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Samosas em boa companhia!

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Completando mais um mês de casados (o 5º de muitos vindouros!), decidimos sair para comemorar e jantarmos em algum lugar diferente. Entre várias sugestões que eu havia pensando, a Cá se saiu com uma ótima idéia: por que não ir em um restaurante indiano? Temos uma certa fascinação pelas especiarias, receitas diferentes, aromas e visuais da culinária do país das vacas sagradas, ainda mais após uma viagem para as ilhas Maurício, segunda maior comunidade hindu após a Índia, de onde trouxemos quilos e quilos de temperos nas malas.
Nossa primeira opção era o já conhecido Tandoori, de ótimas experiências anteriores e fácil localização para nós, sãobernardenses, mas, pesquisando um pouco, chegamos ao Samosa & Company, mais próximo ainda de casa, mais intimista e tradicional. Os proprietários, Vijay Bavaskar e sua esposa (e chef) Deepali Bavaskar fazem da pequena casa com indumentárias orientais e mesas simples uma grande surpresa.

As famosas Samosas!
Ao chegarmos, o pequeno salão estava lotado, o que nos levou a sentar em uma mesa do lado externo do restaurante (no pequeno pátio próximo à calçada, o que é uma ótima opção para os dias de calor intenso, que era o caso). Fomos atendidos pelo simpático e prestativo garçom, claramente estrangeiro (com pouca familiaridade com o português, mas mesmo assim ainda mais correto que muitas das obscenidades que ouvimos com a nossa língua causadas por operadores de telemarketing), que parecia estar revoltado com a mesa ao nosso lado (na qual havia um casal de indianos realmente estranho), e pedimos duas entradas para iniciar a noite: as famosas Samosas (que dão nome ao restaurante, afinal), e o Pickles de limão com especiarias (escrito dessa forma no cardápio). Nossas surpresas começaram com a Samosa, uma ótima combinação de uvas passas, ervilhas, batatas e especiarias em massa crocante e sequinha, acompanhada por dois chutneys sensacionais: tâmara e hortelã. A conserva de limão, com a fruta curtida por mais de um ano em uma mistura de temperos, é aromática e picante, vem no tamanho certo, pois tem um sabor predominantemente salgado que, se em excesso, estragaria seu paladar para o resto do jantar.
Butter Chicken, Navratan Korma, Arroz Basmati e Tawa Nan
Para os pratos principais, minha opção foi o vegetariano (para espanto da Cá) Navratan Korma, um prato de frutas grelhadas, legumes e castanhas com um aveludado molho de nozes e coco; as "nove jóias" (tradução para o nome do prato) ficam bem evidentes mesmo com o forte sabor do molho. Um curry pouco picante e deliciosamente agridoce. Já a Cá escolheu o Butter Chicken, prato muito popular na Índia, que consiste em um frango tenro cozido na manteiga coberto por um picante molho de tomate, porém sem ser forte; de paladar equilibrado, extremamente macio e aromático. Junto dos pratos, claro, o tradicional pão indiano (o Nan), em versão exclusiva do restaurante: o Tawa Nan, um quentinho e macio pão feito de farinha de trigo branca fermentada com iogurte. Ao trazer os pratos, a garçonete (essa sim, brasileira), comentou com um ar de empolgação: "vocês deram sorte, porque normalmente ela não faz as porções desse tamanho, sempre são menores, ela deve estar inspirada!" Ficamos sem palavras: independente de qualquer coisa, porque uma funcionária falaria isso do próprio restaurante?? Só rindo mesmo...
As sobremesas!
O enxuto cardápio lista apenas duas sobremesas: o Gulab Jamun, dois bolinhos de leite em pó embebidos em calda de água de rosas - gostosos, mas que de surpreendente só houve a surpresa que o garçom nos proporcionou: trouxe um bolinho extra e sorvete para acompanhar! A segunda sobremesa merece um capítulo à parte: o surpreendente Galar Halwa, um doce com amêndoas e sorvete que é feito de cenoura cozida! O desfecho ideal para um jantar de muitas surpresas!
Com a conta (que não trouxe nenhuma surpresa, e um gasto compatível com o que pedimos, nada absurdo, mas também nada baratinho), sentimos falta de apenas uma coisa: como um restaurante indiano, poderiam fazer o famoso café com chicória filtrado (sim, é comum na Índia e em regiões como Nova Orleans, nos EUA, utilizarem a raiz da chicória torrada e moída junto do café para intensificar o sabor dele).
O Samosa & Company abre de quarta à domingo, em dois horários: almoço (12 às 15h) e jantar (19 às 22h30). Vale a visita, e não se esqueça que, por se tratar de um restaurante indiano, não fazem absolutamente nada com carne bovina, sagrada e intocável para eles.

Madalena e o Jetta branco

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       O que um café em Santo André, uma cervejaria e um restaurante em São Bernardo tem em comum? Simples: os três não existem mais, assim como uma série de coisas muito boas, sem a grife de uma franquia (ou ser indicados pelo absolutamente "imparcial" júri da Veja ABC).
Na região em que vivemos, famosa pelas indústrias automotivas, metalúrgicas, sindicatos e um certo ex-presidente (que nunca saberemos se faz um joinha ou um hang loose....), o crescimento demográfico absurdo e o aumento da renda da população criou uma série de novas oportunidades de entretenimento, seja gastronômico ou não. Em menos de 5 anos, vários shoppings (com suas praças de alimentação pasteurizadas) foram reformados e /ou construídos, para serem aproveitados por cidadãos que residem em verdadeiros clubes em forma de condomínios.
Vendo este panorama, nada mais certo que apostar na criação de algo de alto nível (um lugar de alto nível não significa um restaurante caro e cheio de frescuras), para satisfazer este público, certo? Não. Infelizmente, no túmulo do samba conhecido como ABC Paulista, o status de ir à algum lugar da moda ainda é muito mais importante que a qualidade dos serviços prestados por este local.
Citei 3 exemplos no começo do texto, que podem ilustrar muito bem essa idéia. Comecemos pelo mais antigo: O Madame Tussaud Microcervejaria. Um bar simples, com ótimos pratos/petiscos e que tinha como grande diferencial a excelente cerveja produzida lá mesmo, pelas simpáticas proprietárias, que estavam anos-luz à frente destas cervejas "artesanais" que se tornaram famosas nos últimos tempos. Bem localizado, ao lado da mais badalada avenida de SBC (a Av. Kennedy), o Madame durou quase 10 anos, sempre vazio, com uma frequência assídua de pessoas (poucas) que se tornaram amigas das proprietárias, e que faziam a propaganda na base do boca-a-boca para os amigos, que iam conhecer o local e adoravam, mas não retornavam o tempo todo. Você pode falar que foi falta de divulgação; ok, falaremos sobre isso mais para a frente.
O segundo exemplo é um dos ótimos cafés que tivemos a oportunidade de conhecer: o Café Bandeiras.

Em um local nobre de Santo André, em uma travessa da rua mais badalada da cidade (a Rua das Figueiras), próximo ao restaurante que é venerado como o melhor restaurante da região – e também do mundo, da Via Láctea, da História e do bairro Jardim - pelo júri da Veja ABC (o enfadonho Baby Beef), com um cardápio enxuto, mas extremamente bem feito, o café durou pouquíssimo tempo, até ser vendido para um rapaz que, em associação com uma barista, o transformou no Royalle Café (que também durou pouco, e cedeu lugar para um pub bizarríssimo). Foi, nessa fase, inclusive indicado para a Veja ABC, apesar da pouca propaganda. Mais uma vez, pode se falar sobre a falta de divulgação.
Para finalizar os exemplos, o

mais recente e doloroso: o restaurante Madalena. O proprietário e chef Valter Pereira tinha uma proposta de comida contemporânea brasileira como poucos restaurantes no Brasil fazem: alta gastronomia, preços acessíveis e pratos muito bem servidos. Em um ponto mais escondido de SBC, mas nem por isso inacessível, o Madalena durou alguns anos com mais acertos que erros, até fechar as portas no fim do ano passado, por conta da queda de movimento. Falta de propaganda também, você pode argumentar.
O fato é que como contraponto disso tudo acima, os "pseudo-australianos" da vida (restaurantes de redes conhecidas, com preços altíssimos e filas idem) continuam absurdamente lotados, diariamente, em SP, por moradores do ABC, enquanto restaurantes melhores, localizados do outro lado da rua, ou na esquina de casa, sobrevivem às moscas. Casas como o Starbucks (nada contra, muito pelo contrário - e também não há propagandas deles) vivem cheias dentro de shoppings, enquanto cafés muito melhores, como o Bandeiras, fecham por falta de público. Quantos anúncios do The Fifties você viu na TV na sua vida? Então porque ele tem muito mais ocupação de mesas que a Sanduicheria Petrópolis em SBC, que é melhor e mais barata, e faz tanta propaganda quanto a lanchonete pseudo-americana dos anos 50? Porque não criar um ponto de referência em SBC para que o público de SP venha para cá, ao invés do contrário? Será a propaganda, ou a falta dela, a vilã da história? Não creio nisso.
Deslumbramento
Enquanto isso, o sãobernardense (e o andreense, e o sãocaetanense) emergente, sai com seu Jetta Branco (pela ótima definição do professor e sommelier Rick Anson: o "carro do deslumbrado") até Moema ou Itaim, e prefere pagar mais caro, se estressar no trânsito, ganhar um token de fila de espera, deixar o carro com o manobrista, porque dessa forma ele vê e é visto, se destaca no meio dos amigos falando que frequenta esse e aquele lugar em SP.
Enquanto a visão provinciana que domina grande parte da população da região e a imbecilização do povo, que tem preguiça de pesquisar locais diferentes e arriscar coisas novas pelo ABC, o mundo da gastronomia nas 3 cidades vai sempre ficar refém das grandes praças de alimentação dos shoppings e dos restaurantes que se vangloriam de serem "premiados" por uma revista que nunca sai do óbvio (por motivo$ que é melhor não comentar).
      Sabemos o quanto é complicado, gerir um negócio, ainda mais neste ramo, e para este público, mas ao mesmo tempo é gratificante. E ,no fim das contas, quem arriscaria ter um restaurante, café, pizzaria, ou outros, com um algum conceito diferente que dá tão certo em SP, aqui na região? Ninguém gosta de rasgar dinheiro, e por isso as opções nunca surgem. Os poucos loucos e apaixonados pelo que fazem que se arriscam, deveriam ter uma estátua em praça pública só pela iniciativa. Um círculo vicioso que nunca se rompe: não abrir algo diferente por não ter clientes pelos motivos acima, mas ao mesmo tempo, não se arriscar em um novo negócio faz com que essa cultura nunca mude. Em tempos de cebolas gigantes e chefs que gostam de servir arroz com feijão por quase R$ 100,00 por pessoa, abrir os olhos do povo parece algo impossível, e exatamente por isso temos de reverenciar os que tentaram, e ainda tentam. Obrigado Valter (e a todos os outros citados, entre vários outros locais que já fecharam ou estão em via de baixar as portas por conta do baixo movimento) por ter insistido em sair da mesmice com suas idéias diferentes, serviço impecável e cardápio excelente. Torcemos por um mundo (na verdade, um ABC) com mais Madalenas e menos Outbacks e Jettas Brancos.

Garimpando o Interior de Minas... mas em São Paulo!

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Eeeeeeeee pessoal, de volta!

Casamos, felizes, lindos, radiantes!
Lua de mel MARA!

Então, só poderíamos retomar nosso blog, em outro post gordinho e gostoso!

VIVA 2014!

Nossos amigos queridissimos e agora, padrinhos de casamento, Enrico e Tiago, nos convidaram para um almoço no domingo. Nem questionamos o local, sabiamos que seria uma delicia, fomos "de olhos fechados".

Logo de cara, que lugar fofo!
Tudo fofo, entrada fofa, mesas, cadeira, vasos, quadros, enfeites pendurados pelo corredor... Isso sem falar na recepção... a gente se sente abraçado pela vó lá do interior de Minas de tanta simpatia! E simpatia real, espontânea, de graça, cativante, não aquela coisa forçada e mecânica dos "BBQ´s" americanos.

O cardápio é simples, sucinto, mas tem tudo o que um restaurante de comida mineira precisa ter. Além disso a garçonete (ou gerente, ou dona, não sei), também trazia na ponta da lingua mais uns 3 ou 4 pratos como novidade. Tudo bem explicadinho, para não ficar duvidas... ou, deixar mais duvidas, né?!

Como se já não bastasse as delícias do cardápio, agora tinhamos mais algumas opções "avulsas" rs.

Depois de muita conversa e quase um "dois ou um" para decidirmos os pratos, optamos por:












Pasteis de Angu de carne e queijo - porção de tamanho excelente, de pasteizinhos de massa de fubá. Quentinhos, crocantes... dava p/ ficar ali a tarde toda tomando cerveja, conversando e comendo só isso!



Mesa linda, mesa farta! 

Veio desfilar na nossa mesa, o Caipirão - frango caipira, ensopado com quiabo, acompanhado de arroz branco, quibebe e couve manteiga crua. E sem fazer feio, a costela "sem nome", que não estava no cardápio, cozida e servida molhadinha em seu proprio caldo (neste momento minha boca enche d´água), com arroz também em seu molho, feijão preto, couve e farofinha...

Pensem numa palavra... eu só consigo pensar em "Hummmm".

Tudo bem feito, temperadinho, as carnes macias, bonito de se ver! E comemos, comemos, comemos... E alí no Garimpos o tempo para, tal qual em Minas (para o azar da fila que se forma na porta) , e a conversa rende... e a comida se multiplica nas cumbucas!

Para acompanhar, pedi a Alma Mineira - cachaça, limão
cravo, manjericão e capim limão. Para mim, um pouco forte (não costumo beber cachaça), mas nada que um gelo não resolvesse! rs

Apesar de hiper satisfeitos, não poderiamos dispensar a sobremesa né?

Então dividimos a porção maravilhosa de churros, feitos com massa de farinha de milho, acompanhados do autentico doce de leite mineirin e do sempre saboroso melaço de cana. Chegam a mesa quentinhos, polvilhados de açucar e canela!



Para finalizar, o que seria de um belo almoço mineiro sem um bom cafezinho para fechar?





Eis que vem à nossa mesa essa lindeza, fiquei apaixonada! Uma base, com a canequinha de metal, colocada abaixo de um suporte com o coador de pano, açucar mascavo e cristal e em outro recipiente, uma dose já certinha do pó que será utilizada. Logo chega o charmoso bule com água quente e assim, você, coloca o pó no seu "personal coador" e passa seu café alí na mesa e fica se deliciando com o aroma do café fresquinho, passado na hora, enquanto se diverte vendo o liquido cair na xicarazinha!

Enfim, só pontos altos, do inicio ao fim! 

Isso sim eu digo, é um restaurante de comida mineira! Você sai abraçado no estômago e no coração!


Garimpos do Interior
R. Marco Aurelio, 201 - Vl. Romana/Lapa - SP
Tel. 3862-9345

Grazie Napoli... Nápoles sem seus perigos

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Sexta feira, dia de comer pizza!

Bom, pelo menos p/ gente, que anda evitando os carboidratos, foi dia de dar uma folguinha e pisar de leve na jaca... então aproveitamos para conhecer uma pizzaria nova que abriu pertinho da gente com a promessa de nos relembrar nossa linda viagem à Italia: Grazie Napoli.

A casa tem decoração bem aconchegante, mas não necessariamente italiana, na parede mascaras de carnavais de Veneza, artigos espanhóis, argentinos e por aí vai... uma espécie de “boteco chique retrô”. Da entrada até nossa mesa fomos fartamente cumprimentados por uma equipe bem animada (inclusive por um dos donos) e logo uma garçonete veio explicar o conceito da pizza e da pizzaria.

Ok, eu já tinha fuçado no site http://www.grazienapoli.com.br/ e já tivemos oportunidade de viajar para Nápoles e costa Amalfitana (berço da pizza na Italia, já que há controvérsias sobre sua real origem) então sabíamos o que esperar, mas achei extremamente válido a equipe estar treinada para explicar sobre seu produto.

Então eles explicam que, assim como é feito na Italia, a pizza é individual, com a massa fina, e um pouco mole, o que leva alguns cliente acharem que a massa esta “crua”... ela tem um pouco mais de borda, que é crocante, aí, como desculpa para o pouco recheio (sim, fato, pizzas italianas são pouco recheadas perto das pizzas brasileiras), eles usam a frase “um recheio equilibrado para a pizza”...


De entrada pedimos o Arancini de gorgonzola e salame picante. Arancini nada mais são que os tradicionais bolinhos de arroz italianos feitos de risoto. Vieram dois, estavam “Ok”, dava para passar sem, ainda mais ao custo de R$ 10,00.

No cardápio em letras minúsculas estava lá “peça sua pizza meio a meio” e depois de muita indecisão, escolhemos nossos sabores; a garçonete alegre anotou o pedido. Depois de uns 10 minutos volta ela toda envergonhada: “sabe que que é... é que o pessoal ainda está em treinamento então não estamos fazendo pizza meio a meio, só daqui um mês”.  Ponto negativo!

Então, mais uns 5 minutos de escolha, pedimos - 

Monzese - molho de tomate, mozzarella de bufala, linguiça com erva doce, salvia e parmesão (R$ 29,00)

Diria... "equilibrada demais". Ok, a massa cumpria sua proposta, realmente, era muito parecida com as pizzas italianas, bastante saborosa, mas o recheio deixou a desejar.... vejam na imagem, a calabresa passou longe, poderiam tem colocado um pouquinho mais, nenhum italiano iria reclamar! 


Carbonara - Mozzarella de bufala, parmesão, pancetta, ovo estalado e pimenta do reino (R$ 30,00)

Aqui, uma releitura da nossa pizza preferida do Quintal do Braz! Esse ovo aí no meio é o que há! Delícia! Mas, tem um pequeno porém, a pimenta do reino poderia ser jogada sobre toda a redonda, conferiria mais sabor.... eles colocam apenas em cima da gema do ovo...


Sobremesas

Sanguinaccio (R$ 12,00) - Creme de chocolate meio amargo, raspas de limão siciliano e  pinoli - deliciosa, bem preparada, cremosa, mas não surpreendente.

Angioletti di Nutella (R$ 15,00) - Aqui uniram duas coisas sensacionais, pizza e nutella; podem pedir sem medo, uma delicia viciante!



SALDO: Lugar agradável, ótimo atendimento, preço um pouco acima da média local. Arancini, fuja; pizzas, poderiam ser um pouquinho mais "desequilibradas", sobremesas, caia de boca!  


Para comparação - Pizzas veramente italianas!

Marguerita

Muçarela, presunto de parma, parmesão e trufas negras em uma das 10 melhores pizzarias do mundo (eleita por não sei que ranking rs)

 Muçarela, pepperoni, champignon, manjericão


Muçarela e presunto, feita em 3 minutos nessa máquina aí em baixo, para ver seu funcionamento, clique aqui



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SEGUNDA VISITA

UM MES DEPOIS VOLTAMOS COM UM CASAL DE AMIGOS, TAMBÉM NUMA SEXTA FEIRA; DESTA VEZ A CASA ESTAVA BEM CHEIA. FOMOS BEM RECEBIDOS PELA RECEPCIONISTA, MAS O PAPO DE "PIZZA BEM EQUILIBRADA" FOI DITO PELA METADE SEM MUITO ROMANTISMO NA COISA...

O GARÇOM ESTAVA BEM ANSIOSO PARA NOS ATENDER... OK, DEMORAMOS PARA DECIDIR, MAS, A MEDIDA QUE O SALÃO FOI LOTANDO, FOMOS SENDO UM POUCO IGNORADOS.

NOSSOS AMIGOS PEDIRAM UMA SALADA DE ENTRADA - MINORI (R$ 23,00) - RUCULA, ALFACE ROMANA, MUÇARELA DE BUFALA, TOMATE CEREJA, PRESUNTO CRU, RASPAS DE LIMÃO SICILIANO, PINOLI - BOA COMBINAÇÃO, MAS, COMO QUALQUER SALADA, SEM NENHUMA NOVIDADE.

NAS PIZZAS, FORAM À MESA - 
SALDO
4 STAGIONI (R$ 32): 1/4 Marguerita, 1/4 Marinara, 1/4 Quatro queijos e 1/4 Cogumelo, presunto e mozzarella de búfala - Bonita, saborosa, recheada e bem apresentada.

GENOVESE (R$ 30) - Sim, na Italia é extremamente comum pizzas sem molho de tomate, esta tinha - mozzarella de búfala, tomate cereja, parmesão, pinoli e pesto por cima. Deliciosa, essa eu me senti na Italia! Mas vou dizer... a massa já não estava mais tão "borrachudinha" quanto na primeira vez... Não, estar borrachudinha aí não era um ponto negativo, era bom, se assemelhava muito às pizzas napolitanas, agora, a pizza estava mais bolachinha, como estamos acostumados aqui no Brasil... não senti isso só na minha (que fica menos umida pela falta de molho), mas em todas... teriam mudado levemente o padrão para agradar mais o paladar dos clientes?

AMATRICIANA (R$ 30,00) - Molho, muçarela de bufala, panceta, pimenta calabresa e parmesão

e mais uma vez a Monzese. Para as sobremesas, um repeteco do Angioletti di Nutella e dois "gelatos" (R$ 12,00 cada), um de chocolate e outro de creme... estes são gostosos, mas passam longe de serem gelatos. Guarde seus 12 reais p/ a gelateria da Parmalat.

Saldo - Vale a pena ir, mas chegue cedo, vá direto para as pizzas e de sobremesa foque nos palitinhos de pizza com nutella!


Consulado Mineiro: Vale a fama?!

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Essa foi uma aventura gastronomica atípica... Atípica, porque não foi planejada como a maioria... surgiu como opção no nosso caminho numa tarde de domingo alí pelas bandas de Pinheiros, Vila Madalena e afins...

Passando pela praça Benedito Calixto, sem seu costumeiro burburinho, logo achamos uma vaga, paramos o carro e incrivelmente não tivemos dúvida, "vamos ao Consulado Mineiro".

Para variar, enfrentamos uma breve espera... aliás, espera é algo que já nos desencorajou inumeras vezes de ir ao local... mas na ocasião foi realmente rápido... tudo bem que nos colocaram numa mesa que mal cabiam nossos cotovelos e se pensássemos mais alto, a mesa do lado ouvia, mas ok, estávamos sentados...

Logo veio o cardápio e a ansiedade do garçom para tirar o pedido... foi quando pedimos de entrada o bolinho de mandioca com carne seca, sim, nos pareceu uma ótima entrada mineira para começar o almoço!

A porção veio bem servida e chegou na mesa quase que na velocidade da luz!


Mas ao morder.... não era bem isso que eu chamo de "recheado" de carne seca. A massa do bolinho estava OK, macia, mas não tinha gosto de mandioca, lembrava batata, nada mais e todos os bolinhos, o MÁXIMO do recheio era isso aí que vcs podem ver na foto... daí para pior. Ou seja, R$ 22,00 por massa de bolinho...  



Em meio a barulheira, num ambiente que a decoração mais parece um sarcofago egípcio (pelo menos a vista da praça ali do primeiro andar é bem agradável), pedimos por R$ 67,00 a  Costelinha à Mineira: costelinha, linguiça, tutu, couve e arroz.   


Mais uma vez o prato chegou à mesa em tempo extraordinário...! Um bom sinal? Talvez não...

O arroz (me recuso a comentar); a couve, bem temperadinha; o tutu, molenga, mais parecia uma sopa de feijão, dava p/ tomar de colherzinha, meio insosso (aprendi essa com o Gordon Ramsay), tive que colocar sal e em nada se parecia com um tutu... que você pode ver o que eu realmente esperava dando um google aqui. A linguiça veio seca, do tipo esturricada, ou seja, estava horas esperando para ser servida, e a costelinha, veio de morna para fria... O Di fala que a comida para mim tem que ser "pelando", mas pera lá... a vigilância diz que os alimentos tem que ser mantidos a pelo menos 65ºC para a não proliferação de bactérias... e me desculpem... a costelinha não estava a 65ºC....rs. Só isso já me basta p/ dizer que estava de morna para fria.  E isso já é mais que suficiente para dizer que a carne fica lá esperando 'num tacho' para ser servida assim que cada pedido entra...

Não estou falando que é errado o pré preparo, ainda mais de comida mineira, que normalmente são comidas que demandam muito tempo de cozimento, mas uma costelinha frita? Qual o problema de demorar 20 minutos e frita-la na hora e servir um prato bem feito?! A costelinha estava seca, a casquinha que deveria ser crocante estava dura e borrachuda... meu pai, que não tem um fogão industrial faz uma costelinha "mineira" em 20 minutos sim, com pé nas costas. 

Na mesa ao lado, pediram um Mexidão (arroz com carne de sol, lombo, feijão, couve, ovo acompanhado de torresmo e banana a milanesa) outro prato que cronometradamente não demorou 5 minutos para chegar a mesa dos clientes... outra pergunta: por que não ser feito na hora? Qual a real demora de se fazer um "mexidão" no ato do pedido? De se fritar a banana a milanesa na hora?... 15 minutos?

Pois é, mas ali no Consulado parece que eles não tem esse tempo, era umas 14hr e a fila já se colocava enorme na calçada... e pela montoeira de flanelinhas se organizando em bandos, tudo alí tendia a piorar com o passar das horas.

Pedimos a conta... Essa sim demorou, demorou por uns 15 minutos e veio errada.

Eu sei lá o que faz a fama do lugar... sentar alí e ficar tomando cerveja e comendo porções "de massa"? Desculpe... mas quem acha que isso é ser mineiro, é porque realmente nunca pegou a tal linha "Trem Bão".


Cantina do Gigio com ou sem "TOC"?!

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E lá fomos nós novamente, hahahaha, eu, o Di, e aquele "velho" casal de amigos em mais uma aventura gastronomica.... desta vez, a tal aventura foi motivada por uma ida ao teatro, para assistirmos a peça TOC TOC (aliás, quem puder ver, super recomendo!).

Aí, como uma coisa puxa a outra e outra coisa puxa a comida... nós tinhamos que dar aquela "forrada básica" antes da peça... então, pesquisamos em conjunto um local próximo ao teatro e resolvemos ir à Cantina do Gigio.

A cantina tem sua historia iniciada na década de 60 no Pacaembu, mas logo no início dos anos 70 se mudou para o Brás e hoje conta com 2 endereços; fomos no mais tradicional, na famosa rua do Gasômetro. 

Chegando lá, fomos muito bem recebidos por praticamente toda a equipe; desde o valet (com o detalhe da atendente - que deve ser dona do estacionamento - que não sabia nome de carro nenhum!), até os garçons, que são extremamente simpáticos e parecem estar lá desde a fundação da casa! (rs) O ambiente é simples, despojado e cheio de garrafas de vinhos, principalmente Chiantis, pelas paredes (como toda cantina  que se preza deve ser), mas bem estruturado, com fotos e ilustrações de São Paulo em tempos antigos nas paredes, por todos os lados, iluminação baixa e uma bela ilha de acepipes.

Como tinhamos a peça para assistir, chegamos relativamente cedo, o restaurante estava vazio, fomos logo conduzidos a uma mesa (qualquer uma que quisessemos na verdade), pedimos duas jarras de suco e os "meninos", claro, foram brincar na ilha de acepipes vendidos por Kg. 

O unico item vendido por fatia é o pão de calabresa, este, aí embaixo... Ao escolhermos o pão de calabresa, o garçom se prontificou a aquecê-lo e levar na mesa, e aí, o que falar? Quentinho, cheio de calabresa? De dar água na boca!


Os outros itens são os clássicos: tomate seco, queijos variados, conservas de abobrinhas / berinjela (ambos a milanesa também), etc, etc, etc... enfim, se vc não tomar cuidado, você enche o prato e a barriga e acaba não sobrando espaço para as massas!

Os pratos, no geral servem duas pessoas, e as massas, das mais tradicionais às mais inusitadas, não fogem dessa regra, então escolhemos uma massa verde com molho de tomate, champignon, muçarela de bufala e file mignon e outra, massa clássica ao funghi, para nós quatro.

As massas estavam cozidas perfeitamente; a primeira, para mim, tinha pouco molho de tomate, podia vir, tipo, "nadando" no molho, mas não; vem apenas salteada no molho, mas carregada dos demais ingredientes como podem observar na foto; já a outra veio com bastante molho, funghi sem miseria e bem gratinada com parmesão! Delicia!!!



Além de já termos nos divertido e empanturrado na mesa de acepipes, as massas vem em tamanho bem generoso, o que nos satisfez antes de conseguirmos terminar os pratos, sempre bem atendidos pelos bem-humorados garçons, que não nos deixavam sequer nos servir, sempre vinham para oferecer mais e mais!
No fim, uma conta justa pelo que foi servido, a satisfação de ter comido uma bela massa e ainda levamos embora a famosa "quentinha pro cachorro" (no nosso caso, pras porquinhas da Índia)! Vale a pena visitar esse reduto italiano no meio da zoneada e quebrada rua do Gasômetro (que um dia, talvez, acabe de ser reformada).



Rosa's churrascaria

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Existem lugares que são considerados verdadeiros patrimônios gastronômicos de sua cidade. Podemos dizer isso, sem pensar muito, de lugares como o bar Estadão em SP, a rota do frango com polenta em SBC, o Pastel do Trevo em Bertioga, entre tantos outros. Mas existem também os restaurantes que se consideram parte desse grupo, e mesmo que cheguem muito próximos do título, pela tradição e longevidade, não o merecem: o Rosa's churrascaria, desde 1964 em Santo André, participa deste último.
Antes que você, que conhece o restaurante, comece a pensar besteira, vamos aos fatos: um restaurante que vive lotado, com filas de mais de 1h de espera diariamente, a fama de ter uma das melhores saladas do ABC (a tradicional salada Santa Felicidade), um churrasco impecável e um renomado filé a Parmegiana, deveria ser, no mínimo, ovacionado, mas não é o que ocorreu na nossa última visita, há duas semanas. Para começar, a espera. Com uma grande reforma, que ampliou o salão consideravelmente, o Rosa's poderia ter pensado mais no conforto de que aguarda a sua mesa, tempo este que passa dos 40 minutos diariamente. Além de um espaço mal planejado, bolsas e mochilas ocupam o espaço de espera no qual idosos e gestantes poderiam sentar, e apesar disso ser culpa da falta de educação das pessoas, a equipe do restaurante poderia orientar o público a não deixar objetos nos bancos.

O local de espera, pois o resto estava lotado
(créditos: divulgação)
Depois de 50 minutos de espera, enfim conseguimos uma mesa, e começamos a pensar em nosso pedido. Inusitadamente, o prato mais famoso da Rosa´s Churrascaria é uma salada! A Santa Felicidade (é um sacrilégio usar este nome, mas deixemos isso de lado), é uma salada de escarola com torresmo e vinho. Pedimos meia porção (que é suficiente para duas pessoas tranquilamente), como entrada, e nossas bebidas (a tradicional limonada e um refrigerante). O atendimento, absurdamente lento e despreparado, demorou muito para pegar nosso pedido de bebidas e da salada, que chegaram prontamente após o pedido. Para pratos principais, depois de muito rodarmos em cima de um cardápio pequeno (mas que serve, na maior parte das opçoes, 2 pessoas), escolhemos o conhecidíssimo filet à Parmegiana (meia porção) e 1/2 frango ao queijo. A partir desse momento, começa nosso calvário no restaurante.
A famosa salada de Escarola (créditos: divulgação)
Parmegiana (Créditos: divulgação)
Exatamente do momento do pedido dos pratos até a chegada deles, se passou 1 hora. foram 60 minutos em que vimos pessoas chegarem, serem atendidas, comerem, saírem; mesas que foram preenchidas depois da nossa serem atendidas mais prontamente e receberem os pratos antes, garçons que simplesmente não olhavam na nossa cara ou desviavam a atenção quando chamávamos, e nossa impaciência só aumentava. Quando decidimos por cancelar os pratos e pedir a conta para irmos embora, revoltados, eis que os pratos chegam. Jogados de qualquer maneira na mesa, estavam em tamanhos bem servidos, mas, para a Cá, o filet à parmegiana (que eu não como, por causa do molho de tomate) não estava nada mais do que OK, (até o mesmo prato na padaria Cidade da Criança, em São Bernardo, atraiu mais elogios). O frango ao queijo estava no ponto certo, suculento e coberto por uma camada fina e crocante de parmesão. Ao terminarmos de comer, mais um problema com os garçons: a demora ao trazer a conta e para pagarmos (visto que a máquina leitora de cartões nunca chegava, até porque antes de descobrir o caminho para a nossa mesa, passava por todas as mesas que haviam solicitado a conta depois da nossa); resultado: mais de 150 reais de conta por algo que não valeria 100.
1/2 frango ao queijo (créditos: divulgação)
Locais que são considerados patrimônio gastronômico de uma cidade não precisam se impor como tal, e é o que o Rosa´s faz (deixando claro isso em todos os cantos, desde o muro em frente ao restaurante até dentro do cardápio), e desnecessariamente. Quem deseja um reconhecimento destes o atinge por méritos, e não na marra (veja o caso do São Judas Tadeu, na rota do Frango do Polenta de SBC, por exemplo, que traz gente do Brasil todo para conhecer o restaurante, ou o Madalosso, em Santa Felicidade, Curitiba), e, por mais que o Rosa´s seja tradicional e possa ter sido um dos melhores restaurantes do ABC em um determinado tempo, já passou a época dele. Mesmo assim, atrai muitos visitantes que, nem sempre são bem atendidos, como foi o nosso caso. Nossa dica? Com muito menos você pode comer muito melhor em vários outros restaurantes da região, sem precisar se deslocar até o Rosa´s (que é tão distante para quem mora em outras cidades do ABC como ir para São Paulo). Por mais que a tradicional cozinha da churrascaria (que, novamente, tem como prato mais conhecido uma salada!) o atraia para visitá-lo, tente fugir da tentação: pode ser que você seja tão mal atendido como nós fomos, ou até pior. Fuja da tradição imposta e vá para a tradição espontânea.