, no máximo um cachorro quente. Não poderiam estar mais enganados. Pela extensão continental do país, os Estados Unidos, assim como o Brasil, tem muitas variações gastronômicas de acordo com cada região (por exemplo, a cozinha cajun, a culinária indígena, entre tantas outras), e talvez uma das mais conhecidas seja a sulista.


Além da famosa versão própria da culinária mexicana, o Tex-Mex, o sul dos EUA tem também uma forma muito particular de fazer os famosos barbecue: o chamado Churrasco Texano. Assim como o Chimichurri na Argentina, se você perguntar para dez pessoas desse estado como fazer um churrasco perfeito, você vai ter dez maneiras de prepará-lo, mas uma característica é comum a todos: carnes assando e defumando por horas e horas dentro de uma churrasqueira chamada de Barbecue Pit. Entre modelos de tijolos, aço e até buracos na terra, os texanos deixam seus cortes de carne, especialmente de porco, por horas a fio em baixa temperatura, garantindo assim um assado tenro e suculento. Mas, para experimentar tais iguarias, você teria de ir ao Texas, certo? Não mais, pois temos em São Paulo uma churrascaria texana: a BOS BBQ.

Um exemplo de Barbecue Pit
Com uma barbecue pit desenvolvida e importada especialmente para a casa (que eles não autorizam ninguém a conhecer), a BOS tem em seu cardápio pratos típicos de um churrasco texano, agregados ao gosto brasileiro: só em um lugar desse você pode imaginar uma costela de porco no pit acompanhada de cole slaw e feijão, por exemplo. Em nossa incursão, junto com nosso casal de amigos que volta e meia nos acompanha nestas expedições gastronômicas  uma surpresa agradável: a mesa, que estava reservada para às 20h00 (e chegamos por volta das 20h30), ainda estava disponível; um ótimo começo.

Na entrada, saquinhos de amendoim com casca (que me lembraram a balsa Santos-Guarujá) são oferecidos como cortesia para os clientes, assim como "água filtrada". 

Atendidos pela divertida garçonete Meg, que nos trouxe o cardápio simples e funcional - duas páginas, frente e verso - fomos informados que "talvez não houvessem mais costelinhas", que pediríamos para entradas, pois há a limitação de quantidade da iguaria devido ao tamanho do Pit. Enquanto escolhíamos os pratos principais, ela foi verificar a disponibilidade da costelinha e…. surpresa número 2: ainda existia a entrada (que, ao meu ver, deveria ser identificada no cardápio como algo em quantidade diária limitada). Pedimos os pratos e bebidas. Aí vem a surpresa número 3: a desagradável. A mesma atendente nos informa que, graças a um problema na fritadeira, não haviam batatas fritas... Por um lado, perdoável, pois eles estavam cuidando da imagem do produto deles, certificando-se que não haveriam porções de batatas encharcadas ou cruas, mas por outro…. Uma casa que acabou de abrir, com um investimento pesado, sobreviver com uma fritadeira só? Não nos agradou nem um pouco… no fim das contas, acabamos pedindo nossos pratos acompanhados de Cole Slaw, salada e feijões (sim, feijões.. opção da Cá);

Pedimos o tradicional Pulled Pork, um sanduíche de carne de porco desfiada depois de assada por horas a fio no Pit. Além dos lanches, também veio a Picanha Barbecue (assada no Pit também). Pouco antes dos pratos chegarem, a boa notícia: a fritadeira voltou a funcionar! Fritas para todos! E assim partimos para a segunda rodada (após a tenra e bem assada costelinha de porco de entrada) mais felizes.

Algo no local merece um capítulo a parte: Os molhos feitos especialmente para a casa. Com 3 variações de molhos Barbecue (chamados de Espresso – a base de café -, Honey – com mel -, Bos – levemente picante, um barbecue tradicional ), e o ótimo molho de pimenta Refresco – a base de Habanero fresca defumada por horas no Pit, os molhos fazem da visita ao Bos BBQ uma experiência bem mais agradável, independente da qualidade do resto.
As estrelas da casa: o Pulled Pork, a Picanha no Pit,
os molhos exclusivos e a costelinha em versão
entrada, com fritas (fotos: divulgação)

Mas, voltando aos pratos principais, o Pulled Pork veio com a carne macia, bem temperada e regada do molho clássico barbecue, bem ao estilo americano… exceto pelo tamanho! (Pois os originais americanos são muito maiores, a ponto do recheio mal caber dentro do pão), e a picanha, em ótimo tamanho e no ponto certo que foi pedida, deixava um pouco a desejar por não ser uma combinação tão boa assada no Pit como outras carnes. Em qualquer churrascaria de boa qualidade você encontraria picanhas tão boas ou melhores – até fazendo em casa. As lendárias batatas rústicas (lendárias porque quase não chegaram e virariam lenda mesmo) vieram no ponto certo, crocantes por fora e macias por dentro, e a Cole Slaw não comprometeu, bem montada e temperada, ao estilo texano.

Para finalizar, sobremesas: a famosa Key Lime Pie, torta de limão que é citada em 10 de 10 resenhas sobre o restaurante na internet, e a torta de chocolate da Dona Lynette (mãe de um dos sócios do Bos): ambas apenas corretas, e nada além disso. A Key Lime Pie decepcionou pela expectativa gerada antes da chegada da torta (pois existem tortas de limão infinitamente melhores nas confeitarias ao lado da sua casa, é só procurar!), enquanto a torta da Lynette não surtiu o efeito de felicidade em chocólatras assumidos.

Falando um pouco do ambiente, o Bos tem um visual bem despojado e intimista, parecendo restaurantes conhecidos como “neighborhood grill” (se você já foi em um Applebee´s, deve ter lido este termo já), locais relativamente pequenos, com iluminação baixa e amarela, vários enfeites de lugares diferentes do mundo (no caso, dos EUA), para dar a impressão de realmente ser um quintal onde as pessoas se encontram para fazer algum tipo de churrasco.
Fotos: divulgação

É uma pena que a administração do Bos não autorize os clientes a conhecerem o Pit deles, provavelmente com medo de copiarem a idéia (que é um temor relativamente idiota, pois você consegue projetar qualquer tipo de Pit só com informações da internet… e outra: onde está o respeito à lei 11.617, de 13/07/1994, onde se diz: “visite nossa cozinha”?), mas no geral, é uma experiência interessante para ir uma vez, e talvez uma única vez mesmo. O atendimento talvez seja a parte mais animadora do restaurante, pela simpatia e presteza da equipe, mas o cardápio ainda deixa a desejar. Existem muitas outras receitas tradicionais da culinária sulista norte-americana feitas no Pit que, ter desenvolvido uma peça dessas exclusivamente para o restaurante e fazer somente o Pulled Pork e a costela de porco vira um enorme pecado… quer uma idéia? Dê uma olhada em www.bbqpitboys.com e veja as possibilidades de cozimento nessa interessante churrasqueira, e tente adaptar ao nosso universo (churrasqueira, forno, etc…); garanto que você não vai se arrepender. 

D.

Hamburguer do Seu Oswaldo e o Avatar

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Você já deve ter assistido Avatar, não? Aquele filme dos Na'vi, humanoides azuis gigantes (que parecem um cruzamento de ThunderCats com Smurfs), que veneram uma árvore e vivem em um ecossistema que foi ameaçado pela ambição humana? Ok, então você vai entender bem o que vou falar adiante.


Antes de se perguntar porque falar de cinema em um blog de gastronomia, ou o que um boteco/lanchonete na R. Bom Pastor, no meio do bairro do Ipiranga (de onde ouviram um brado baixinho, mas retumbante, de um imperador com problemas intestinais), tem a ver com isso? Tudo!


Sabe quando todo mundo, imprensa, internet, povo, fala muito bem de uma coisa, você vai conhecê-la e tem uma enorme decepção, pois não é nem um décimo do que falam? Assim foi minha primeira (única, e espero que última) sessão de Avatar. E é assim que percebi o famoso Hambúrguer do Seu Oswaldo, lanchonete tradicional de SP com lanches que causam burburinho para todo lado. Acho que tenho um determinado conhecimento para falar de junkie food em geral, especialmente de hamburgueres. Também não sou do tipo de pessoa que precisa de luxo, pompa e tudo o mais para gostar de um lugar (o saudoso Madame Tussaud, o Toninho & Freitas e até o Madalena são provas disso); acredito que o grande motivo de você ir a um restaurante é a experiência gastronômica. É claro que fica muito legal quando você vê um prato bem apresentado, com ingredientes finos e toda aquela frescura em torno de você. Mas tem horas que nada é melhor que aquele cachorro quente daquele trailer de frente de uma faculdade, ou aquele pão na chapa de padaria.


E partindo disso, sem pensar em qualquer outra coisa que não seja o lanche que vai chegar à minha frente em pouco tempo, que começo a falar do Seu Oswaldo. Um tradicional reduto do Ipiranga, ampliado e reformado em 2008 (após o falecimento de seu proprietário), a lanchonete tem algumas peculiaridades interessantes: não aceita cartões, não tem telefone para contato, não serve porções de batatas fritas, tem "refresco" (solúvel) e suco de laranja (natural) e comete uma heresia no que é seu ponto mais famoso: todo hamburguer vem acompanhado de molho de tomate. Aí vem minha pergunta: você pega um prato de spaghetti à bolognesa e joga maionese, mostarda e um pouco de picles por cima? Ou, na hora de uma pizza, troca o molho da massa por batatas fritas? (que me desculpe o povo gaúcho, mas pizza com batatas fritas não dá!). Então deixe meu hamburguer em paz sem o molho de tomate! Cada qual no seu lugar, cada um no seu quadrado!


Em uma incursão pouco comum (pois não estava acompanhado da Cá, e sim do meu pai, pois foi idéia dele conhecermos o lugar em um dia após uma reunião lá perto, além de já ser bem tarde para almoçar em qualquer restaurante), lá fomos nós conhecer o lanche criado e difundido por uma pessoa com cara de poucos amigos (a foto do Seu Oswaldo na lanchonete mostra que ele era bem ranzinza), e fomos atendidos prontamente pelo Manoel, funcionário mais antigo da casa (com mais de 13 anos de lanchonete); Atencioso, anotou o pedido atrás do balcão e mandou imediatamente para o chapeiro, que depois de alguns minutos parado, pensando na vida, resolveu fazer nossos lanches. A minha escolha, um cheese-bacon com maionese sem molho de tomate, já começou torta: o lanche chegou com molho. A primeira reação do garçom foi levar de volta, corretamente, e o chapeiro parou para pensar no que fazer com o lanche. Ele cogitou tentar tirar o molho do lanche e servir novamente (e foi repreendido pelo Manoel), mas desistiu da ideia e fez um lanche novo.



Antes de falar dos defeitos, vamos elogiar as qualidades: é um lanche saboroso, honesto (o que você vê em fotos é exatamente o que eles fazem) e não muito caro (custa em torno de R$ 10,00. Mas, como já falei que vou citar os defeitos, vamos lá: o lanche é pequeno (não vi ninguém comer menos de dois lanches lá, e olhe que havia de tudo lá: pessoas de todos os gêneros, tamanhos, apetites e etc...), o que torna a incursão cara (afinal, você acaba gastando mais de 10 reais para comer mais de um lanche... o que seria resolvido se eles deixassem a teimosia de lado e servissem porções diversas de entrada); a forma de cálculo deles para adicionais nos lanches (você tem no cardápio, por exemplo, o cheese bacon, mas não tem um cheese bacon maionese, muito menos o valor para adicionar maionese; isto os garçons calculam de cabeça sem explicar para você - a não ser que questionados, como eu fiz) e o grande defeito: o molho de tomate. Por mais delicioso que seja, por mais gosto que dê ao lanche, é uma tremenda heresia; um ou outro lanche (como essas hamburguerias "premium" costumam fazer - e até o McDonalds já entrou nessa em lanches de série limitada), tudo bem, mas todos? Isso não se faz, seu Oswaldo!


No fim das contas, o hamburguer do Seu Oswaldo não é um lugar ruim, definitivamente, mas a expectativa se torna muito grande pela reputação, e isso estraga toda a experiência de ir lá. Não é um local que pode ser considerado um verdadeiro ponto turístico gastronômico de SP (mais uma vez: não pelo visual ou pelo ambiente; o Estadão pode ser considerado um ponto desse tipo, e tem o ambiente muito mais “boteco” que o seu Oswaldo). Minha sugestão: se estiver com vontade de comer um hamburguer naquela região, vá ao Zezinho ou para o A Chapa. É garantia de três coisas essenciais: batatas fritas, lanches maiores e, o principal: SEM MOLHO DE TOMATE. O hamburguer tem de ter seu sabor pela própria combinação carne-pão... E o resto é acessório. O Seu Oswaldo pode ter criado uma ótima receita de molho, mas pecou ao criar a dependência de seu lanche a isso. E Kìyevame para vocês!

D.

(o crédito das fotos é do hamburguer perfeito e do xfanaticos.com.br)

Sanduicheria Petrópolis - suculento hamburguer de... salmão?!

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Um dia desses uma amiga do Di postou “i´matsanduicheria Petrópolis”... mas que raio de lugar é esse?

Em se tratar de sanduicheria o Di está sempre antenado nas novidades. 2 minutos de pesquisa no Google e lá fomos nós “At sanduicheria Petrópolis”.

Este bairro de São Bernardo não tem nada de boêmio, mas aquele trecho acolhe alguns bares, restaurantes estranhos e agora a tal sanduicheria.

De fachada um pouco escondida e uma porta nada ampla, se entra na sanduicheria de logo tradicional dos anos 50. Porém o ambiente não tem nada de tradicional que se lembre uma hamburgueria. Cadeiras (pesadas) e mesas de madeira se distribuem pelo ambiente, não deixa de ser agradável, mas parece mais como um restaurante daqueles bem simples.



Ponto negativo é o Dvd que fica rolando na Tv... em nossas duas visitas o som estava em altura desconfortável e o gosto do Dvd duvidoso...

O atendimento é bastante gentil. Veja bem, gentil, não atencioso. Mesmo com a casa vazia as vezes era difícil chamar um garçom que acabava por se entreter em conversas na mesa de algum conhecido habituée.

Na primeira vez, pedi um dos mini lanches. Juro honestamente que não me lembro qual deles pedi. Alias, o cardápio não é muito extenso, mas digo que é na medida. Porém o tal do mini lanche é realmente mini, você fica um pouco chateado quando ele chega na mesa.

Já o Di pediu o hambúrguer de salmão, segundo ele: “Muito bem temperado e montado, um dos melhores hambúrgueres de peixe que já comi” - servido com cream cheese com limão siciliano (o limão passou meio longe), e ervas, shimeji e maionese, o lanche se mostrou correto, com as guarnições não fazendo jus ao saboroso salmão.

Na segunda vez, fugimos um pouco do tema: pedi uma salada acompanhada do Recheado Crocante. Um filé de frango empanado, recheado com catupiry, delicioso que só! (Também servido em versão sanduíche). A salada, muito bem servida e fresca. Dessa vez o Di pediu o sanduíche do GIJO, um lanche feito no pão francês, com provolone, vinagrete, maionese e a famosíssima linguiça calabresa de lombo do Gijo, casa na vila Mariana em SP que tem a auto-considerada melhor calabresa do mundo. Um lanche possível de ser feito em casa, de forma mais barata e mais ao seu gosto, mas não deixa de ser uma boa opção para um dia de preguiça de cozinhar.

Para nós, o ápice das duas visitas foi a generosa porção de fritas com cheddar e bacon. Diferentemente de outras lanchonetes que utilizam uma pasta, o cheddar é ralado por cima das fritas crocantes e quentinhas o que lhe confere um sabor todo especial. Nunca pedimos as onionrings, mas a porção também é superbonita.

Achamos o preço caro, não por não ser um local de qualidade, mas, por não ter os tais valores agregados, por exemplo, não é um local tão convidativo para se papear horas e horas.

Em nenhuma das visitas pedimos sobremesa e atente para os sucos naturais, um pouco aguados.

Em resumo, vale sim a visita, mas que seja despretensiosa e no meio da semana. De final de semana, se a opção for “sanduíche no ABC”, vá de The Burger Map

http://www.sanduicheriapetropolis.com.br/


Ps. Fotos by http://www.colheradacultural.com.br

The Burger Map - Os bons 'sanduiche' do ABC

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É mais do que público e notório que o ABC é praticamente um túmulo do samba. Nunca abre nada realmente inovador e bom ou, quando abre, tem sua sobrevida extremamente curta por conta do fraco público da região, que prefere ir pra São Paulo à aproveitar o que há de bom por aqui. Não são poucos os exemplos de boas casas que fecharam as portas ou mudaram seu estilo por conta da ignorância deste público. Mas, felizmente, uma lanchonete em Santo André tem invertido esta lógica, estando sempre lotada e com qualidade muito acima da média de casas da capital.

Trata-se do The Burger Map, uma casa especializada, como o próprio nome diz, em hamburgueres. Seus donos, a partir de um livro de George Motz (Hamburger America - custa Us$13,90 no Amazon e é diversão garantida!) fizeram uma expedição pelos EUA em busca dos mais tradicionais lanches americanos. Não estamos falando dos lanches do Rei ou do Palhaço; aqui a brincadeira vira séria, só lanches típicos de determinados estados ou regiões, nomes lendários pouco conhecidos aqui em terras tupiniquins.


Blue Ring Burger e Royal Pastrami Burger

Em pouco menos de um mês, fizemos duas visitas ao local; em cada uma acompanhados de um casal diferente de amigos, mas o ritual foi praticamente o mesmo: batatas fritas de entrada, lanches e uma sobremesa (sempre com um suco à mão). Na primeira visita, optamos pelas Waffle Fries, batatas em rodelas cortadas à moda dos waffles americanos. Sequinhas, crocantes e bem acompanhadas por um "fry sauce". Aí vem a hora do show. Chegam à mesa os quatro lanches pedidos: dois Blue Ring Burger, um suculento hamburger no ponto coberto com uma camada de bacon, uma rodela espessa de cebola empanada e, dentro dela, gorgonzola picado. Muito bom, uma combinação ótima, mas com o bacon um pouco passado demais. O mesmo aconteceu com o Fatty Melt Burger, inusitada combinação de hamburguer, queijo tipo Monterrey Jack, bacon (um pouco passado) entre dois queijos quentes (sim, você leu direito, um lanche entre dois!); um pequeno monstro no cardápio, ao vivo, um sanduíche muito simpático; e finalizando, um Cheeseburger Bacon N’ Cheddar: correto como todo hamburguer mais simples deve ser. Todas as sobremesas, nesta primeira visita, estavam ótimas: dois Cookie Sandwich, como o próprio nome diz, uma mega-bola de sorvete de creme entre dois cookies; um Grandma’s Carrot Cake: bolo de cenoura feito como nos EUA (esqueça aquele bolo amarelinho com cobertura de chocolate. Aqui a coisa é bem diferente – e tão boa quanto!), e o Black n’ White Brownie: uma verdadeira perdição para os amantes de chocolate.


Fatty Melt Burger e ao fundo Cheeseburger Bacon N’ Cheddar


Sobremesas

Após duas semanas, voltamos lá com outro casal de amigos, mesmo roteiro, aí a casa mostrou seu primeiro defeito: a falta de produtos. Pedimos de entrada a Waffle Fries, que não haviam em estoque, mas prontamente , o garçom nos ofereceu uma opção não existente no cardápio: as Country Fries (batatas cortadas em “meia lua” e fritas com casca), mas decidimos mudar o pedido para as clássicas French Fries. Entradas e bebidas pedidas, hora da diversão novamente: e, dessa vez, quase chegamos ao desafio supremo da casa: o The Burger Map Mountain, um colosso de 1,3kg, formado pela junção de 3 lanches da casa, mais uma porção de french fries com cheddar e bacon. Um monstro que tem de ser consumido em 30 minutos por apenas 1 pessoa, para que você ganhe uma foto na parede da fama e uma camiseta (se bater o recorde de tempo – que atualmente é de 17 minutos – você também não paga os salgados R$ 79,90 pelo lanche); Caso não consiga comer neste tempo, seu nome e imagem serão eternizados na parede da vergonha. Como não tínhamos pressa, e ficamos com medo de parar na parede errada, decidimos por lanches de tamanho normal. Mais uma vez, o Fatty Melt deu às caras, acompanhado por um Butter Burger (lanche servido com queijo tipo Monterrey Jack e uma espessa camada de manteiga), um Royal Pastrami Burger (com pastrami, cheddar, alface e o mesmo molho das french fries – o fry sauce), e um California Bacon (uma ótima combinação de hamburger, guacamole e bacon, com sour cream – no ponto! – à parte). Passados os lanches, vem o segundo defeito da noite: das 4 sobremesas pedidas, duas já eram conhecidas (o Grandma’s Carrot Cake e o Black N’White Brownie) e vieram no corretíssimo padrão de antes, mas as outras duas novidades, incostantes. Uma Apple Pie muito boa chega à mesa, dando a impressão de que todas as sobremesas seriam do mesmo nível da visita anterior.


Butter Burger


Fatty Melt e um California Bacon

Talvez o maior erro do cardápio tenha sido a outra sobremesa solicitada: o Luana’s Cheesecake.

Uma torta relativamente insossa, de tamanho pequeno (ainda mais se for pensar no tamanho superlativo das opções do cardápio). Terminadas as sobremesas, o sempre bom café da fazenda Pessegueiro fecha a experiência da noite, que nos ensina: o Burger Map é uma ótima lanchonete, com um conceito inovador, uma casa que pode durar muitos anos (se não cair na tentação de ficar na mesmice) com lotação em todas as noites (que é o que tem ocorrido), mas que precisa dar uma corrigida nas suas finalizações, para que toda a experiência não vá para o ralo por causa de uma sobremesa inferior ao cardápio.

http://www.theburgermap.com.br/

D.

America e o Umami

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Para entender o Umami Burguer, primeiro, precisamos entender o que é o sabor umami, que confesso, só descobri sua existência há poucos anos, na faculdade de gastronomia.

O que é umami ?
Segundo o site www.ajinomoto.com, umami é um dos gostos básicos juntamente com os já conhecidos (no mundo ocidental) azedo, salgado, doce e amargo. Umami seria um “quinto” sabor.
Entre os gostos básicos, o Dr.Kikunae Ikeda descobriu o umami em 1908. Ele analisou o gosto do kombu dashi (caldo feito de algas marinhas) e revelou que o glutamato era o componente que proporcionava um gosto, o qual ele denominou umami.



A superfície da língua possui três tipos de papilas gustativas, sendo cada uma composta de botões gustativos, podendo chegar a 12.000 botões em um adulto. Esses receptores recebem as substâncias do gosto e os gostos básicos, transmitindo as informações para os nervos gustativos. Estes receptores reconhecem os cinco gostos básicos, fisiologicamente. A comunidade acadêmica reconheceu o umami como sendo um gosto básico pelo fato de existir um receptor específico que o identifica e transmite o sinal para o cérebro por meio de um nervo gustativo, assim como ocorre com os demais gostos básicos.



Principais substâncias umami
As três principais substâncias umami são: glutamato (possui alto índice de aminoácidos), inosinato e guanilato. O glutamato é um aminoácido comum encontrado em grande quantidade na natureza. Os nucleotídeos inosinato e guanilato, substâncias que conferem mais o gosto umami também estão presentes em diversos alimentos. Cientistas japoneses descobriram estas três principais substâncias umami, e hoje o umami é um gosto universal presente em alimentos reconhecidos no mundo inteiro.



Agora, pergunte a uma pessoa comum:
Azedo? Resp. Limão
Doce? Resp. Chocolate
Amargo? Resp. Agrião
Salgado? Resp. Huuum, coxinha!
Umami? Resp. É a sua!!!

Fato, os povos orientais estão muito mais familiarizados e tem em sua cultura, muito mais difundido o tal do umami, até porque, os ingredientes básicos de sua culinária são ricos neste sabor, que para nós, meros ocidentais, ainda é uma “viajante” novidade... mas se o umami sempre existiu, por que a gente não sabia que ele estava lá?

Na verdade a gente sabia, pois o umami é tido como a “deliciosidade” do alimento, mas ainda sim, precisamos treinar nosso paladar tão apressado a sentir esse “G” a mais.

Numa busca rápida pela internet, não encontramos muitos exemplos de alimentos cotidianos ricos em umami, mas podemos citar: tomates, queijos fortes, carnes, sardinha, além do leite humano e bovino. Existem, porém, diversos produtos industrializados que levam o glutamato como intensificador de sabor.

E parece que foi através desta busca rápida que o America (www.americaburger.com.br) criou seu novo lanche, como não poderia deixar de ser: o Umami Burguer.

Explicado, não tão rapidamente, o sabor umami, vamos ao que interessa. Lá fomos,mais uma vez, eu e o Di em mais um capitulo das nossas cruzadas gastronomicas.

Ao chegar ao America da Paulista, com fome, depois de mais de 1h de trânsito pesado por conta das obras no caminho, pedimos os nossos Umami Burgueres, depois de quase implorar para sermos atendidos, visto que, de casa vazia, o staff parecia mais preocupado em jantar (vários garçons e um gerente jantando no período em que ficamos lá) e conversar (outros tantos garçons batendo papo e esquecendo as mesas). Um serviço muito lento e relapso, bem longe do padrão que estamos acostumados do America. Para ter idéia, foi necessário pedir para 3 pessoas da equipe e esperar mais de 20 minutos por um simples copo com gelo para o suco. Mas, vamos ao que interessa:



Dá prá ver logo de cara que o lanche da direita está identico ao da esquerda né? O lanche deveria se chamar "desmami burguer" de tão "desmamicado" que veio, sendo necessário um palito para segurar tudo aquilo.

Ingredientes (ricos em umami):
- Hamburguer de 200gr: passado demais, duro, seco, parecia que estava guardado e foi esquentado num forninho eletrico; Detalhe: foi a primeira vez que pedimos um hamburger no America e o garçon não nos perguntou o ponto da carne. Mas ela chegou ao ponto... ponto negativo!
- Cebola caramelizada: para mim, era só uma cebola murchinha, tipo refogada, quase cozida, sem gosto nenhum
- Tomates assados: uma rodela apenas, mole demais, sem gosto, quase um pure
- Shitake:estavam lá, sim, 2 pequenos pedaços que pareciam mais duas cabeças de cogumelos Paris cortados pela metade na horizontal
- Crispy de queijo tipo grana padano (uma variação mais forte do parmesão): estava gostoso, mas era frio, podia ser quentinho, outra demonstração que os crispys são feitos de antemão. Além disso ele ficava sobre o tomate, qdo vc tentava cortar, o que já estava bagunçado, ficava pior - tomate para um lado, carne para o outro...
- Pão de batata: de aparência gordurosa, estava muito distante da famosa imagem "meramente ilustrativa" dos anúncios
- "exclusivo molho umami": oi? Tão pouqinho, tão "ficou no esquecimento" que só consegui notar um pedacinho de anis que com certeza passou sem querer para o lanche.

Após a decepção com os lanches, hora da sobremesa! Sim, as tão famosas e deliciosas sobremesas do America... Pedimos um Gateau de Nutella e um Devil's Food Cake. Muitos minutos depois (tantos minutos que, cerca de 10 minutos depois do nosso pedido, uma família que estava na mesa ao lado pediu a sobremesa e a deles ainda chegou antes!), chegam as sobremesas: o Devil's Food Cake estava ok, bonito, bem montado. Mas nem de longe era o bolo que aprendemos a adorar, que vinha boiando dentro de uma calda de chocolate em um pratinho fundo. Um pouco de calda, um pouco de frozen e manda pra mesa. Já o Gateau, uma decepção. O que você espera de um bolinho de chocolate fumegante com um recheio cremoso de Nutella? É, então... imagina a expectativa indo pro espaço ao cortar o primeiro pedaço e ver que o recheio de Nutella, além de ter passado muito longe dali, estava duro e meio frio (ou seja, bolinho mal-descongelado).
Terminada a epopéia Umami, fica uma dica: o Umami Burger é um lanche caro, mesmo para os padrões America (30 reais cada lanche), de repente, vale mais a pena anotar a lista de compras abaixo, para 2 pessoas:

- 1 pacote de batatas fritas McCain
- 500g de fraldinha moída
- Sal a gosto
- 1 tomate Carmem, Débora, Maria ou qualquer outro nome de mulher
- 4 cogumelos tipo shitake grandes
- 2 pães de batata da padaria perto da sua casa, sem recheio, ou brioches (acho que ficariam bons também)
- 200g de queijo grana padano ou parmesão ralado
- 1 cebola cortada em tiras finas
- molho teriyaki (vende em qualquer supermercado, perto dos shoyu)
- Ajinomoto (afinal, precisamos de mais Umami).

Modo de fazer (grosseiramente):
Molde dois hamburgueres com a Fraldinha moída (tempere-a com cebola, sal e alho, já deve ser suficiente), ficando com 250g in natura (assado deve perder uns 30g). Coloque para assar em fogo médio até chegar no ponto que te interessa (se você não tem um char broiler, não se preocupe, isso é frescura. Faça no forno e veja que ficará tão bom quanto). Corte o tomate em rodelas generosas, tire os cabos dos cogumelos, refogue-os no teriyaki e corte os pães no meio. Refogue a cebola em um pouco de azeite e depois coloque um pouco de mel na panela para dar um gosto adocicado (já ficará melhor que a do America). Para fazer o crisp de queijo, pegue uma frigideira, espalhe 100g do queijo ralado e deixe fritando um tempo, apenas secando com um papel toalha por cima (quando perceber que está muito engordurado). Vire como se fosse uma panqueca e repita o procedimento mais um pouco. Faça isso com os outros 100g também. Frite a Batata e coloque um pouco de maionese em um potinho.
Para montar o lanche: pegue a fatia de baixo do pão, espalhe um pouco do molho Teriyaki com ajinomoto, coloque o hamburger, a cebola, o tomate (2 ou 3 fatias por lanche são suficientes), tempere com ajinomoto (umami! Tem de ter umami em abundância, afinal é um Umami Burger!), coloque o crisp de queijo (nossa sugestão, para facilitar o corte, é colocar por baixo, acima do pão, mas entendemos que o America fez dessa forma para "espalhar" o Umami pelo lanche), o shitake refogado no teriyaki e cubra com a outra fatia de pão. Complete com as batatas fritas ao lado e o potinho de maionese. Pronto! Com menos de 60 reais você fez dois lanches mais bem-servidos que o do America e com o mesmo (se não estiver melhor) gosto Umami. Divirta-se! Se arrisque um pouco na cozinha e veja que é melhor fazer algo bem-feito em casa do que sair esperando que os outros façam por você. Ah, claro, não colocamos a sobremesa, nem os sucos, nem o couvert, mas temos certeza que você conseguirá fazer tudo isso de forma muito melhor gastando menos que os 140 reais cobrados pelo America


P. J. Clarke´s

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O Di comprou nesses sites de compra coletiva que se proliferam pela internet, tickets para o P. J. Clarke´s. Acabamos indo lá, na terça passada após irmos na avant premiere do Salão do Automóvel (Ok, invejem-me).

Chegamos lá, já estava meio vazio e tarde, mas mesmo assim o atendimento foi solicito, apesar de eu ter pedido uma “Coca Zero” e o garçom me perguntar se eu queria “normal ou light”... na segunda vez que ele perguntou eu respondi: “Só quero a zero mesmo”.

O voucher dava direito ao lanche, com a escolha do queijo e do acompanhamento. O Di pediu com queijo americano acompanhado de batatas em cubos com cebola caramelada e eu pedi o meu com queijo ementhal e onion rings.



Vou direto ao ponto, o lanche é bem “Ok”, não tem nada de extraordinário para ter sido considerado pela segunda vez o melhor lanche de São Paulo. Pão normal, hambúrguer de sabor bem caseiro, pouco queijo, rodelas de tomate frias, nenhum molhinho, e bizarramente, o sanduíche vem sobre uma imensa e grossa fatia de cebola crua.

A batata em cubos do Di estava gostosa, mas para mim poderia ser um pouco mais crocante, e eu adorei meus rings de cebola, bem fininhos e extremamente crocantes.



Confesso que não me atentei aos preços por estarmos com o voucher, mas obviamente não é um lugar barato. Valeu pelo ambiente, me lembrou demais o café Tortoni de Buenos Aires, o jazz tocado ao vivo e os tais aneizinhos de cebola.

Antes que me esqueça, o cardápio é bem fraco no quesito “sobremesas”.

P. J. Clarke´s
Rua Mario Ferraz, 568 – Itaim
http://www.pjclarkes.com.br

Lanchonete da Cidade

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postado originalmente em 22/02/10)

Já não é a primeira vez que fomos na lanchonete da cidade, e este lugarzinho merece algumas considerações.

O ambiente: Tanto faz se você esta no shopping Cidade Jardim, em Moema ou em algum dos outros endereços, você vai encontrar a mesma parede em tons de amarelo e azul claro, cheia de bolinhas, com lustres coloridos e algum motivo retro, como dita a moda de lanchonetes moderninas. Mesinhas nos cantos com sofazinhos também fazem parte do ambiente, compondo com uma área de espera no balcão, rodeado por banquetas altas. Ou seja, nada de muito incrementado, mas, com carinha de lanchonete de bairro.

Atendimento: Mesmo indo uma das vezes na unidade Moema, que estava bem cheia, o atendimento foi eficaz, tem um quê de cordialidade “blockbuster”, do garçom se apresentar pelo nome e tal, mas, não chega a ser uma excelência em atendimento. Digamos que é um atendimento que não deixa o cliente passar nervoso.

Batatas: as batatinhas fritas são feitas com dentes de alho e ramos de alecrim. Ela pode vir na versão tradicional ou rústica (rodelas com alguns milímetros de espessura fritas com casca). Para mim que adoro alecrim e alho, o gostinho das batatas é maravilhoso, alem do dente de alho vir tão macio que pode ser passado como pasta nas batatas. Porém, de uma para outra, de um pedido para outro, houve variação de sabor e até mesmo no tamanho da porção.

Lanches: Já provei o Mooca (hambúrguer a milanesa, mussarela de búfala, rucula, tomate, berinjela e abobrinha grelhadas e manjericão) e o Supimpa (hambúrguer com cebola, bacon e queijo). O primeiro estava muito, muito bom, porém o segundo estava bem seco, o hambúrguer meio passado demais e a sequência dos ingredientes, na minha opinião, meio falha… a cada mordida a cebola escorregava para fora do lanche e o queijo, somente em cima da carne, não umedecia o pão e nem unia os ingredientes. Já o Di comeu o clássico Amarelinho (Ovo frito na manteiga aviação, queijo palmira derretido, tomate caqui, pimenta do reino e orégano). Este lanche teve exatamente o mesmo problema… estava seco. A combinação é bem gostosa, mas nada que não possa ser reproduzido de maneira até mais brilhante, em casa.

Considerações: é um ambiente agradável, preço razoável e cardápio a contento, porem, senti falta daquele saborzinho de lanche que a gente não consegue reproduzir em casa, sabe?! Pois é esse tal “saborzinho” que nos faz querer voltar sempre…