No final de semana retrasado, estive com o Di em Curitiba/PR.
Eu não conhecia a cidade, mas sempre ouvi o Di ressaltar todos os lampejos de civilidade do local (meus pais foram, gostaram, mas ficaram na opinião “OK”).
Aí , um belo dia vi uma promoção legal de passagem aérea e resolvi comprar. Então fomos... e agora, que todos já sabem como fomos parar lá, vamos pular ao que interessa!
Sábado, depois de sair cedo e já ter passado por alguns pontos turísticos da cidade (o Di conhece Curitiba na palma da mão) fomos almoçar no famosíssimo bairro Santa Felicidade, bairro este, que recebeu muita influencia italiana como é fácil perceber. Vai e volta na rua do “burburinho” do bairro, quando decidi por nós: “vamos almoçar naquele restaurante grandão”.
E não era porque ele era visivelmente enorme, já sabíamos da fama do Madalosso.
Diz-se que a cozinha do restaurante fica por conta da também proprietária do restaurante, Dona Flora Madalosso, que comanda 70 cozinheiras! Não sei se o Madalosso chega a lotar (acredito que em festas de fim de ano, sim), mas de qualquer forma o restaurante conta com 4645 lugares, o que lhe confere o titulo de segundo maior restaurante do mundo e o primeiro nas Américas (como consta em seu site).

Hoje, creio que o Madalosso caiu para terceiro maior do mundo, perdendo em quantidade de lugares para o Damascus Gate na Siria – que deve estar fechado por motivos obvios – (6 mil lugares) e o antigo dono do posto de maior do mundo, um restaurante na Tailândia com capacidade para 5 mil pessoas.
Vale dizer que para confirmar o recorde, representantes do Guinness exigem que o restaurante tenha capacidade para servir todas as mesas simultaneamente, ou seja, assim como os outros, a cozinha do Madalosso (que infelizmente não tive tempo de conhecer), deve ferver! (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL589462-5602,00-RESTAURANTE+SIRIO+PARA+MIL+PESSOAS+ENTRA+NO+GUINNESS.html)
Em principio tudo foi meio confuso, sentamos em uma das centenas de mesas de um dos salões e já fomos questionados do que iríamos tomar... Bom, tudo bem, então ficamos esperando o cardápio... que não veio. No lugar dele veio uma porção de frango a passarinho, uma porção de frango ao alho e óleo, salada verde, arroz tipo “risoto”, salada de maionese, polenta frita e miúdos de frango. Aí que ficamos mais em duvida ainda... o que era tudo aquilo?!

Aí entrou a tática de quem não sabe comer escargot: deixe alguém começar primeiro e observe. Rapidamente percebemos que aquilo era o “couvert” enquanto as massas vinham em esquema de rodízio. E vinham rápido! Espaguete a bolonhesa e ao alho e óleo, nhoque bolonhesa e um divino nhoque de rúcula com tomate seco, lasanhas de todos os tipos, penne, mais frango (prensado), caneloni, rondeli...

A polenta ainda prefiro aqui da rota do Frango com Polenta de São Bernardo, mas o frango... hum... crocante por fora e bem úmido por dentro. Uma delicia!
As massas estavam todas ótimas (pelo menos as que eu provei), mas nada assim, do tipo inesquecível, com exceção ao nhoque de rúcula com tomate seco, gente, como aquilo estava bom!
Tanto estava que foi a primeira providencia ao chegar em casa na volta da viagem: reproduzir a receita.
Apesar do tamanho gigantesco e de lugares que foram sendo tomados rapidamente, o Madalosso conta com um atendimento atencioso, espontâneo e cuidadoso. “Fez bom proveito?”. Sim, fizemos muito bom proveito!
Como agora sou uma menina comportada em rodizios, sobrou espaço para a sobremesa... ainda bem! Pedi o cardápio e veio uma seleção de poucos e bons, com duvida escolhi profiterole e olha o que vem:

Uma carolina gigante, recheada com sorvete de creme com uma calda de chocolate muito boa! O chantilly um pouco além do ponto e com gosto de gordura hidrogenada.
A conta? Para duas pessoas, com bebida e sobremesa, menos de R$ 90,00!!!
Saldo - come-se muito bem, diverte-se com a simpatia dos garçons (e festas de casamento em pleno restaurante) e gasta-se pouco, especialmente se comparado aos restaurantes de SP, que perto do Madalosso, não passam de brincadeira de casinha.
Recomendo a visita!
www.chalezinho.com.br/
www.restaurantehannover.com.br
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
17:34
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Carol
Category: América Burguer , hamburguer , umami
Para entender o Umami Burguer, primeiro, precisamos entender o que é o sabor umami, que confesso, só descobri sua existência há poucos anos, na faculdade de gastronomia.
O que é umami ?
Segundo o site www.ajinomoto.com, umami é um dos gostos básicos juntamente com os já conhecidos (no mundo ocidental) azedo, salgado, doce e amargo. Umami seria um “quinto” sabor.
Entre os gostos básicos, o Dr.Kikunae Ikeda descobriu o umami em 1908. Ele analisou o gosto do kombu dashi (caldo feito de algas marinhas) e revelou que o glutamato era o componente que proporcionava um gosto, o qual ele denominou umami.
A superfície da língua possui três tipos de papilas gustativas, sendo cada uma composta de botões gustativos, podendo chegar a 12.000 botões em um adulto. Esses receptores recebem as substâncias do gosto e os gostos básicos, transmitindo as informações para os nervos gustativos. Estes receptores reconhecem os cinco gostos básicos, fisiologicamente. A comunidade acadêmica reconheceu o umami como sendo um gosto básico pelo fato de existir um receptor específico que o identifica e transmite o sinal para o cérebro por meio de um nervo gustativo, assim como ocorre com os demais gostos básicos.
Principais substâncias umami
As três principais substâncias umami são: glutamato (possui alto índice de aminoácidos), inosinato e guanilato. O glutamato é um aminoácido comum encontrado em grande quantidade na natureza. Os nucleotídeos inosinato e guanilato, substâncias que conferem mais o gosto umami também estão presentes em diversos alimentos. Cientistas japoneses descobriram estas três principais substâncias umami, e hoje o umami é um gosto universal presente em alimentos reconhecidos no mundo inteiro.
Agora, pergunte a uma pessoa comum:
Azedo? Resp. Limão
Doce? Resp. Chocolate
Amargo? Resp. Agrião
Salgado? Resp. Huuum, coxinha!
Umami? Resp. É a sua!!!
Fato, os povos orientais estão muito mais familiarizados e tem em sua cultura, muito mais difundido o tal do umami, até porque, os ingredientes básicos de sua culinária são ricos neste sabor, que para nós, meros ocidentais, ainda é uma “viajante” novidade... mas se o umami sempre existiu, por que a gente não sabia que ele estava lá?
Na verdade a gente sabia, pois o umami é tido como a “deliciosidade” do alimento, mas ainda sim, precisamos treinar nosso paladar tão apressado a sentir esse “G” a mais.
Numa busca rápida pela internet, não encontramos muitos exemplos de alimentos cotidianos ricos em umami, mas podemos citar: tomates, queijos fortes, carnes, sardinha, além do leite humano e bovino. Existem, porém, diversos produtos industrializados que levam o glutamato como intensificador de sabor.
E parece que foi através desta busca rápida que o America (www.americaburger.com.br) criou seu novo lanche, como não poderia deixar de ser: o Umami Burguer.
Explicado, não tão rapidamente, o sabor umami, vamos ao que interessa. Lá fomos,mais uma vez, eu e o Di em mais um capitulo das nossas cruzadas gastronomicas.
Ao chegar ao America da Paulista, com fome, depois de mais de 1h de trânsito pesado por conta das obras no caminho, pedimos os nossos Umami Burgueres, depois de quase implorar para sermos atendidos, visto que, de casa vazia, o staff parecia mais preocupado em jantar (vários garçons e um gerente jantando no período em que ficamos lá) e conversar (outros tantos garçons batendo papo e esquecendo as mesas). Um serviço muito lento e relapso, bem longe do padrão que estamos acostumados do America. Para ter idéia, foi necessário pedir para 3 pessoas da equipe e esperar mais de 20 minutos por um simples copo com gelo para o suco. Mas, vamos ao que interessa:
Dá prá ver logo de cara que o lanche da direita está identico ao da esquerda né? O lanche deveria se chamar "desmami burguer" de tão "desmamicado" que veio, sendo necessário um palito para segurar tudo aquilo.
Ingredientes (ricos em umami):
- Hamburguer de 200gr: passado demais, duro, seco, parecia que estava guardado e foi esquentado num forninho eletrico; Detalhe: foi a primeira vez que pedimos um hamburger no America e o garçon não nos perguntou o ponto da carne. Mas ela chegou ao ponto... ponto negativo!
- Cebola caramelizada: para mim, era só uma cebola murchinha, tipo refogada, quase cozida, sem gosto nenhum
- Tomates assados: uma rodela apenas, mole demais, sem gosto, quase um pure
- Shitake:estavam lá, sim, 2 pequenos pedaços que pareciam mais duas cabeças de cogumelos Paris cortados pela metade na horizontal
- Crispy de queijo tipo grana padano (uma variação mais forte do parmesão): estava gostoso, mas era frio, podia ser quentinho, outra demonstração que os crispys são feitos de antemão. Além disso ele ficava sobre o tomate, qdo vc tentava cortar, o que já estava bagunçado, ficava pior - tomate para um lado, carne para o outro...
- Pão de batata: de aparência gordurosa, estava muito distante da famosa imagem "meramente ilustrativa" dos anúncios
- "exclusivo molho umami": oi? Tão pouqinho, tão "ficou no esquecimento" que só consegui notar um pedacinho de anis que com certeza passou sem querer para o lanche.
Após a decepção com os lanches, hora da sobremesa! Sim, as tão famosas e deliciosas sobremesas do America... Pedimos um Gateau de Nutella e um Devil's Food Cake. Muitos minutos depois (tantos minutos que, cerca de 10 minutos depois do nosso pedido, uma família que estava na mesa ao lado pediu a sobremesa e a deles ainda chegou antes!), chegam as sobremesas: o Devil's Food Cake estava ok, bonito, bem montado. Mas nem de longe era o bolo que aprendemos a adorar, que vinha boiando dentro de uma calda de chocolate em um pratinho fundo. Um pouco de calda, um pouco de frozen e manda pra mesa. Já o Gateau, uma decepção. O que você espera de um bolinho de chocolate fumegante com um recheio cremoso de Nutella? É, então... imagina a expectativa indo pro espaço ao cortar o primeiro pedaço e ver que o recheio de Nutella, além de ter passado muito longe dali, estava duro e meio frio (ou seja, bolinho mal-descongelado).
Terminada a epopéia Umami, fica uma dica: o Umami Burger é um lanche caro, mesmo para os padrões America (30 reais cada lanche), de repente, vale mais a pena anotar a lista de compras abaixo, para 2 pessoas:
- 1 pacote de batatas fritas McCain
- 500g de fraldinha moída
- Sal a gosto
- 1 tomate Carmem, Débora, Maria ou qualquer outro nome de mulher
- 4 cogumelos tipo shitake grandes
- 2 pães de batata da padaria perto da sua casa, sem recheio, ou brioches (acho que ficariam bons também)
- 200g de queijo grana padano ou parmesão ralado
- 1 cebola cortada em tiras finas
- molho teriyaki (vende em qualquer supermercado, perto dos shoyu)
- Ajinomoto (afinal, precisamos de mais Umami).
Modo de fazer (grosseiramente):
Molde dois hamburgueres com a Fraldinha moída (tempere-a com cebola, sal e alho, já deve ser suficiente), ficando com 250g in natura (assado deve perder uns 30g). Coloque para assar em fogo médio até chegar no ponto que te interessa (se você não tem um char broiler, não se preocupe, isso é frescura. Faça no forno e veja que ficará tão bom quanto). Corte o tomate em rodelas generosas, tire os cabos dos cogumelos, refogue-os no teriyaki e corte os pães no meio. Refogue a cebola em um pouco de azeite e depois coloque um pouco de mel na panela para dar um gosto adocicado (já ficará melhor que a do America). Para fazer o crisp de queijo, pegue uma frigideira, espalhe 100g do queijo ralado e deixe fritando um tempo, apenas secando com um papel toalha por cima (quando perceber que está muito engordurado). Vire como se fosse uma panqueca e repita o procedimento mais um pouco. Faça isso com os outros 100g também. Frite a Batata e coloque um pouco de maionese em um potinho.
Para montar o lanche: pegue a fatia de baixo do pão, espalhe um pouco do molho Teriyaki com ajinomoto, coloque o hamburger, a cebola, o tomate (2 ou 3 fatias por lanche são suficientes), tempere com ajinomoto (umami! Tem de ter umami em abundância, afinal é um Umami Burger!), coloque o crisp de queijo (nossa sugestão, para facilitar o corte, é colocar por baixo, acima do pão, mas entendemos que o America fez dessa forma para "espalhar" o Umami pelo lanche), o shitake refogado no teriyaki e cubra com a outra fatia de pão. Complete com as batatas fritas ao lado e o potinho de maionese. Pronto! Com menos de 60 reais você fez dois lanches mais bem-servidos que o do America e com o mesmo (se não estiver melhor) gosto Umami. Divirta-se! Se arrisque um pouco na cozinha e veja que é melhor fazer algo bem-feito em casa do que sair esperando que os outros façam por você. Ah, claro, não colocamos a sobremesa, nem os sucos, nem o couvert, mas temos certeza que você conseguirá fazer tudo isso de forma muito melhor gastando menos que os 140 reais cobrados pelo America
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
16:05
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Carol
Category: Carla Pernambuco , Carlota , cozinha de estar
Fomos ao Carlota 2x. Quem conhece um pouco, sabe que é um restaurante super falado em SP (e no Brasil), dirigido pela chef Carla Pernambuco.
A primeira vez que estive lá eu ainda não escrevia sobre minhas aventuras gastronômicas e foi no inicio do blog, listando onde eu e o Di já tínhamos ido que percebemos uma coisa estranha... sabíamos que tínhamos jantado no Carlota, mas tínhamos pedido exatamente o que (alem do soufle de goiabada com calda de Catupiry)?.
Pois é, lapso total, não sabíamos o que tínhamos comido lá! Pura distração ou será que o tal Carlota não era assim tão brilhante, ou inesquecível?!
Acho que se passaram uns 2 anos desde a primeira visita ao restaurante e então fomos lá despretensiosamente com um casal de amigos (que topam todas as aventuras) num sábado ensolarado de inverno.
No meio de um dos bairros mais agradáveis de São Paulo, apesar dos moradores não gostarem de gente “diferenciada” circulando pela área, o Carlota, com suas duas casinhas unidas por conveniência, de visual aprazível, que ao mesmo tempo faz você se sentir no aconchego do lar da vovó e em um restaurante moderninho, lhe convida a lançar-se à esmiuçar as folhas do cardápio, cheio de fome e vontade.
Logo de cara, uma falha do serviço: apesar de muito simpático e prestativo, o staff de garçons é um tanto desatento, demorando a responder aos chamados e nunca muito próximos às mesas. Quanto à distância, tudo bem, todos gostamos de um pouco de privacidade e conforto, não precisam ficar ao lado da mesa, mas poderiam ser mais atenciosos.
Sem pedirmos entrada (apenas nos focando no simples, mas ótimo couvert de mesa, com pães, biscoitos de polvilho, manteiga, azeite de oliva com um toque de vinagre balsâmico e um ótimo creme de queijos), fomos direto aos pratos principais. 
Texto escrito à quatro mãos, hora do assistente da chef blogueira assumir o teclado.
Damas primeiro: o prato da Cá era uma Milanesa de Filet com Strozzapreti ao limone (foto número 3). Muito apresentável, milanesa no ponto certinho, crocante por fora, macia por dentro, mas o Strozzapreti absolutamente insosso. Sem sal (!!!), com pouco gosto de limão, deixou muito a desejar. Já a Mari, pediu um Filet Mignon com crosta crocante, molho Blue Cheese com um Gateau de batatas (foto 2). Já um prato clássico do Carlota, muito bem executado, e, para os menos carnívoros (como a Mari), com a opção de ser cortado ao meio para se tornar bem-passado, e não ficar rosado. O Paulo pediu um Mignon de cordeiro grelhado com Ratatouille provençal e agnolotti de queijo de cabra (foto 1). Massa ótima, carne macia e benfeita (viva a gramática nova!), mas não inesquecível. 
E neste momento você se pergunta: falta um quarto prato... onde está a descrição do seu prato? Pois é... mais uma vez, esquecemos o que comi. Sabemos que foi um pato com algum risoto (e cabe aqui uma explicação: sabemos os nomes dos outros pratos porque colamos do cardápio do site – www.carlota.com.br – que não tem mais o prato que escolhi, apenas um com um petit cassoulet, que não foi o caso), que estava muito bom na execução (o pato muito macio, perfeito), mas o risoto um pouco fraco.
Depois de uma 4ª visita (no meu caso, 2ª no da Cá) ao restaurante desta chef que conheci trabalhando (fiz um evento com ela em 2006), posso afirmar, com todo o respaldo da chef-blogueira-namorada que comanda este espaço: o Carlota é sim um ótimo restaurante, mas absolutamente esquecível. Uma experiência que não pode ser classificada como única, apenas como mais uma. Talvez o toque inesquecível do restaurante sejam realmente as sobremesas (que trocamos por um café na Suplicy do Itaim), nas quais a chef teve a felicidade de criar pérolas como o Soufle de Goiabada (que, depois de aprendido, você pode fazer em casa com facilidade e mais ao seu jeito – acho que o da Cá ficou infinitamente melhor que o de lá), o restaurante não deixa de ter seu charme, mas falta um “algo a mais” no Carlota. Um pouco mais de tempero no mix entre o trivial e o chique do cardápio.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
16:33
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Carol
Category: Carrefour , Dulca , Eñe , Engenho Gastronomico , Habib´s , Mc Donalds , Oetker , Pepsi , reclamação
Eu (e o Di) já fomos taxados de reclamões... e quer saber? Somos sim e com muito orgulho!
Por que orgulho? Simples, porque a maioria (muita gente mesmo) não reclama seus direitos. Ué, você pagou e não recebeu? Por que não reclamar? Se você for contratado e não trabalhar, ninguém vai exitar em te mandar embora. Então... é a mesma coisa!
A questão é: como reclamar e como as empresas devem responder a estas reclamações e, acredite, por experiência de reclamona que sou, posso afirmar que 99% das empresas não sabem encarar essa realidade: “minha empresa é a melhor, não recebo reclamações”.
Algumas formas online de reclamar e exigir o que você se dispôs a pagar, afinal, você não economiza seu dinheirinho a toa, são os sites das próprias empresas ou ainda em sites como o Reclamão, Reclame aqui, Nunca mais, Denuncio, ou menos online, mas bastantes eficientes, como o Boca no trombone (radio Bandeirantes), Celso Russomano, Procon e Anatel. Cada qual com a sua função, já procurei a ajuda de vários desses sites quando o contato com a empresa “reclamada” não foi suficiente.
Mas, como este blog é voltado para a parte vitamínica da vida, vou apontar alguns casos vividos por mim e as “soluções” apresentadas:
Restaurante Eñe: o conceituado restaurante español dessa vez escorregou no tomate, prometeu e não entregou, bem no jantar de dia dos namorados. Creio que ali, se mais um casal reclamou foi muito, outra parte nem deve ter lido os itens que seriam inclusos no pacote e outra parte deve ter achado “uma pobreza reclamar”. E assim eles (empresas em geral) vão levando nosso dinheiro. Depois de 1 mês, 6 emails e reclamações no FB um dos donos me ligou pedindo sinceras desculpas... Desculpas? E os R$ 400,00 do jantar (que por um acaso não tenho no bolso de trás da minha calça), e a frustração, e a propaganda enganosa? De verdade, um restaurante como este deveria ter saído na frente e superado qualquer expectativa... eles tinham meu endereço, sei lá, mandem flores com um cartãozinho, pq essa coisa de “ó, o dono me ligou...” não me serve de nada.
Revista Engenho Gastronomico: uma das minhas revistas preferidas na faculdade... nordestina. Aí começam as encrencas, eles não tem distribuição nacional, os exemplares, por acordo, seriam enviados bimestralmente por correio. Em 1 ano, recebi 1 revista. Um ano depois, após dezenas de emails, uma boa alma resolveu responder e apuramos diversos erros, causados por um funcionário, que fez o favor de queimar o nome da empresa. Resultado, receberemos o dinheiro de volta e mais todas as revistas não enviadas.
Pepsi: Um belo dia, a despensa (aquela que cabe dentro do coração) estava toda molhada de um liquido escuro... fuça daqui e dali e a garrafa de Pepsi estava vazando... fechada?. “Podem ser micro furos na garrafa senhora, guarde a garrafa de uma forma que não vaze e vamos trocá-la”. Dito e feito, no dia seguinte trocaram a garrafa.
Oetker: abro o pacotinho da mistura de bolo e... estragada antes do vencimento. Emails de reclamação e nada, meses depois mandam pelo correio uma revistinha de receitas. Oras, eu não queria receitas novas, eu queria fazer o bolo de saquinho mesmo!
Mc Donald´s e os lanches da Copa: foi o meu dia de fúria. Não pedi o café da manhãs as 11:05, mas abri a caixinha ainda no balcão e disse que aquilo estava triste, desconfigurado e sem recheio. “A foto é meramente ilustrativa” (aaaahhh como odeio essa frase, é um passe livre para a enrolação). Pedi para o gerente me mostrar onde estava escrito isso e, surpresaaaa, não estava. Dali 5min veio um lanche digno de foto.
“Alô tia Edha”: deveria se chamar “Ligue aqui e perca seu tempo”. Sim, uma rede enorme como o Habib´s não faz a menor questão de responder reclamações. Ok, pobreza, mas se eu paguei R$ 0,59 na esfiha de carne quero que ela venha em perfeitas condições. Os acontecimentos são inúmeros, mas o ultimo foi o mais patético; depois de 1hr aguardando a entrega ligamos no delivery e nos falaram que o sistema tinha caído e por isso todos os pedidos haviam sido cancelados... Por que não avisaram?! Ainda perguntaram se queria agendar a entrega para o dia seguinte... ô, claro, se eu peço um delivery de 28min é porque eu quase não tenho fome...
Dulca: doceriazinha metida a besta, mas faz valer seu “Reclame aqui”. 1º erro: ir à Casa Cor (ok, legal, bacana, mas inútil). 2º erro: ter fome na Casa Cor. Aí fomos tentar comer uma coxinha (uns R$ 8,00). Sério, alguém já comeu coxinha sem sal?! Olha que sempre dizem que meus pratos são para hipertensos, então se eu senti falta de sal, imagina que horror... Ai mandei um email dando um toque, responderam agradecendo e me enviaram uma bela caixa de bombons.
Carrefour: em qualquer loja que você vá sempre tem fila e uma caixa com má vontade para atender. Eu não sei o que eles fazem, mas parece que eles contratam as pessoas na base da chicotada. Depois de uma reclamação no @carrefourbrasil recebi um telefonema todo animado de uma “gerente de atendimento” se justificando pelas filas. A razão pelas filas seria a demissão de caixas que estavam falhando no atendimento e as pessoas novas ainda estariam em treinamento. Em se tratar da ineficiência, acho que as pessoas estão e vão continuar em treinamento por uns 10 anos. Mas o pior não foi justificado... e quando vc vai comprar aquele queijinho branco para a dieta e vê o funcionário retirando da gôndola os queijos vencidos, lavando, reembalando e devolvendo p/ venda?! Pois é, isso não foi explicado, padrão Carrefour p/ te ajudar na dieta... compre um queijo branco e leve de brinde uma intoxicação alimentar!
Enfim, os casos logicamente não param por ai, poderia mencionar a pizza escorrida da pizzaria do bairro, o pão de queijo duro da padaria, o mau atendimento em váááários estabelecimentos e por aí vai. Isso sem falar na cobrança discutível dos 10%, mas isso vale outro post.
Função social da reclamação: Não reclama só quem é chato, reclama quem é consciente, quem preza o seu dinheiro e quem tem opinião. A reclamação vale de alerta para que outras pessoas não passem de bobo como você ou, para que a empresa identifique uma falha que nem sempre é tão perceptível. Também é importante elogiar para que o que é bom, se torne cada vez melhor e mais próximo de todas as suas expectativas.
Dia dos namorados e o Di, meu namorado, claro, me leva para jantar sem que eu saiba onde. Considerando que eu sou uma completa perdida qdo o assunto é “São Paulo”, só descobri mesmo onde iríamos jantar qdo ele parou na porta: Eñe.
“huuuummm” , as papilas gustativas ficaram logo contentes.
O restaurante estava com metade de sua ocupação, só atendendo clientes com reserva... Opa, espera aí... eu disse “Atendendo”?
Pois é, no curso sobre jornalismo publicitário aprendi que uma boa critica é feita depois de 2 ou 3 visitas ao mesmo local, em situações diferentes. Infelizmente isso não é sempre possível, as vezes por distancia, por preço, ou simplesmente pq não se anima a voltar.
E não é que foi o caso do Eñe que escorregou feio no atendimento desta vez? Chegamos e fomos conduzidos a mesa e... e... e... e nada na verdade. Um outro casal que chegou depois e sentou ao lado foi atendido bem antes. Até ficamos com aquela questão do “será que não fomos atendidos pq não pedimos vinho?” (sim, isso existe em muitos lugares, uma discriminação visível a quem não pede as bebidas ‘caras’). Mas até aí, não podia ser... o drink que eu pedi era tão caro qto o vinho na promoção que o casal pediu... aliás, muito saboro, uma mistura refrescante de vodka, limão e erva cidreira.
Apesar de termos saído p/ não nos estressarmos, já estávamos naquele ponto “Bom, se o garçom não vier na nossa mesa agora, vamos pedir a conta”. E por questão de 1min, o maitre viu nosso desapontamento, pegou o couvert que iria para outra mesa (que também tinha chegado depois), chamou a atenção do garçon e nos serviu. A partir daí o serviço melhorou, mas nem de longe foi tão prestativo quanto da primeira visita.
Menu fechado:
Passado os contratempos do inicio, fomos recebendo, em ordem:
- Tartar de vieiras: confesso que para mim foi uma tentativa, as vieiras picadinhas acompanhadas com redução de beterraba... Comida crua: negação numero 01 / Molho de beterraba: negação numero 02. Ainda sim dei uma boa garfada e num primeiro momento gostei, as vieiras estavam bem camufladas no suco de limão, mas depois não deu mesmo... essa textura de “cozinha que acabou o gás” não faz muito meu estilo. Porém, gostei do molho de beterraba (e eu detesto beterraba), não estava com aquele gosto característico de terra, levemente adocicado.
- Crema de mandioquinha com caviar de sagu: agora o teste foi para o Di, que detesta sopas. Mas o creme de mandioquinha estava tão bom, tão saboroso, super cremoso e aveludado na boca, que ele conseguiu tomar todinho! Ou seja, estava realmente muito bom. Mas, completamente dispensável o tal do caviar de sagu. Não sei de quem foi a brilhante idéia de fazer caviar de sagu, de quiabo e não duvido que usem isopor... Ok, é cozinha moderna e molecular, mas peraí... sagu? (ok, confesso, fiz isso na faculdade... mas sagu é bom com vinho e canela!).
- Olhete com ceviche de sandia: o peixe estava ótimo, a tal da crosta “ok”... já experimentei coisas mais elaboradas que macarrão cabelo de anjo quebradinho em cima da carne, mas, pelo menos cumpria seu papel de crosta. Agora, a saladinha de melancia (sim, sandia é melancia, não sei pq não escreveram o cardápio todo em português), huuum, essa estava ótima. Talvez para os mais tradicionais, pensar em salada de melancia possa ser esquisito, mas vale a tentativa. E alem do paladar, foi uma ótima maneira de relembrar minha saladinha de melancia grelhada com flor de sal, delicia!
- Jarret com molho de pimenta verde e cogumelos: Para mim, uma boa carnívora de plantão, a parte alta do jantar. Macio, saboroso, levemente picante e super harmonizado com a cama de cogumelos paris. Separei as pimentinhas, mas seu sabor ficou na carne dando um toque primordial.
- Coca de chocolate com frutas vermelhas: uma massa fininha de um tipo de pão de ló de chocolate, recheado com uma ganache também de chocolate, acompanhado de um sorbet de frutas vermelhas. Todos impecáveis e com gosto de quero mais e mais e mais.
Saldo do jantar: apesar dos pratos saborosissimos, o serviço deixou a desejar, ou seja, acabou por apagar um pouco o brilho do restaurante.
Brinde de dia dos namorados: No mail marketing, no facebook e onde mais eles poderiam anunciar, estava lá “ganhe 02 perfumes de 50ml cada, Antonio Banderas, um feminino e outro masculino”. Na hora não reclamamos pelo simples fato que não tínhamos certeza, mas saímos de lá com 2 amostras de perfume de 1,5ml cada! Demorei a terminar este post, pois achava que o relacionamento do Eñe teria a capacidade de retornar um dos 5 emails que enviamos com esta reclamação... ate agora nada.
Se esse é o tratamento que o restaurante dispensa à clientes que gastam de R$ 400,00 p/ mais em um jantar... sinceramente, eles tem muito o que aprender qdo o assunto é o relacionamento com o cliente, especialemente depois que ele sai do estabelecimento e não é mais encantado com la magia de las ollas del Eñe.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
10:13
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Carol
Category: brigadeiro , brigadeiro gourmet , doce , doceria

Quem olha de fora pensa logo estar vislumbrando uma papelaria cheia de “meninices”, mas ao se aproximar um pouco mais, saltam aos olhos pequenos e redondos docinhos coloridos, integrando-se ou misturando-se a decoração extremamente colorida da Brigaderia.
Eu já tinha passado e repassado pela frente da unidade do shopping Market Place e até me senti tentada a comprar as doçurinhas mas, das vezes que me encorajei fui super mal atendida e acabei por desistir.
Até que neste ultimo domingo resolvi encarar cara feia de atendente as 19h50,com o shopping quase fechando e lá fui eu. No meio de tantas fitas, caixas coloridas, forminhas, e uma explosão de cores fica difícil achar os renegados expositores dos brigadeiros, que ficam espremidos num cantinho da loja.
Aparentemente a proposta da loja é ter um ar de “casinha”, o que p/ mim, propicia uma falha grave: brigadeiros expostos, próximos ao publico, sem uma cobertura adequada, prontos para serem cuspidos pelos clientes mais curiosos, aqueles que apontam e falam bem pertinho do produto.
Ainda sim, encarei as ultimas bolinhas da loja num kit com seis unidades, por “apenas” R$ 18,00. Fato, a caixa é muito bem feita e os brigadeiros são grandes (media de 28gr segundo o site), mas R$ 18,00?! Faço uma receita de 50 brigadeiros gourmet por R$ 15,00 em média.
Aliás, foi o curso de brigadeiros gourmet que me despertou a curiosidade de saber “o que esses brigadeiros tem de tão especial?”. Resposta: Nada!
Não vou negar que para quem é entusiasta do docinho do brigadeiro, eles são bem feitinhos, porém só acredito vendo que naquela massa tenha chocolate de verdade.
Para quem não sabe, os brigadeiros ditos gourmet, levam em sua composição chocolate em barra no lugar do chocolate em pó, mas de verdade, se ali tinha chocolate... ele passou bem distante. A massa é molenga, mas tem uma agradável textura aveludada.
Mas não precisa se empolgar com os sabores de nozes, pistache e afins... ao contrario do que muitas doceiras estão fazendo brilhantemente por ai, esses da Brigaderia (e da Maria Brigadeiro também), levam apenas uma poeirinha das castanhas por volta dos doces,ou seja, o interior é sempre igual e para quem sabe fazer um bom brigadeiro de microondas, passa-lo na castanha de caju não é segredo algum. Os sabores de massa branca,como o de macadamia e o branco são tão sem graça e insossos... claro, vc sente o sabor das coberturas e nada mais.
Ou seja, não perca seu tempo e seu precioso dinheiro na Brigaderia; se vc gosta de um brigadeiro de colher, divirta-se na sua casa, se sua preguiça é gigante, encomende as bolinhas na sua doceira preferida, agora, se você é um pouco mais empolgado, segue uma ótima receita gourmet!
Brigadeiro Gourmet
- 01 lata de leite condensado
- 01 lata de creme de leite
- 200gr de chocolate de boa qualidade picado (meio amargo para o brigadeiro escuro, branco para os sabores de frutas)
(no caso do brigadeiro branco com sabor de fruta, acrescentar 01 pacote de gelatina do sabor a sua escolha, bem dissolvida em pouca água).
- cobertura a gosto (granulado, nozes picadas, coco ralado, paçoca, biscoito, etc)
Coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo medio, mexa sempre por cerca de 20min. Vale a velha dica do brigadeiro: mexa até soltar do fundo da panela. Espere esfriar e enrole o brigadeiro untando a mão levemente com água fria.
Solte a imaginação e delicie-se!
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