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Copinhos de chocolate Cacau Show

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Fazia bastante tempo eu tinha comprado copinhos de chocolate da Cacau Show... Bastante tempo assim, uns 3-4 anos... até aí tudo bem, tudo ótimo.


Semana passada, minha madrinha veio de Monte Verde, onde atualmente mantém um sitio onde está iniciando o cultivo de physalis e me trouxe um saco dessas frutinhas.

Também conhecida como saco de bode, a physalis é docinha quando madura, cheia de sementinhas e tem um visual incrivel para decorar doces. Mas é do tipo 8 ou 80... ou você tem muitas para processa-las e fazer um doce, ou tem poucas (até porque são caras) e faz apenas uma decoração.

Como eu tinha uma geléia natural de physalis guardada e preguiça... resolvi apenas fazer um creme, rechear copinhos de chocolate e decorar com a fruta banhada em caramelo.

Fui até minha habitual loja de doces e lá eles não tinham os tais copinhos, como por coincidencia fui ao shopping no mesmo dia, os comprei na Cacau Show - 20 copinhos (130gr) por R$ 11,90. - se vc for comprá-los no Acre, vai pagar R$ 13,50/cx.

Abri a caixinha e tudo parecia normal, alias, a primeira impressão foi que o display que segura os copinhos estava muito, mas muuuuuito mole, mas achei legal a ideia de ter uma parte destacável, que vira uma especie de xicarazinha, com uma pequena asa plastica para você segurar o copinho. Achei bem util qdo o que vc irá servir for licor, etc.


Já estava com as physalis prontas e o creme devidamente frio, então, um a um, preenchi os copinhos, no display, afinal, por que eu os tiraria dali? Preencher os copinhos na bandejinha que eles vem é bem mais fácil e prático.


Fui tirar os copinhos para colocá-los num prato, completar com a physalis e servir e olha o que aconteceu:


Geralmente eu deixo as palavras desbocadas para o meu outro blog, mas ah... olha que merda! Desculpe, não tinha outra palavra menos pior para colocar... Os copinhos finissimos, começaram a se partir só com o peso do creme, qdo fui tentar tira-los do display quebravam, no melhor dos casos, amassavam.

Então para tentar salvar alguma coisa, tentei destacar a xicarazinha... notem, só consegui tirar uma! Ah, claro, já tinha estraçalhado o copinho... Comecei a ficar com uma raiva e meio que terminei de qualquer jeito.

Enviei uma reclamação no site da Cacau Show, porque, além de tudo, o chocolate está com um terrivel sabor de gordura. Não, não é sabor hidrogenado, é de gordura mesmo e olha, modéstia a parte, entendo de chocolate.

Me ligaram no dia seguinte da reclamação, o rapaz foi muito educado, mas segue a cartilha... Anotou numero do lote, validade e "vamos analisar", me explicou sobre os padrões de qualidade... baboseiras, para quem não entende nada desse ramo, parece "óóóó", mas nada mais é que um padrão exigido pela vigilância...

Mas aí que tá o negócio, os copinhos não estavam estragados, a qualidade que estava pessima! Totalmente diferente do produto que eu já havia comprado...

O rapaz disse que como eu ja tinha utilizado toda caixa, não teriam como trocar ou analisar.... trocar? Porcaria por porcaria fico com a que ainda tinha em casa (Sim, eu comprei 2 caixas...). Falei que eu tinha outra caixa, ele pediu para que eu analisasse a situação e que retornasse o contato, informando para eles o parecer... Pois bem, aí está:

Observem a espessura da lareral dos copinhos. Não se iludam, a parte mais "grossinha" é só na borda, ficando quase invisivel logo abaixo, como se deixassem secar de ponta cabeça e formasse uma leve borda mais espessa. Fui tentar retirar o copinho do display, vazio, e sem nenhum esforço, um pedaço ficou na minha mão.
Totalmente irregular, mais uma vez atentem para a espessura da lateral... Agora olhem o fundo do copo! Translucido!!! O que dá p/ colocar aí dentro??? Ah, vale dizer que TODOS estavam assim. Tentei retirar o chocolate do display empurrando ele pelo fundo p/ cima... nem precisa dizer o que aconteceu né?

Bom, há muito tempo não acho o chocolate Cacau Show uma maravilha de chocolate, longe disso... as trufinhas até que são gostosas. Mas de resto, muita gordura e pouco cacau.

Agora, a questão aqui não é nem tanto o chocolate, mas a qualidade do produto "copinho", se é para vender, que o façam direito!

Na próxima, compro, sei lá, Pan, pelo menos sei que o chocolate é hidrogenado mesmo e vai ser bem mais barato, ou seja, preço compativel com o produto.

Leia mais sobre os copinhos de chocolate Cacau Show aqui.

Frango, nada mais que frango! (A passarinho, ok?)

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Continuando nossa série de história de pratos típicos, há uma receita brasileiríssima, mas de origem praticamente desconhecida: o Frango à Passarinho. Este corte de frango em pequenos pedaços, geralmente da asa, fritos em imersão de óleo quente, tem local de origem desconhecido, mas desconfia-se que foi criado no sudeste, mais especificamente no Rio de Janeiro, onde um boêmio pediu ao cozinheiro de um bar um tira-gosto de frango, cortado em pedaços bem pequenos, como se fossem pedaços de passarinho. Daí o nome e sua criação. O frango crocante, em pedaços pequenos (aqui no ABC muito associado à polenta frita) virou um verdadeiro sucesso entre bares e restaurantes, especialmente no estado de SP. E, para quem gosta dessa pequena iguaria, abaixo uma ótima receita de como faze-lo em casa:


Ingredientes:
- cerca de 1,5Kg de frango, cortado em pedaços pequenos, com pele

- 03 cubos de caldo de galinha

- 1/2 xícara (chá) de salsa picadinha
- alho frito a gosto
- cerca de 1L de óleo para fritar

Modo de preparo:
Dissolva os cubos de caldo em duas colheres de água fervente; tempere o frango com esta mistura, deixe descansar por duas horas. Frite o frango em imersão de óleo bem quente, até todos os lados estarem dourados. Escorra a fritura no papel absorvente, e polvilhe salsa e alho frito picados por cima do frango. Tente! Vale a pena!





Aproveitando o tema galináceo, uma história interessante é a do Frango com Polenta, prato trazido por descendentes de italianos para o Brasil, sendo que fez a fama dos restaurantes da região de São Bernardo do Campo, mas também é encontrado em outros ótimos lugares fora daqui, como em Jarinu, na festa do morango, no Madalosso, e outros restaurantes de Santa Felicidade, em Curitiba (ah, Santa Felicidade!!!!)

Para quem não conhece, o bairro dos Demarchi, em São Bernardo, (originalmente chamado de Colônia ou Botujuru), é praticamente a meca dos restaurantes de frango com polenta e dos motéis. Como nosso blog não trata sobre o segundo assunto (aaahhh...), vamos nos fixar na história dos primeiros, quase todos controlados pela família Demarchi (hoje a maior família com número de descendentes em uma mesma cidade, passando de mais de 1.000 pessoas), que teve como uma das personagens mais destacadas Maria Servidei Demarchi.



Dona Maria, foi a segunda esposa de Matteo Demarchi (um dos primeiros Demarchi a chegar ao Brasil junto de seus 3 irmãos, viúvo com apenas 25 anos). Conhecida como uma grande matriarca (ganhando até o título de “Mãe Símbolo de SBC”), Maria Servidei, nos anos 1940, partiu de uma receita simples e tradicional da sua família para servir em sua casa os viajantes que saíam do litoral com destino à capital, São Paulo; se baseando no tradicional frango com polenta servido nas chamadas tômbolas (uma espécie de bingo nas quais os anfitriões serviam aos convidados fartas porções de frango com polenta, macarronadas, cabritos e leitões).

Maria e sua família começaram a fazer da receita caseira um grande sucesso entre os viajantes. Os Demarchi, assim como os Battistini, os Tollotti e outras famílias italianas de São Bernardo, perceberam o filão comercial destes pratos, e começaram a abrir restaurantes. Primeiro, Andrea Demarchi oficializa o São Judas Tadeu, em 1950, hoje em dia um dos maiores restaurantes do Brasil e do mundo, em número de lugares. Seus parentes constroem o Florestal, a família Battistini cria o restaurante deles, assim como a cantina dos Tollotti (hoje já não mais existente). Hoje, a rota dos restaurantes do Demarchi é nacionalmente conhecida, um dos maiores pontos turísticos de São Bernardo do Campo e o Frango com Polenta é servido em várias formas (com molho, inteiro, à passarinho, alho e oleo), mas aproveitando a receita acima, vamos só complementá-la com a famosa polenta frita:




Ingredientes:
- 2 xícaras de fubá mimoso (porque ele é mimoso eu não sei, nunca o vi fazendo carinho em ninguém ou sendo meigo com alguém)
- Fubá mimoso para empanar
- 4 colheres de sopa de óleo
- 1 litro de água fervente
- ¹/2 colher de sopa de sal
- 3 dentes de alho amassados
- 1 cebola pequena ralada

- 1L de oleo para fritar



Modo de preparo:
Dissolva o fubá em 2 copos de água fria, reserve. Leve a panela em fogo médio e adicione o óleo, cebola, alho e o sal, mexa bem até dourar. Em seguida acrescente o fubá já diluído (na água toda) mexendo de preferência com uma colher de pau por mais ou menos 20 minutos, até obter uma consistência bem firme na polenta (fica bem pesado para mexer). Despeje em uma travessa e deixe esfriar, corte em pedaços, empane no fubá (com os pedaços ainda mornos) e frite em óleo bem quente.

Dica: O fubá antes de fritar é para deixar a casquinha da polenta bem crocante e ainda evita que ela encharque, ela tem que ficar sequinha!




Mais um pedaço de história (frita) contada, voltamos em breve com mais um pouco da nossa história gastronômica. Enquanto isso, aproveitem, comam
sem moderação e divirtam-se!


D.

Bolo da Fortuna - receita

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Um tempinho atrás, bem pouco mesmo, escrevi um post sobre o famoso (ou atualmente nem tanto) Bolo da Fortuna e minha andança até chegar no seu fermento inicial, também conhecido como Chef ou levain.
 Dei um tempinho para os interessados e motivados preparem e fortificarem seu fermento natural, enquanto, ao mesmo tempo eu testava algumas vezes a credibilidade do meu levain antes de dar continuidade aos acontecimentos aqui no blog.


Como havia dito no texto do post anterior, essa receita é muito antiga e estava perdidinha num caderninho de receita da minha mãe. Procura daqui e de lá, achamos a bonitinha e aqui coloco uma cópia do original para vocês lerem e perceberem como ela é cheia de misticismo:




Bom, achada a receita, era hora de colocar a mão na massa!

Bolo da Fortuna:

Juntar em aproximadamente 300gr de levain
- 02 xic de farinha de trigo
- 02 xic de açucar
- 01 xic de frutas cristalizadas
- 1/2 xic de oleo
- 01 xic de amendoim torrado (ou outro tipo de castanha, eu usei castanha do pará picada)
- 01 maçã verde picada
- 03 ovos inteiros
- 01 colher de sopa de baunilha
- 01 colher de sobremesa de fermento químico

Preparo





Separar 300gr de levain. Note como ele tem bastante bolhas, ou seja, está ativo e forte.











Em um recipiente colocar as frutas (eu não tinha frutas cristalizadas, coloquei passas. Você também pode fazer um mix entre as duas, ou se não gostar... não coloque, pode substituir por gotas de chocolate ou mais uma maçã verde, ou nozes, etc) 






Acrescentar os demais ingredientes









Misturar









Acrescentar o fermento natural









Misturar








Eu acabei dividindo em duas formas, mas eles ficaram muito baixinhos... Esse bolo tem que ficar alto, mas vale dizer que ele não é fofo. É uma massa pesada e umida, tem um sabor azedo bem leve no fundo, devido ao fermento. Lembra um bolo inglês.


Forno médio por 40min, até o palitinho sair limpo.



Ei-lo!



E este, que fiz antes, no Ano Novo, qdo levei o fermento para passear na praia.


O que dizer?

Bom, tirando a parte supersticiosa do bolo, ele é uma delicia. Tem um sabor levemente azedo, lembrando vagamente uma cerveja, com aquele amargor. Isso se deve a utilização do fermento natural.

É um bolo de consistência firme, úmido e perfumado.

Como se não bastasse, é um otimo treino para praticar o levain e sua utilização. Caso queira levar a missão adiante, divida o restante do seu levain em duas ou três partes e presenteie amigos e parentes.

Como eles não vão ter toda a habilidade do levain que vc adquiriu até aqui, encaminhe junto a receita original do bolo da fortuna com as instruções de como fazer crescer o fermento:

1º dia: acrescentar: 01 xicara (cha) de açucar, 01 xicara (chá) de farinha de trigo e 01 xicara (chá) de leite morno. Mexer com uma colher de pau e deixar crescer em uma tigela branca coberta com pano branco (em cima da geladeira). - parte mística rs.

2º dia: acrescentar os mesmos ingredientes do 1º dia e proceder da mesma forma.

3º dia: dividir a massa em 4 partes iguais; com uma das partes você fará o bolo, as três partes restantes você dará a 3 amigas com um pedaço de seu bolo e uma receita igual a esta.
(receita do bolo, acima)


Obs. Cada pedaço que vc comer, faça um pedido.




Bom apetite, bom divertimento e boa sorte!!!

NAMI IZAKAYA e as novidades

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Depois de muitas idas e vindas no Nami sempre pedindo o mesmo prato, não por falta de imaginação, mas por nos deliciarmos e sermos fãs da costela (http://criticozinha.blogspot.com/2010/11/depois-de-um-tempo-afastada-do-blog-ora.html) e por a gente não curtir comida japonesa na sua versão crua, voltamos recentemente na casa, sempre de recepção simpática.

O ambiente continua igualmente aconchegante, mas o cardápio... Quanta diferença!

Diferença para melhor: de mais fácil leitura e trazendo mais opções para quem, como nós, gosta mesmo da comida quentinha. rs

Dessa vez, até para surpresa do Chef e proprietário Jorge, fugimos do nosso pedido obvio (a costela) e pedimos dois pratos individuais, vamos a eles;



- Peixe empanado em farinha Panko com salada: um alto filé de peixe, bem preparado, sequinho, crocante, com um sabor marcante, o prato veio muito bem acompanhado com uma saladinha simples, mas muito bem feita, de tomates sweet grape e folhas em farta quantidade; para quem pediu alguma entrada, poderá sobrar algo no prato!



- Yakissoba com carne e legumes: Quando a tigela chegou me surpreendi com a beleza e com o tamanho do prato! O macarrão e os legumes estavam al dente e a carne suculenta. Tudo muito fresco, bem temperado e delicioso! Eu, não consegui comer tudo... Bom, o prato serve duas pessoas com fome média, ou que, como eu, tenham se deliciado com o kare korokki de entrada.

- kare korokki– um delicioso bolinho de batata e carne moída, temperado com curry, empanado na farinha panko. Eu acho uma maravilha, mas notei que ele está um pouquinho menos condimentado... Continua muito bom, macio por dentro e crocante por fora, mas gosto mais quando o sabor do curry fica um pouco mais acentuado. Hum.... uma porção dessa com uma cervejinha no fim da tarde e não se precisa de mais nada!


NAMI IZAKAYA - http://www.namiizakaya.com.br/
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=146460348711458&set=a.146460345378125.21037.146457222045104&type=3&theater#!/pages/NAMI-Izakaya/146457222045104

Quer comer mal? Bar do Elidio e Restaurante do MAM!

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Exatamente as 12:47 do dia 07/01/12 eu postava em meu FB – “Ah... o mercadão” – em Elidio Bar. Pois é, cheguei ao mercado bem mais tarde do que eu pretendia, mas estava lá levando minha vó para passear. Logo subimos ao mesanino e tomamos lugar, onde havia lugar... ou seja, Elidio Bar. Até achei legal, pq não conhecíamos o “bar” então também era uma chance de experimentar um novo local.

O mercadão de São Paulo é sempre uma loucura, ainda mais de final de semana quando chegam excursões afoitas atrás de um lanche de mortadela “enorme” (isso porque nunca ouviram falar no Carniege Delli) e um pastel de bacalhau... Sentamos... 1, 2, 3, 5, 10 minutos e nada de limparem nossa mesa. Ok, o lugar é muito movimentado, mas vem cá... Se você sabe que tem uma demanda constante daquele porte, por que não coloca mais funcionários?! Ok, fomos atendidos atenciosamente, mas só no pedido das bebidas.
Depois uma luta para pedir 2 bolinhos de bacalhau e 1 bolinho “elidio” (R$ 5,50 cada). Chegaram em torno de 15 minutos, na minha opinião, demais para um bolinho. É um bolão na verdade, meio pesado, mas gostoso, mas claro, nada excepcional... Tipo, compre lascas de bacalhau (que são mais baratas), batatas e faça em casa. O bolão do Elidio é uma espécie de kibe salpicado com queijo ralado, gostoso, mas, mais uma vez, nada que valha a visita. Para nossa tristeza pedimos dois pratos, estávamos conversando coisa e tal, num momento descontraído, mas, vem cá (parte 2): 1 hora para chegar dois pratos? Um de execução ridícula de fácil e outro, que no mínimo devia estar congelado ou pré montado. Vamos a eles:
- Costelinha de porco defumada com polenta: Vejam a foto e me digam, tem porquê demorar uma hora nisso? Triste de ver, depressivo para comer – costelinha seca, polenta sem gosto. A parte da salada, estava bom em não ter nenhum “alien”. - Bacalhau a Zé do Pipo (bacalhau em lascas com batata sauté, gratinado com parmesão, acompanha arroz, para 2 pessoas). No site R$ 52,00, no cardápio módicos R$ 75,00. Minha vó gosta muito de bacalhau, também pudera, foi casada uns 50 anos com um português! Quase caí na tentação, para agradá-la, de pedir o “bacalhau grelhado com arroz, brócolis, batata sauté, ovo cozido e azeitona preta p/ 2 pessoas” – R$ 89,00 no site, no cardápio R$ 130,00! Ok, veio bem bonitinho, olhem aí:
Mas, como as aparências enganam... Era um purê de batatas muito do mal feito, mas muito mal feito mesmo e o bacalhau em lascas... vou ter que falar uma coisa que vai soar nojenta, mas era a real... As lascas de bacalhau passaram longe, parecia mesmo que o tal purê de batatas tinha sido guardado numa calcinha... PQP, o cara está no mercadão de São Paulo e regula bacalhau?! É de indignar até uma senhora de 71 anos! Quis agradar a “velha” e ela, que não tem papas na língua saiu falando mal p/ caramba. A conta de: 100gr de acepipes da mesa de frios + 03 bolinhos + 1 refri + 2 águas com gás + 1 suco de melancia + os dois pratos acima: R$ 175,00, com raiva! Para relaxar fomos ao restaurante do MAM, tomar um café contemplando o parque, sentamos na mesa para pedir os cafés e algum bolo, etc... “Senhor a gente não serve café na área do restaurante”. Tipo, oi? O restaurante é pequeno e a área do café é ridiculamente pequena, com 2 mesinhas mínimas com 3 lugares cada. Fica atrás de uma parede, ou seja, vista zero para o parque. Vem cá (parte 3), qual o problema de servir um maldito café na mesa do “restaurante”, com ele VAZIO às 4 da tarde?!?! (detalhe, a mesa em que sentamos ficava há no máximo 3mts de distancia da “área do café”). Aí a garçonete (não me perguntem porque, quase escrevi manicure) veio querendo “quebrar um galho”: - É, não posso, mas vou servir. Na hora veio outra e reforçou que não serviam o tal café... Eu já estava puuuuuuta, não tem como escolher outra palavra, me levantei e só quase não mandei enfiar o café no santo tobas por um pequeno lapso de educação. A má vontade foi tanta, ok, elas são pagas para seguir ordem, não para pensar, mas já foi o suficiente para não voltar lá na hora do almoço! SALDO DO DIA: A pizza, da pizzaria da esquina de casa estava ótima! Em todo caso, se quiserem arriscar: http://www.elidiobar.com.br/ E, restaurante do MAM, no MAM, no Parque do Ibirapuera / SP

Levain e o bolo da fortuna

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Um sábado desses por aí, mais precisamente em 03/12/11, acordei com um saudosismo culinário de uma receita antiiiiga, chamada de “Bolo da Fortuna”.


Procura daqui, procura de lá, achei algumas poucas versões convincentes na internet, mas somente uma delas, aparentemente, me solucionava um problema: O fermento inicial...

Para quem nunca ouviu falar, a receita do bolo da fortuna faz parte de uma corrente igual a essas que recebemos como spams pela internet, mas de uma forma muito mais antiga e saborosa. O bolo da fortuna ou, bolo do Padre Pio tem séculos de existência e dizem que todos os fermentos tem inicio num pedaço de bolo amassado do padre Pio (por que ele amassou o bolo, não sei). Então a idéia da “corrente” era ir alimentando e compartilhando esse fermento com as pessoas as quais você deseja boa sorte e com a parte designada a você, era feito um bolo ao longo de 3 dias (isso na receita perdida da minha mãe). Na receita encontrada na internet, o bolo era feito ao longo de 10 dias (!!!) mais o tempo da fermentação natural... Como inicialmente foi o que eu encontrei, comecei conforme indicava a receita...

(a receita original achei em vários sites portugueses, depois, traduzida neste site: http://www.receitaculo.com/receitas/20740/ )

Parte 1 (para quem não tem o fermento inicial):
- 1/2 copo de farinha
- 1/2 copo de água
- 1 colher de sopa de açúcar

Ok.... e???
Eu sabia que fermentação natural, ou levain, ou chef, demora alguns dias para acontecer, mas... e quando não acontece?

Vale dizer que foram semanas de um calor dos infernos e eu até achei que tinha visto algumas bolhas surgirem nessa primeira mistura. Como tive essa percepção, dei sequencia na receita que vocês podem checar no site citado acima.
No quinto dia da receita seguida a risca eu já estava notando que aquilo nao ia dar em nada... eu lembrava muito bem que o bolo que minha mãe fazia era muito mais rápido (em dias) e crescia numa velocidade assustadora.

Ela, acompanhando minha saga, revirou os cadernos de receita (sim, isso ainda existe!) e finalmente, achamos, uma pagina datilografada com a receita (colocarei mais para frente). Foi então que resolvi “roubar” e fazer um mix da receita do site com a receita do caderno... Uma mistureba só, mais dois dias e nem sinal de vida na minha massa... Decepção...



Obvio que quando o bolo do padre Pio apareceu em casa, em tempos de geladeira e freezer de cor marrom, eu nem sonhava o que era aquela massa que crescia como mágica, mas, eu já adorava seu cheiro azedo e me deliciava cutucando a mistura com uma colher.

Chegou um certo momento que minha mãe cansou da “fortuna” e desencanou de alimentar o fermento, também pudera, era mais ou menos 1 ou 2 bolos por semana, alem de ter que dividir a parte excedente com amigas, que claro, dividiam a parte delas de volta com você, num ciclo sem fim...

Enterrou-se a receita, por anos... até meu nariz se deparar com o mesmo cheiro azedo do fermento em algum lugar... Nossa memória olfativa é inacreditável! Tentei fazer o bolo partindo de uma esponja feita a base de fermento biológico (neste momento, já imaginava como era a base do bolo e tinha conhecimento gastronomico p/ tal). Deu certo, rendeu alguns poucos frutos, mas o bolo.... não era o mesmo sabor que estava guardado na memória, sabe?!

Mais uns três anos, neste Dezembro de 2011, naquele sabado que iniciei o post, volta a historia do bolo... Agora com mais conhecimento, teórico, sobre a fermentação natural... Como começar?!

Como disse, achei aquela receita base acima... Agora: jogue fora!

Uma semana, um quilo de massa guardada na cozinha e nada de bolhas... Pesquisa!
Santa internet, me direcionou a dois blogs ótimos, onde cada um a seu modo inicia e cria seu levain:

http://rogerioshimura.wordpress.com/category/fermento-natural-levain/

http://blogs.estadao.com.br/luiz-americo-camargo/2010/03/page/3/

Iniciei ao modo “Luiz Américo Camargo”, apenas farinha integral e água... nada. Intrigante, quase 3 dias e mais uma vez, nenhuma bolha e olha que o calor estava de derreter qualquer ser vivo na sombra!

Estou falando tanto do clima, porque ele é importante... quanto mais quente (não fervendo) melhor para o desenvolvimento dos nossos almejados funguinhos, vindos das leveduras selvagens, que se encontram em todo e qualquer ambiente... Já começava a achar que minha casa era um local totalmente estéril!

Mais pesquisa e me deparei com Rogerio Shimura.
Vou falar, achei um mais didático, outro mais romântico, por assim dizer, mas, como leiga e iniciante na aventura do levain, senti falta de informação nos blogs... um ia completando o outro, li e reli e pesquisei mais e cheguei ao meu levain, que agora, finalmente, ensino para vocês (tentando expor minhas duvidas e minhas conclusões).

Etapa 01:
- 50gr de uvas passas
- 200ml de água potável (claro)
- um recipiente qualquer, de preferência transparente, um cantinho calmo e fresco da cozinha.

Misturar a água e as uvas e deixar num cantinho. Só isso... As primeiras bolhas começaram a aparecer 48hr depois da mistura, aguardei que elas tomassem corpo, num total aproximado de 60hrs.



Etapa 02:
- farinha integral
- 1 colher de sopa (rasa) de açucar

Criar um levain é como criar um Tamagotchi, se lembram? Ele nasce, vai crescendo, vc vai alimentando de tempos em tempos e se você não tomar cuidado, puf, ele morre!

Na etapa 2, coei as uvas e usei somente a água, foi meio de olho, misturei farinha de trigo integral o suficiente p/ a massa ficar um pouco pastosa... O açúcar coloquei p/ dar uma acelerada nos bichinhos, depois de tantos dias, estava com medo de perde-los!

Aí a mistura ficou assim, 'bem bonita' e passou a morar dentro do meu forno elétrico (desligado, claro):



Etapa 03:
- farinha de trigo branca
- água

Devido ao calor absurdo, tive que alimentar meu fermento 2x ao dia, em intervalos de 12 horas. As quantidades foram intuitivas, mas, aproximadamente 3x mais farinha que água, o suficiente para a massa se manter pastosa, sem ser molenga... em media 3 colheres de farinha de trigo.

Etapa 04 (estragos do calor):
Quanto mais calor, mais metabolismo... quando abri o forninho quase fiquei bêbada com o cheiro de álcool! PERIGO!!!

Cheirar azedo, é natural e ótimo neste caso, mas, álcool, vem da fermentação alcoólica, ou seja, os fungos já consumiram todo o açúcar presente na mistura e começaram a morrer... Embaixo da camada viscosa se formou uma camada de uns 3cm de água... O que fazer?

Escorri toda a água em excesso e “taquei farinha no bicho”. Passei a alimentá-lo 3x por dia e em uns 3 dias o cheiro de álcool cessou, ele tomou forma novamente e voltou a crescer. UFA!

Etapa 05:
Já com essa carinha o lance era fortificar e aumentar. O calor graçasadeus diminuiu e continuei mantendo o pote no forninho, voltei a alimentar 2x por dia, seguindo a quantidade do “não ficar molenga”.

Etapa 06 (viagem):
Semana de ano novo, fui para praia encontrar meus pais, não tive duvidas, coloquei o tamagotchi num pote de sorvete, tampei e levei o fungo p/ curtir a maresia do verão.

Na praia, o mesmo procedimento, porém, com cerca de 15 dias, temperaturas mais amenas e o bichinho mais forte, diminui a alimentação para 1x ao dia, de noite, para mim mais conveniente.

RESUMO
- Água base: deixar uvas passas de molho até criarem bolhas (2 à 3 dias)
- 1ª alimentação: farinha de trigo integral, um pouco de açúcar – até ficar pastoso
- Alimentações seguintes: farinha branca e água (3 para 1) ou mais ou menos isso, duas vezes ao dia
- Uma semana depois: manter a alimentação porém, uma vez ao dia

Observações importantes:
- muita água no fundo: excesso de calor – escorrer a água, alimentar a massa (talvez somente com farinha) e manter em local fresco (se for necessário, geladeira).
- cheiro de álcool: PERIGO: refrescar e alimentar seu “chef” mais vezes ao dia. (para mim foram suficientes 3x ao dia, mas pode ser que você tenha que fazer isso de 6 em 6hr)
- Armazenamento: o meu gostou muito do forninho elétrico, se você estiver numa região de muito calor e ele fique constantemente querendo deteriorar, o ideal é coloca-lo na geladeira. Quando tiver um tempinho ao longo do dia, alimente-o e deixe em temperatura ambiente por umas 3hr para que ele reaja bem.
- mexa sempre com delicadeza, aqui vale a antiga colher de pau (estamos produzindo em casa, colheres de pau liberadas, certo?!)
- tenha paciência com seu fermento, ele é um ser vivo crescendo “do nada” ali na sua frente, ele precisa de atenção!
- se não der certo na primeira vez, faça que nem eu, jogue fora e comece tudo de novo! A criação do levain é algo muito legal!
- cuide como um filho, atenção e intuição. Ao longo dos dias você pega o macete e percebe quando a massa está com fome!


Sim o post ficou enorme e não termina por aqui!
No próximo a saga das refeições do meu levain e o afamado Bolo da Fortuna!
Por enquanto só uma pausa para vocês criarem seus levain!

Enjoy!

Torre de Chopp - Por que?!?!

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No último post destilei meu preconceito sobre a Torre de Chopp. Antes de mais nada, não tenho absolutamente nada contra as pessoas que pedem torres de chopp nos fast-foods de procedência duvidosa em praças de alimentação, assim como não tenho nada contra quem bebe chopp de vinho, pede uma "caipirinha de vodka", ou acha que refrigerante e água com gás são a mesma coisa. Perdoai, eles definitivamente não sabem o que fazem, mas até aí, cada um no seu quadrado. Mas vamos tentar ilustrar neste post um pouquinho mais sobre esta peça inusitada do mobiliário de uma praça de alimentação: a torre.

Feita normalmente de alguma liga plástica, como policarbonato, acrílico ou coisas do gênero, com uma torneira no maior estilo "filtro d'água", um recipiente interno de inox e, no máximo 3,5l de capacidade, a torre de chopp não é exclusividade brasileira. Trazida por um empresário paulista do Canadá, com adaptações para gelar a bebida (sim, os canadenses gostam de cerveja em temperatura ambiente), a Torre de Chopp, em teoria, "incentiva o consumo, facilita o trabalho dos garçons e, graças ao efeito criado pelo contato da iluminação com o líquido, gera um visual muito interessante", segundo um fabricante. Facilitar o trabalho dos garçons? Talvez. Gerar visual interessante? Duvido. Incentivar o consumo? Esta eu respondo com outra pergunta: Quantas torres de chopp você viu vazias na vida? Pois é. Este artefato da vida patética cria, para começar, um enorme disperdício de cerveja. Sim! Cerveja, pois dificilmente o que está dentro da torre é chopp de verdade. Para quem não sabe a diferença, basicamente o chopp não é pasteurizado, não tem conservantes, antioxidantes e estabilizantes (ao contrário da cerveja), tem mais de 6 mil anos de história (ao contrário da "menina" cerveja, de 1876), e tem validade curtíssima (10 dias fechado, em média), mas o barril aberto costuma durar mais que uma garrafa de cerveja (que dura pouquíssimas horas). A maior parte dos "chopps" vendidos pelos donos de torres, na verdade, é pasteurizado, o que enterra a diferença entre as duas bebidas.
Mas, de onde vem o preconceito com esse artefato? Bom, além das pessoas que pedem chopp em torre, normalmente serem as mais escandalosas da praça de alimentação (e insistem em sentar na mesa ao seu lado), as lojas que as vendem nunca tem algo realmente útil ou saboroso para vender. Já tentou comer uma porção de batatas fritas em algum destes lugares? Encharcadas e fritas em óleo frio, ficam terríveis, mas devem acompanhar bem um chopp na torre. E um pastel? parecendo uma folha de papel em pé, quando você pega por baixo ele se dobra todo por você. Não, ele não está apaixonado, simplesmente caiu de ruim mesmo. Fora que, os detentores da torre de chopp podem criar cenas tão inusitadas que você se sente em uma pegadinha com o Ivo Holanda. Em uma noite de tédio, eu e a Cá fomos ao shopping Metrópole (vulgarmente conhecido como o tabuleiro de xadrez do chopp, de tantas torres que aparecem em cima das mesas), e resolvemos jantar em um daqueles famosos esquemas grelhado-salada dos fast-foods (como dito no post anteriormente, comida rápida, descompromissada e suficiente para nos livrarmos da fome), quando vimos uma cena, no mínimo, estranha: duas mulheres, entre seus 30 e 35 anos, já um pouco alcoolizadas e com metade de uma torre de chopp cheia (o otimista sempre vê as coisas como meio cheias, e não meio vazias), conversam com a pessoa da loja em que compraram a torre para saber se a pessoa poderia guardar a torre para elas, pois elas iriam até determinada loja e já voltavam para terminar de beber. Diante do pedido, ao invés de recusar e dar com a torre na cabeça das duas, o garçom não só aceitou guardar como trocou o refil do aço inox para manter a bebida gelada! Resultado: quando voltaram, devem ter encontrado um líquido de cor amarelo-dourado, sem espuma, sem gás e um pouco gelado que costumamos chamar de cerveja choca. Mas chocas mesmo foram as duas patas que sugeriram esta idéia. Para quem não consegue beber 3,5l de chopp rapidamente (ou por estar em poucas pessoas), a torre se torna completamente inútil, mas há um consenso que é bonito ostentar uma torre de chopp em cima da sua mesa na praça de alimentação. É a chance de todo mundo olhar para você e falar: olha só, esse aí é bom mesmo! ele tem uma torre de chopp só para ele!

Bom, mais patético que isso, só as casas que oferecem Double Choop no happy-hour (não! Não digitei errado!! é Double Choop mesmo!!!). Mas isso é história para outro post. Como diria o grande mestre em álcool Rick Anson, sejam felizes!

D.